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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 118

Eron

A festa explodiu assim que terminou a cerimônia.

Mesas longas cheias de carne assada, vinho da matilha, música alta misturando violinos antigos com batidas que fazem o chão tremer. Filhotes correndo entre as pernas, lobos mais velhos brindando com copos erguidos, risadas ecoando pela clareira inteira.

Eu deveria estar leve. Deveria estar só curtindo.

Mas não estou.

Lá no canto, perto da mesa de bebidas, quatro figuras que eu conheço muito bem. Os pais dos lobos que Riuk e eu matamos. Os alfas que querem nossa cabeça por dar seus filhos como exemplos. Olhos frios, posturas rígidas. Eles não vieram pra festejar. Vieram pra lembrar que a dívida ainda está aberta. O duelo é na semana que vem, mas eles não perdem chance de cutucar.

Um deles, o Alfa Gregor, ergue o copo na minha direção com um sorriso que não chega nos olhos.

“Parabéns pelo casamento, Eron. Que a Deusa abençoe sua união… por quanto tempo durar.”

Os dois ao lado dele riem baixo. Predadores esperando o momento certo.

Meu lobo rosna dentro de mim. Quase avanço. Quase.

"Vai durar, assim como o dos meus pais e dos meus avós. Destinados, nunca se separam. Por nada nem por ninguém, além da própria mão da Deusa." ouço um rosnadinho baixo.

"Nunca se sabe, as vezes..."

"Desafiando a Deusa, Gregor, assim como seu filho fez. É interessante ver os resultados dessas escolhas." o lobo se enfurece ainda mais, e me posiciono, pronto para o que ele tiver em mente.

Mas sinto uma mão pequena e firme na minha nuca.

Libby.

Ela está colada em mim, o vestido brilhando sob as luzes douradas do jardim, o cheiro dela me invadindo inteiro.

“Dança comigo,” ela sussurra, puxando meu braço.

Nossos olhos se encontram por um segundo, e volto a olhar para Gregor, que parece recuar um passo.

"Acredito que hoje eu tenha mais direito sobre ele, do que qualquer um nessa festa, então se me der licença, Alfa, vou levar meu lobo comigo."

Eu deixo ela me levar pro centro da clareira, onde os outros casais já giram.

A música muda. Uma valsa lenta, antiga, daquelas que as Lunas dançam desde filhotes.

Puxo ela pra perto. Uma mão na cintura dela, a outra entrelaçada na dela. Começamos a girar.

Ela está linda demais. Os bordados de lobos e luas pegando fogo com cada movimento. A fenda abrindo e mostrando a coxa forte. O cabelo solto caindo nas costas.

Estamos tão conectados que parece que só existe a gente no mundo.

"Essa fenda está me fazendo ter ideias maliciosas sobre o seu corpo." ela dá risada.

"Essa sempre foi a intensão, filhote supremo. Só percebeu agora?" rosno com a provocação. Ela sempre me chamou assim, desde criança.

"Voltando a velhos hábitos?" questiono enquanto a giro.

"Tentando te distrair." ela solta e percebo, o quão boa ela é em notar as coisas.

"Não preciso..."

“Você tá bravo.”

Não é pergunta. É constatação.

Eu sorrio, finjo leveza.

“Não é nada, amor.”

“Eron.” Ela aperta minha mão. “Eu sinto você. Sempre sinto. O que tá acontecendo?”

Tento desviar.

“Não gosto desses caras aqui. Só vieram provocar...e...”

118. Uma valsa 1

118. Uma valsa 2

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