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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 129

Eron

O mundo fica em câmera lenta quando vejo meu pai cair de joelhos.

Ragnar. O Supremo. O Lycan que nunca perdeu uma luta na vida. O homem que me ensinou a ser macho, a ser alfa, a proteger o que é meu. Ele está ali, no chão ensanguentado da clareira, mão pressionando o flanco, sangue escorrendo entre os dedos como se fosse nada.

"Pai!"

Minha voz sai rouca, quebrada. Corro pra ele, ignorando a dor nas costelas que lateja a cada passo. Riuk chega ao mesmo tempo, o ombro dele sangrando tanto quanto o meu. Nós dois nos ajoelhamos ao lado dele.

"Ei, ei... pai, olha pra mim." Tento soar firme, mas sai desesperado. "Você tá bem. É só um arranhão. A gente leva você pra casa agora."

Ele sorri fraco, o rosto pálido demais. "Vocês... venceram, filhos. Estou orgulhoso."

Não. Não. Isso não tá acontecendo.

"Para de falar como se fosse despedida," eu rosno, a voz tremendo. "Levanta. Agora."

Riuk já está ligando pros aliados que acabaram de chegar. "Hospital mais próximo. Agora. O Supremo tá ferido."

Ouço de fundo a risada de Gregor e ele diz, "Ri melhor quem ri por último." Rosno para ele e caminho rápido, o pegando pelo pescoço e questionando o que ele fez, para os ferimentos não cicatrizarem.

Sim, pois só ai que percebo, que nem eu, nem Riuk, nem meu pai estamos cicatrizando onde ele nos acertou.

"O que você fez, desgraçado?" aperto seu pescoço entre meus dedos, e ele começa a se debater.

"Veneno..." mas ele não está com medo. Não, ele está a beira da loucura.

Quebro seu pescoço o descartando de lado e voltando para meu pai e meu irmão.

O aliados nos ajudam a colocar o pai no carro. Eu dirijo, mãos tremendo no volante, sangue pingando no banco. Riuk no banco de trás, pressionando o ferimento do pai com a camisa rasgada. Ragnar respira pesado, superficial. Ele tenta falar, acalmar a gente.

"É só carne... já passei por pior..."

Mas eu sei que não é. O cheiro de sangue é demais. O golpe foi fundo. Eu vi as garras de Gregor entrando.

Chegamos no hospital da aliança em tempo recorde. Enfermeiros lobos correm com maca. Levam ele direto pra cirurgia. Eu e Riuk tentamos seguir, mas nos param.

"Vocês também precisam de cuidados."

"Foda-se," eu grito. "Quero que cuidem do meu pai agora."

"Já estamos senhor, mas precisamos saber se vocês sabem que toxina foi usada." nego com a cabeça e Riuk faz o mesmo.

"Vamos usar os antídotos que temos agora e rezar a Deusa que façam efeito."

Eles nos costuram no pronto-socorro, pontos no meu braço, no ombro do Riuk. Eu nem sinto a agulha. Tomamos 4 doses de antidoto, que parecem surgir efeito, pois minha cicatrização volta a funcionar como deveria.

"E o Supremo? Como ele tá? Me deixa ver ele!"

Ninguém responde nada concreto. "Está na cirurgia. Perdeu muito sangue."

Riuk tá quieto demais, olhos fixos na porta da sala de operação. Eu pego o celular no bolso, a tela rachada, mas ligada. Mais de cinquenta chamadas perdidas. Mamãe. Libby. Rubi. Todas.

129. Veneno 1

129. Veneno 2

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