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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 117

Riuk

Estou aqui, de pé no altar improvisado no centro do território da alcateia, o sol da tarde batendo forte nas costas, mas eu nem sinto o calor. Só sinto o coração martelando no peito como se quisesse sair correndo atrás dela.

Eron está ao meu lado, tão tenso quanto eu. Os dois de preto impecável, gravatas prateadas, mas parecemos filhotes esperando a primeira caçada. Rael, meu padrinho, está ao meu lado, quase rindo da minha expressão. Enoch, ao lado do Eron, faz o mesmo.

A alcateia inteira está aqui. Fileiras e mais fileiras de lobos. Alguns sorrindo, outros sérios. E lá no fundo, sentados com expressões de pedra, os alfas das matilhas cujos filhos morreram pelas nossas mãos. Seus olhos são predadores, fixos em nós. O duelo está marcado para a semana que vem.

Mas hoje não é dia de pensar nisso. Hoje não.

“Está demorando demais,” Eron sussurra, sem tirar os olhos da porta da casa grande.

“Está,” respondo baixo, mexendo os dedos. “Acha que fugiram?”

Ele solta um riso nervoso.

“Se fugiram, a gente acha. Mas eu mato qualquer uma que tente roubar a Libby de mim.”

Dou risada curta, mas sinto o mesmo. Meu lobo está inquieto, andando de um lado pro outro dentro de mim.

Eron dá um passo à frente.

“Vou lá ver o que tá acontecendo.”

Enoch estende o braço e o segura pelo paletó.

“Para de ser ansioso, irmão. Elas já vêm. Ou não sabe como as mulheres são?”

Eu rio baixinho, mas a vontade de ir atrás é a mesma.

Nesse segundo, a música começa.

Um violino suave, misturado com o som de flautas antigas da matilha. Meu corpo inteiro reage. Olho fixo para o ponto onde sei que ela vai aparecer.

A porta se abre.

Primeiro Libby, radiante no marfim e prata, a fenda revelando a perna forte, os bordados de lobos e luas brilhando no sol. Eron para de respirar ao meu lado. Eu vejo pelos cantos dos olhos.

Mas então… Rubi.

Ela aparece.

E o mundo para.

O vestido off-white abraça o corpo dela como se tivesse sido feito pela própria Deusa. A renda chantilly delicada, as flores de cerejeira douradas costuradas à mão, o tule flutuando como nuvem. A cintura alta envolvendo a barriguinha de treze semanas com tanto carinho que meu peito dói.

Ela está perfeita.

Linda da forma que sempre imaginei que ficaria de noiva. Mais linda ainda.

Meus olhos se enchem d’água sem permissão. Meu lobo uiva dentro de mim, desesperado, encantado, apaixonado. Uiva tão alto que quase escapa pela garganta.

Olho rápido pro Eron. Ele está igual. Transbordando. Olhos marejados, boca entreaberta.

Elas caminham devagar pelo corredor de flores brancas. A alcateia inteira se levanta. Alguns uivam baixinho em saudação.

Quando chegam perto o suficiente, Eron e eu vamos ao encontro delas. Não aguentamos esperar mais.

Primeiro eu pego a mão da Rubi. Ela está tremendo. Sorri pra mim com os olhos brilhando.

Ben, o pai dela, me encara com aquele olhar clássico de alfa.

“Se você fizer minha filha sofrer, Riuk… não vou ser tão compassivo quanto fui com o Eron.”

O ancião passa para Eron e Libby. As respostas são as mesmas. Firmes. Verdadeiras.

“Então, pela autoridade da Deusa e da matilha, eu os declaro unidos. Podem beijar suas noivas.”

Eu não espero mais um segundo.

Puxo Rubi pra mim, uma mão na nuca, outra na cintura, e beijo ela como se fosse a primeira vez. Profundo. Possessivo. Cheio de tudo que sinto. Ela corresponde com o mesmo fogo, as mãos no meu peito.

A alcateia uiva em aprovação.

Quando nos separamos, ofegantes, eu me ajoelho devagar diante dela.

Coloco as duas mãos na barriguinha dela, sentindo o leve volume sob o tecido.

E beijo o ventre.

Devagar. Com reverência.

Mostrando pra toda a alcateia, pra toda a aliança, pros alfas inimigos que nos encaram: eu sou abençoado. Minha Luna já carrega nosso herdeiro. Nosso futuro já começou.

Rubi passa a mão no meu cabelo, chorando e sorrindo ao mesmo tempo.

A alcateia inteira uiva mais alto. Até alguns dos alfas inimigos baixam o olhar.

Hoje não é dia de guerra.

Hoje é dia de amor.

E eu nunca me senti tão completo em toda a minha vida.

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