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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 157

Libby

A entrada da área segura virou um caos organizado em minutos. Eu corria de um lado pro outro com Cam, ajudando a coordenar tudo: famílias chegando aos bunkers, matriarcas separando grupos, sentinelas reforçando as portas externas. Cam era uma força da natureza, voz firme, mãos rápidas, distribuindo tarefas como se tivesse nascido pra isso. Eu carregava caixas de suprimentos, orientava crianças perdidas, conferia listas no tablet pra garantir que ninguém ficasse pra trás.

“Libby, pega mais cobertores do depósito!”, Cam gritou do outro lado do corredor principal, enquanto ajudava uma idosa a descer as escadas pro bunker subterrâneo.

Eu assenti, correndo pro estoque. O ar lá embaixo era úmido, frio, mas o movimento mantinha meu corpo quente. O vazio no vínculo com Eron pulsava no fundo do peito, como se ele tivesse me trancado do lado de fora. Eu odiava isso. Mas agora não era hora de pensar nele. Era hora de proteger quem ficava.

Voltei com os cobertores, distribuindo pra um grupo de filhotes que tremiam de ansiedade, não de frio. “Vai ficar tudo bem”, eu dizia, sorrindo forçado. “Seus pais vão voltar logo. O Supremo vai resolver isso o quanto antes.”

Mas quando parei pra respirar, olhei em volta. O bunker principal lotado, vozes ecoando, mas… Rubi. Onde ela tava? Eu a vi há pouco, ajudando com as cestas de comida, mas agora… nada.

“Cam!”, chamei, correndo até ela. “Cadê a Rubi?”

Cam parou no meio de uma ordem, franzindo a testa. Nós nos olhamos por um segundo, o pânico subindo como bile.

“Não sei”, ela disse, voz baixa e tensa. “Não lembro quando vi ela pela última vez. Ela tava no setor de armazenamento?”

Meu estômago revirou. Eu chamei duas matriarcas próximas. “Procurem a Rubi! Verifiquem os alojamentos, a cozinha, os depósitos. Agora!”

As mulheres assentiram, tensas, e saíram chamando: “Luna Rubi! Rubi! Onde você tá?”

O pânico se espalhou rápido. Vozes ecoando pelos corredores subterrâneos: “Luna!”, “Rubi, responde!”, “Alguém viu a Luna grávida?”. Eu corria com Cam, abrindo portas, olhando em quartos coletivos lotados. O ar úmido parecia mais pesado, o coração martelando no peito.

Então uma matriarca veio correndo do fundo. “A câmara fria! Ela foi resetar o painel do gerador lá. Alguém viu ela saindo?”

Meu sangue gelou. Eu não a esperei, achei que estava tudo bem. Que alguém tinha ficado com ela.

Eu saí correndo, Cam e as outras atrás. O setor de armazenamento era no fim do bunker, portas de metal grossas pra preservar comida. Cheguei na câmara principal, porta fechada, luz interna acesa pelo vidro pequeno.

Bati forte. “Rubi! Rubi, você tá aí?”

Silêncio. Mas pelo vidro embaçado, vi uma forma encolhida no canto, contra a parede. Rubi. Inerte. Fria.

157. Cubo de gelo 1

157. Cubo de gelo 2

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