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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 162

Riuk

A cúpula tremia sob o peso da nuvem negra. Cada impacto fazia faíscas explodirem na superfície prateada, e eu sentia o esforço nos ossos, nos músculos, na alma. Meu sangue antigo queimava, lutando pra manter a barreira intacta.

Mas Eron…

Eron estava lá fora.

A fúria subiu como uma maré vermelha dentro de mim. Meu lobo rosnou tão alto que ecoou dentro do crânio, arranhando pra sair. Eu via vermelho. Via Atlas rindo do outro lado daquela barreira maldita. Via Eron caindo na escuridão.

Não.

Não ia perder mais ninguém.

Deixei a fera vir.

Não segurei mais nada.

O rugido que saiu da minha garganta não era humano. Era primordial. A transformação Lycan explodiu pelo meu corpo como fogo líquido: ossos estalando e se alongando, músculos inchando, garras rasgando os dedos, presas crescendo até doer. Pelagem irrompeu pela pele, cobrindo-me em segundos. Meus olhos brilharam no escuro, vendo tudo, cada floco de neve, cada runa vermelha na nuvem.

A magia antiga do meu sangue respondeu ao lobo como nunca antes. Elas se fundiram. Não eram mais duas forças separadas, eram uma só. Poder puro correndo pelas veias como relâmpago azulado.

Uma força que eu ainda não tinha aprendido a dominar, mas que agora, parecia mais certa do que qualquer outra.

A cúpula parou de tremer.

Ela cresceu.

Senti o momento exato em que minha vontade mudou a natureza da barreira. Ela deixou de ser escudo e virou arma. A superfície prateada se expandiu devagar no começo, depois mais rápido, achatando no topo como uma parede viva. Empurrei com tudo, mente, corpo, lobo, magia e a cúpula se ergueu na direção da nuvem negra.

Os lobos dentro do acampamento recuaram, olhos arregalados, alguns ajoelhando sem nem perceber.

A parede prateada tocou a nuvem.

E começou a sugar.

Era como se eu tivesse aberto um vácuo mágico. A nuvem negra gritou, um som agudo, sobrenatural, que fez os ouvidos sangrarem. As runas vermelhas tentaram resistir, mas minha magia as engolia, puxando tudo pra dentro como um redemoinho invertido.

A cúpula se fechou sobre a nuvem, envolvendo-a por completo. Agora era uma esfera gigante no céu, prateada por fora, negra e furiosa por dentro. A nuvem se debatia, tentando escapar, mas eu apertava. Apertava com a mente, com as garras cerradas, com cada batida do meu coração enfurecido.

"Esmaga", ordenei em silêncio.

A esfera encolheu.

Metro por metro, a escuridão era comprimida. Os gritos da magia de Atlas ficaram mais fracos, mais desesperados. Até que restou apenas uma bolinha negra do tamanho de uma maçã, pulsando fracamente, tentando fugir do meu controle.

162. Fúria 1

162. Fúria 2

162. Fúria 3

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