Riuk
Cheguei em casa ainda com a cabeça fervendo das risadas do hospital. E, claro, já antevendo o circo que me esperava. Abri a porta e dei de cara com Libby e Eron no meio da sala, arrumando as malas prontos para deixar Sidney o quanto antes.
“Eu sei que querem ir embora,” falei, levantando as mãos em rendição, “mas não achei que seria tão rápido.”
Rubi surgiu da cozinha com um copo de água na mão, como sempre silenciosa e elegante, e me abraçou. Eu não resisti e beijei sua testa. Ela suspirou, apoiando a cabeça no meu peito.
“Acho que eles não gostam mais da nossa companhia,” disse, meio divertida, meio melancólica.
Eron bufou, empurrando uma mala para o lado. “Desde que nos unimos, foi só treta e bomba. Quero levar minha mulher para um refúgio onde possamos andar pelados o dia todo, sem ninguém pra encher o saco. Conseguem entender?”
Libby engasgou com o riso e ralhou: “Eron! Pra que falar isso? Ficou louco!”
Ele deu de ombros, completamente satisfeito consigo mesmo. “Estamos atrasados, amor. Olha só, nosso sobrinho nasce em pouco tempo e não terá amiguinhos para brincar. Temos que começar a treinar para não deixá-lo sozinho por muito tempo.”
Libby revirou os olhos para mim, que estava rindo da cena toda. “O que vocês deram para ele no hospital?”
“Nada demais,” disse, com um sorriso maroto. “Apenas ele e nossos pais pegaram Enoch praticamente engolindo a Laura. Acho que ele ficou… animado.”
Rubi arregalou os olhos, incrédula. “Mentira? Minha nossa… minha amiga deve estar roxa de vergonha. Coitada.”
Eu puxei Rubi de lado, colocando a mão no ombro dela. “Não que eu torcesse para isso, mas foi bom para ele aprender. Lembra o que passamos com ele? Quero ver se ele vai entrar no nosso quarto sem bater de novo.”
Todos caíram na gargalhada. O clima ficou leve, delicioso, e aquela tensão que vinha carregando desde o hospital se dissolveu no riso compartilhado.
Rubi respirou fundo, sorrindo. “Antes de vocês irem… vamos comemorar essa calmaria que, graças à Deusa, chegou à nossa porta. Eu não via a hora de ter paz com meu lobo de novo. Agora posso planejar os detalhes do quartinho do meu pequeno. Posso comprar todo o enxoval. E não se esqueça que você prometeu me ajudar, dona Libby.”
"Jamais que eu esqueço. Acredito que sua mãe e a Cam vão querer ajudar também. Assim que eu voltar desse sequestro que o Eron armou, podemos organizar tudo. O bebê vai ter quarto em todas as casas da família." demos risada.
Rubi deu um último sorriso antes de se afastar. “Então aproveitem a viagem e me liguem assim que chegar. Não vou prometer me controlar agora que tudo finalmente acabou. Estou de olho em umas pecinhas de roupa a algum tempo. Vou amanhã mesmo buscar.”
"Eu vou com você." ela me abraçou mais forte.
Libby ajustou a alça da mala, olhando para mim com aquela mistura de afeto e provocação. “Vamos, Riuk, leve a gente para o aeroporto ou seu irmão é que vai ter um filho aqui.”
Eron suspirou, olhando para a Libby. "Prometo que valerá cada segundo, loba. Não precisa se preocupar com nada." ela bufou, mas seguiram.
Segui atrás deles, carregando a energia da casa Peyton, entre risadas, piadas sobre momentos, filhos e loucuras familiares. Meu coração estava leve, mas pulsando rápido, porque mesmo com todo o humor, havia aquela sensação deliciosa de que a vida podia ser um caos organizado, e que eu estava exatamente onde precisava estar.
Enquanto caminhávamos para o carro, pensei nos dias que viriam. Denver nos esperava, novas missões, novas aventuras… e, acima de tudo, a chance de ver Enoch feliz com Laura, minha família inteira unida e, talvez, começar a imaginar como seria assim que as crianças chegassem.
Sorri para mim mesmo. Sim, a vida Peyton podia ser uma loucura, mas era a melhor loucura que alguém poderia desejar.

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