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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 149

Rubi

A luz do sol entrava tímida pelas cortinas entreabertas, pintando listras douradas na cama enorme. Eu acordei primeiro, como sempre, mas não quis me mexer. Riuk ainda dormia ao meu lado, o rosto relaxado de um jeito que eu não via há semanas. O peito subia e descia devagar, a respiração quente roçando meu ombro. Ele estava bem. Vivo. Em segurança. Meu lobo. Meu companheiro.

Eu sorri sozinha, sentindo um calorzinho subir do peito até a ponta dos dedos. Mesmo sabendo que Atlas ainda estava lá fora, tramando nas sombras, que a lua cheia se aproximava e que a guerra não tinha acabado… aqui, nesse momento, ele era só meu. Sem feridas abertas, sem magia negra correndo nas veias, sem olhares preocupados. Só Riuk, dormindo como se o mundo inteiro pudesse esperar.

Só o Riuk que eu aprendi a amar.

Levantei a mão devagar e acariciei o rosto dele. Os dedos traçaram a linha da barba por fazer, a cicatriz fina na sobrancelha que ele ganhou na batalha, o contorno dos lábios que eu conhecia de cor. Ele murmurou algo incompreensível e se virou pra mim, ainda dormindo, puxando meu corpo contra o dele como se eu fosse o travesseiro favorito.

Riuk acordou aos poucos. Primeiro um suspiro longo, depois os olhos verdes se abrindo preguiçosos, encontrando os meus. O sorriso veio devagar, daqueles que começam no canto da boca e terminam iluminando tudo.

“Bom dia, minha loba”, ele sussurrou, voz rouca de sono.

“Bom dia, meu amor.” Eu me aproximei mais, encostando o nariz no dele. “Você parece ter dormido muito bem. É a casa dos seus pais que faz isso com você?” brinquei.

“Não”, ele riu baixinho, o som vibrando contra minha pele. “É saber que você está bem. Que aqui estamos seguros. Que podemos nos permitir relaxar, enquanto curtimos uns momentinhos juntos.”

“Podia ser sempre assim, né?" falei suspirando.

Ele rolou por cima de mim com cuidado, apoiando o peso nos antebraços pra não apertar minha barriga. Os beijos começaram leves, um na testa, outro na ponta do nariz, depois nos lábios. Lentos, preguiçosos, daqueles que não têm pressa de acabar. Eu passei os braços ao redor do pescoço dele, puxando-o mais perto, sentindo o calor do corpo dele contra o meu. O beijo aprofundou, ficou mais urgente, mas ainda suave, como se a gente quisesse gravar cada segundo.

Quando nos afastamos pra respirar, eu encostei a testa na dele. “Você tá bem mesmo, Riuk. Sem dor? Não está sentindo nada?”

Ele fez que sim, beijando a ponta do meu nariz de novo. “Tô inteiro. O pior já passou, amor, não precisa se preocupar. Foi um susto, mas já passou.”

Eu ri gostoso, o som enchendo o quarto. “Eu tenho medo de momentos assim. Parece que é um sonho, e que vou acordar a qualquer momento. Fico com medo...de simplesmente acordar.”

Riuk riu também, o corpo tremendo contra o meu. “Então vou te mostrar que não é um sonho, minha loba.” o nariz dele já percorria meu pescoço.

Eu coloquei a mão na barriga, sentindo um chute forte bem na palma. “Olha só… ele acordou com a gente rindo.”

Riuk deslizou a mão por cima da minha, cobrindo a barriga inteira. O bebê chutou de novo, mais forte, como se respondesse ao toque do pai. Os olhos dele brilharam, cheios de uma ternura que me fazia querer chorar de felicidade.

149. Só nós 1

149. Só nós 2

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