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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 143

Rubi

A floresta parecia não ter fim. Galhos baixos arranhavam meus braços, raízes traiçoeiras tentavam me derrubar a cada passo, mas Libby me puxava com firmeza, sua mão quente na minha. Eu seguia quase sem pensar, o corpo pesado pela intensidade do momento, o coração ainda disparado pelo que tinha visto: a mansão em chamas, Riuk enfrentando Atlas no meio dos escombros.

"Estamos quase lá", Libby murmurou, sem soltar minha mão. "A cabana antiga. Ninguém encontra esse lugar sem saber exatamente onde procurar. Magia do Riuk protege ela."

Eu assenti, mas as palavras não chegavam à minha boca. Só conseguia pensar nele. No rosnado grave que ecoara pelo ar. Na forma Lycan imponente que eu vislumbrara por um segundo antes de Libby me arrastar. Ele estava lutando por nós. Sempre lutava.

Finalmente, a cabana surgiu entre as árvores, pequena, coberta de musgo, com desenhos antigas brilhando fracamente nas paredes de madeira. Libby murmurou uma palavra baixa, e uma porta invisível se abriu. Entramos. O ar lá dentro era quente, cheirava a ervas secas e terra úmida. Uma lareira apagada, uma cama simples, suprimentos. Um refúgio.

Eu me sentei pesadamente na cadeira mais próxima, mão na barriga, tentando respirar fundo. O bebê estava inquieto, chutando sem parar, como se soubesse que algo estava terrivelmente errado.

E então aconteceu.

Uma dor aguda, profunda, como se alguém tivesse enfiado a mão no meu peito e puxado algo essencial. O vínculo. O fio dourado que sempre senti conectado a Riuk, quente, vivo, pulsante, de repente fraquejou. Ficou frio. Fino. Quase… rompido.

"Não…", sussurrei, levando as mãos ao coração. Meus joelhos cederam, e eu caí no chão de madeira, o impacto reverberando nas costas. "Riuk!"

Libby correu até mim, ajoelhando-se ao meu lado. "Rubi! O que foi?"

"Ele… ele está…" Minha voz quebrou. Lágrimas quentes escorreram sem controle. "O vínculo… tá sumindo, Libby. Ele tá morrendo. Eu sinto ele indo embora. Não… não… por favor…"

Eu gritei o nome dele de novo, um grito rouco que ecoou nas paredes da cabana. O bebê chutou com força, desesperado, como se doesse nele também. Eu me encolhi, abraçando a barriga, balançando para frente e para trás. "Volta pra mim… por favor, volta…"

Libby segurou meus ombros, tentando me erguer. "Respira, Rubi. Respira. Você não sabe se…"

143. Ele está ferido 1

143. Ele está ferido 2

143. Ele está ferido 3

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