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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 154

Riuk

O silêncio depois das minhas palavras era pesado como chumbo. Todos na sala me olhavam, o luto por Drevan ainda fresco, misturado com a fúria que crescia.

Eu virei pra Eron, encontrando os olhos dele. Irmão. Parceiro. “Manda soltar os investigadores. Vamos achar o núcleo daquele desgraçado e acabar com isso de uma vez por todas.”

Eron assentiu imediatamente, punhos cerrados. “Já era hora.”

Rubi se agarrou a minha camisa, o corpo todo tremendo. “Riuk, isso é perigoso demais. Vocês não podem simplesmente sair caçando ele assim. Vamos sentar e pensar melhor sobre isso.”

Eu a encarei, coração apertando. “Mais perigoso é ficar parado, Rubi. Ele sabe de tudo agora. Drevan morreu pra me avisar. Se a gente esperar, ele vem aqui de novo. E eu não vou deixar isso acontecer. Não posso deixar isso acontecer.”

Libby cruzou os braços, ao lado dela. “A gente tem que pensar melhor. Planejar. Não sair correndo no impulso. Você acabou de voltar. Está tenso com tudo isso, vamos sentar e...”

Eron bufou, olhando pra ela. “A gente já pensou demais, Libby. Pensou, esperou, planejou. E olha onde chegou: Drevan morto, o Vazio destruído. Tá na hora de acabar com isso. Nossa vantagem se foi.”

Todos os olhares se voltaram pra Ragnar. Meu pai, sentado na poltrona, rosto endurecido pela experiência de guerras antigas. Ele assentiu devagar, voz grave. “Eron tem razão. Vamos agir. Planejar não vai nos ajudar em mais nada.”

Então ele se virou pra Cam, que ainda tinha lágrimas nos olhos. “Amor, prepara o protocolo de evacuação da alcateia pros bunkers de segurança. Mulheres, filhotes, idosos primeiro. Ninguém fica exposto.”

Cam assentiu, já se posicionando, modo luna ativado. Mas Rubi deu um passo à frente, olhos flamejantes. “Eu não vou sem você, Riuk. Não vou. Temos que ficar juntos.”

Eu a segurei pelos braços, acariciando sua pele, olhando nos olhos dela. “Você não tem escolha, Rubi. Dessa vez não. Eu preciso assumir a responsabilidade de acabar com a última cria de Vincent. Atlas é problema meu. Da minha linhagem. E eu vou resolver. E você vai proteger a nossa. Se não quiser ir para o bunker, eu te mando para o Sul, para ficar com seus pais. Eles também tem os esconderijos de proteção. Mas que você vai se esconder, isso você vai.”

Ela tentou argumentar, voz quebrando. “Riuk, por favor… a gente pode... só um minuto...”

Eu não escutei. Não podia. Beijei a testa dela, longo, sentindo o cheiro dela uma última vez antes de me virar. “Fica com minha mãe. Protege nosso filho.”

Virei pra Eron. “Chama os mais importantes. Os lobos leais, os batedores. Hoje começa a caçada daquele desgraçado de uma vez por todas.”

Eron assentiu, já pegando o telefone. Nós saímos juntos da sala, passos pesados no corredor.

Eu não olhei pra trás. Não olhei pra Rubi.

154. Nossa caçada 1

154. Nossa caçada 2

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