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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 168

Riuk

O bunker parecia um labirinto infinito enquanto eu corria pelos corredores. Meu corpo ainda pulsava com o resíduo do poder, o sangue de Atlas absorvido, o lobo festejando a vitória, mas nada disso importava agora. Eu só precisava dela. Rubi. Minha âncora, minha vida, a mãe do meu filho.

O vínculo tinha voltado forte durante a luta final, mas agora era um farol. Eu sentia a fadiga dela, o medo residual, a fraqueza depois de tudo que passou. E o bebê... deuses, o bebê ainda ali, vivo. Eu o sinto. Sinto ele chamando por mim.

Empurrei a porta da ala médica com cuidado, o cheiro de antisséptico e ervas curativas me acertando como uma parede. Ela estava sentada na cama, uma bandeja de comida no colo. Sopa e pão, algo bem simples, mas que parecia ser o que ela precisava naquele momento. O semblante abatido, cabelo solto e desgrenhado, olhos fundos. A enfermeira falava algo banal sobre o tempo no bunker, e Rubi sorria. Um sorriso que não chegava aos olhos. Era falso, forçado, pra manter a sanidade. Para esquecer que eu não estava ali.

Mas então ela sentiu.

O cheiro meu. Meu lobo, minha magia, meu suor e sangue da batalha.

Ela congelou, colher no ar. Virou o rosto devagar pra porta, os olhos se arregalando.

"Riuk..."

A voz dela saiu num sussurro quebrado, e as lágrimas vieram instantâneas, transbordando como se tivessem sido represadas por dias.

Eu não esperei. Atravessei o quarto em três passos largos, ignorando a enfermeira que saiu discretamente, fechando a porta atrás de si.

"Rubi... meu amor..."

Ela largou a bandeja de lado, braços se estendendo pra mim. Eu a abracei com cuidado, com medo de apertar demais, de machucá-la depois do que ela passou. Meu corpo grande envolvendo o dela, frágil. Beijei o topo da cabeça dela, o cheiro dela me invadindo, doce, vivo, meu.

"Você tá aqui... de verdade?", ela sussurrou, mãos tremendo no meu peito, lágrimas molhando minha camisa suja. "Eu sonhei tanto com isso... acordava achando que era real, mas era só o um sonho. Me diz que agora é real. Que eu não estou sonhando de novo."

"Eu tô aqui, amor. Tô aqui pra sempre agora." Minha voz saiu rouca, embargada. Beijei o rosto dela, bochechas, nariz, testa, olhos fechados. Cada beijo um alívio, uma promessa. "Acabou. Eu voltei. Atlas tá morto. Não vai mais machucar ninguém."

Ela chorou mais alto, um som de alívio puro, mãos no meu rosto, puxando pra perto. "Não acredito... você tá inteiro? Não tá ferido?"

Eu ri baixo, apesar de tudo, beijando os lábios dela de leve. "Inteiro. Mais forte que nunca. Mas você... deuses, Rubi, me conta tudo depois. Agora só quero te sentir."

Me abaixei devagar, mãos nas laterais da barriga dela, arredondada e quente. Beijei ali, devagar, sentindo o bebê se mexer debaixo da pele, uma chutinho fraco, mas vivo. Pulsante. Nosso filho.

"Ei, pequenino", sussurrei contra a barriga, voz baixa e rouca. "Papai tá aqui. Desculpa a demora, campeão. Mas eu voltei. Vou cuidar de vocês dois agora. Prometo que vai ser forte como a mamãe e teimoso como eu. Matei o monstro e agora você vai ter um futuro lindo, meu amor."

Rubi riu entre lágrimas, mãos no meu cabelo. "Ele te sentiu... tá chutando forte agora. Ele sabe que você tá aqui."

Eu levantei o olhar pra ela, olhos nos olhos. "Ele sabe que eu faria qualquer coisa por vocês. Que nada me faria vacilar, em relação a segurança de vocês. E eu cumpri. Eu voltei, amor."

Ela assentiu, lágrimas caindo. "Eu não acreditava que você ia voltar... o vínculo sumiu, Riuk. Eu achava que tinha perdido você. Que ia criar ele sozinha. Você me deixou no escuro e..."

Meu coração quebrou. "Nunca, amor. Eu lutei por isso. Por vocês." Puxei ela pra mim de novo, beijando os lábios dela, longo, terno, um reencontro de almas. Meu lobo se acalmou pela primeira vez em dias, ronronando baixo no peito, satisfeito com o toque dela. As mãos dela no meu pescoço, as minhas na curva da barriga. Beijo devagar, cheio de saudade, de alívio, de amor que doía de tão forte.

Quando nos afastamos, ela sussurrou contra minha boca: "Você é tudo que eu preciso. Sempre foi. Agora parece que o mundo vai ficar bem de novo, porque você tá aqui."

"Aqui é o meu lar. Onde vocês estiverem.", falei, beijando ela de novo, mais leve. "As coisas vão voltar ao normal. Eu, você, o bebê... nossa família.

Ela sorriu de verdade agora, o primeiro sorriso que chegava aos olhos. "Nossa família."

Me sentei na beira da cama, mão na barriga dela, sentindo o bebê se mexer de novo. "Ei, filhote, ouve o papai. A mamãe é a mulher mais forte do mundo. Ela te protegeu enquanto eu lutava. Agora a gente te protege junto. Vai ser o lobo mais forte da alcateia."

Rubi riu suave, mão sobre a minha. "Ou loba. Pode ser menina, Riuk."

Eu sorri, beijando a barriga de novo. "Menina então. Forte como você. Teimosa como eu. Perfeita."

Ficamos assim por minutos, só sentindo, falando bobagens pro bebê, rindo baixo. O mundo fora do quarto sumiu. Só nós três.

Mas então me afastei um pouco, sério agora. "Como você tá se sentindo, amor? Me conta o que aconteceu. Como ficou presa na câmara fria? Quem fez isso?"

168. Meu lar 1

168. Meu lar 2

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