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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 147

Riuk

O quarto do hospital estava quieto, exceto pelo bip constante dos monitores e pelo som distante de passos no corredor. Eron já estava acordado há algumas horas, zoando como sempre, mas eu não conseguia relaxar de verdade. Não enquanto ele estivesse aqui, internado por minha causa.

Uma enfermeira entrou empurrando uma cadeira de rodas.

"Senhor Peyton, temos que levá-lo para alguns exames complementares." ela olhou para Eron, que bufou.

"Eu não preciso dessa merda", ele resmungou alto o suficiente pra todo o corredor ouvir. "Minhas pernas funcionam perfeitamente. Isso é humilhação."

"É o protocolo senhor. Preciso que se sente aqui para que eu possa te levar até a sala de exames."

"Não seja teimoso, Eron." Libby ralhou com ele, e ele revirou os olhos.

Eron fez o que ela pediu, porém, ficou de braços cruzados, cara amarrada como um filhote birrento.

"Não me importo com essa cara feia, filhote supremo. Faço você mudá-la em segundos." todos começaram a rir da cara dele, e ele estreitou os olhos para ela.

"Não tenho escolha, né. Então vamos logo com isso." a enfermeira começou a empurrá-lo, e Libby caminhou ao seu lado.

"Isso, amor. São ordens médicas. Você vai obedecer quietinho ou eu mesma te amarro aí."

"Conversaremos depois, futura Luna", ele murmurou, mas deixou se levar. Quando passaram pela porta do nosso quarto, ele me lançou um olhar de “me salva disso”, mas eu só levantei uma sobrancelha, segurando o riso.

A porta se fechou atrás deles com um clique suave.

Rubi, que estava sentada na cadeira ao lado da minha cama, virou pra mim com um sorriso carinhoso. "Já pode respirar. Ele está bem."

Só então percebi que estava prendendo o ar. Soltei devagar, os ombros relaxando como se alguém tivesse tirado um peso enorme deles. Ela conhecia cada detalhe meu, cada tensão que eu tentava esconder.

"Eu sei que você ficou preocupado", ela disse baixinho, pegando minha mão. "Ficou com medo de algo mais grave acontecer com ele."

Eu apertei os dedos dela, puxando-a mais perto. "Não consigo aceitar os perigos que vocês estão enfrentando por minha causa, Rubi. Eron quase morreu. Você passou por tudo aquilo na mansão… e o bebê…"

Ela sorriu aliviada, e eu me aproximei mais, nossas testas se encostando. O cheiro dela, floresta, casa, amor, me envolveu inteiro. Acaricie seu rosto com a mão livre, traçando a linha da bochecha, o contorno dos lábios.

"Eu queria poder fazer diferente", sussurrei. "Queria te poupar de toda essa preocupação, de todo esse medo…"

Ela me calou com um beijo. Suave no começo, depois mais profundo, cheio de tudo que a gente não precisava dizer em palavras. Quando se afastou, os olhos brilhavam.

"Eu sei que você faria isso", ela disse contra minha boca. "Mas infelizmente não está em nossas mãos escolher os inimigos. Então vamos pensar juntos, com clareza. Pra que, quando a hora chegar, você seja rápido… e letal."

Eu sorri, o primeiro sorriso verdadeiro em dias. "Rápido e letal. Gostei disso."

Ela riu baixinho, encostando a testa na minha de novo. O bebê chutou outra vez, forte, como se aprovasse o plano.

A gente ia vencer isso.

De um jeito ou de outro.

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