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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 142

Riuk

O cheiro de cinzas e sangue enchia minhas narinas, misturado ao fedor podre da magia negra de Atlas. A mansão era agora um esqueleto em chamas, escombros fumegantes espalhados como ossos quebrados. Meu coração martelava como um tambor de guerra, cada batida ecoando a fúria que queimava em mim. Eu havia sentido o pânico dela, o medo pulsando através do nosso vínculo. Rubi. Meu amor. Meu tudo. E agora, esse desgraçado estava entre nós.

Eu me transformei completamente pela primeira, tamanha a fúria do meu lobo, liberando a forma Lycan plena que eu sempre temia, músculos inchados, pelagem negra como a noite, garras longas como lâminas, presas que podiam rasgar aço. A energia corria pelas minhas veias como fogo líquido, e ao meu lado, Eron fez o mesmo, sua forma prateada e marcada por cicatrizes antigas, rosnando com uma raiva que ecoava a minha. Pela primeira vez na vida, eramos Lycans. Não por escolha, mas por necessidade. Atlas havia ido longe demais.

"Finalmente, irmãozinho", Atlas zombou, sua voz ecoando como um trovão distante, cheia de desprezo venenoso. Ele pairava no centro dos escombros, envolto em uma aura roxa pulsante, sombras dançando ao seu redor como serpentes vivas. Seus olhos brilhavam com aquela loucura familiar. "Ui, que medo, irmãozinho. Agora a brincadeira ficou ainda melhor. Quer dizer que você se apoia mais no seu lobo no que na sua magia. Isso é muito interessante."

"Você tocou no que é meu, Atlas", eu rosnei, minha voz grave e distorcida pela transformação, ecoando como um rugido primal. "Não vai fugir de novo, como fez da outra vez." As palavras saíram carregadas de memórias amargas. "Avisei para você se afastar da minha família, mas pelo visto, você tem problemas de audição.

Eron rosnou ao meu lado, seus olhos fixos em Atlas. "Quer nos contar como enganou os rebeldes? Eles acharam mesmo que você valha qualquer coisa para darem confiança?"

Atlas riu, um som gutural que fez o chão tremer. "Quer uma prova maior do que destruir tudo para vocês? Sua mansão em ruínas, sua companheira correndo como uma presa assustada. E você, Riuk, ainda acha que pode me desafiar? Eu sou o poder aqui. Eu sou o destino dessa linhagem amaldiçoada."

Ele ergueu as mãos, e a energia roxa explodiu dele como uma tempestade. Ondas de poder negro voaram na nossa direção, cortando o ar com um sibilo mortal. Eu pulei para o lado, garras cravando no chão para me impulsionar, e ataquei. Meu corpo colidiu com o dele como um raio, presas mirando sua garganta. Ele bloqueou com um escudo de sombras, mas eu senti o impacto, ossos rangendo, magia colidindo.

Eron veio por trás, rápido como uma flecha, garras rasgando o ar. Ele acertou Atlas no ombro, arrancando um pedaço de carne e sangue negro. Atlas urrou de dor, girando e mandando uma rajada de energia que jogou Eron contra uma parede em ruínas. O impacto foi brutal, pedras voando, Eron rolando no chão com um gemido, mas ele se levantou, olhos flamejantes. "É só isso?", ele cuspiu, sangue escorrendo da boca.

Eu não esperei. Ataquei de novo, mordendo e arranhando, cada golpe alimentado pela imagem de Rubi sozinha, grávida, fugindo dele. Atlas contra-atacou com fúria, suas garras envoltas em roxo cortando meu peito, abrindo feridas profundas que queimavam como ácido. O sangue jorrou, mas eu ignorei a dor. "Você acha que pode me drenar, irmão?", ele sibilou, aproximando-se. "Eu sou o vazio. Eu consumo tudo."

142. Mais poder 1

142. Mais poder 2

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