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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 132

Riuk

Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer.

Fico parado no jardim, olhando pro horizonte sem ver nada de verdade. O peito apertado, a cabeça a mil. Eu queria voltar pra Sidney de vez. Finalizar o projeto que Rubi e eu construímos juntos, aquele empreendimento que era nosso, suado, com nossas ideias misturadas em cada linha do desenho. Trabalhar ao lado dela, ver a barriga crescer enquanto a gente planejava o futuro do bebê. Vida normal. Paz conquistada.

Meu pai sempre soube que eu nunca quis ser um alfa, por isso quando me perguntou se eu queria ser supremo, eu neguei na hora. E quando ele disse que me daria uma alcateia se eu quisesse, eu também neguei.

Eu gostava de ser apenas parte, de estar ao lado e lutar junto, mas ser o alfa, o líder.

Não, esse nunca foi meu plano, porque meu passado me lembrava de como poderia ser perigoso para as pessoas que eu amava.

Mas meu lobo... ah, esse traidor. Ele está exultante dentro de mim. Rosnando baixo, andando de um lado pro outro no peito, como se sempre tivesse esperado por essa chance. Terras vastas. Matilhas uivando meu nome. Poder. Liderança. O instinto alfa latejando, dizendo "é a nossa hora, finalmente".

Eu odeio que ele esteja gostando disso.

Olho pra Eron, que me encara ansioso, esperando resposta.

"Vou pensar," digo, voz firme, mas baixa. "Vou conversar com a Rubi. Tentar entender se a gente consegue. Ela e o bebê são a minha prioridade."

Eron rosna, irritado, passando a mão no cabelo.

"Não tem tanto tempo assim, irmão. Vou pedir pro Gabriel, o beta do pai, ir até lá agora, avaliar como estão as coisas. Mas depois... você tem que ir. Eu não confio em mais ninguém pra isso. Enoch é novo demais. Rael também. Eles não têm experiência pra segurar quatro terras em caos. Somos nós dois. Os mais velhos. Os que o pai treinou."

Ele pausa, olhos duros.

"Depois que ele acordar, a gente divide. Duas alcateias pra cada, até ele decidir quem serão os alfas definitivos. Mas agora... se não agirmos, a aliança se dissolve de uma vez e quando ele acordar, não vai ter para onde voltar."

Eu sinto o peso. Concordo com a cabeça, devagar.

"Eu sei. Vou falar com ela. Não posso decidir algo que vai definir o nosso futuro sozinho."

Eron rosna de novo, frustrado, mas aceita.

"Quero resposta até a noite."

Ele vira e vai embora, ombros tensos, já ligando pro Gabriel.

Eu fico ali mais um minuto, respirando fundo, tentando calar o lobo que uiva de empolgação dentro de mim.

Subo as escadas devagar. Os últimos dias foram intensos, voltamos pra Denver pra ajustar tudo, arrumar a casa, enquanto Cam ficou no hospital com o pai. Rubi tem descansado mais, a barriga já bem mais marcada, o bebê chutando cada vez mais forte.

Entro no quarto devagar. Ela está na cama, encostada na cabeceira, lendo um livro, plantas do nosso projeto, percebo pelo canto do olho. Ela ergue a cabeça quando me vê, e sorri aquele sorriso que me desarma sempre.

"Ei, amor. Tudo bem?"

132. Meu lar 1

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