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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 198

Enoch

Eu não lembrava da última vez que meu corpo esteve tão cheio de luz.

Era como se cada célula estivesse cantando, vibrando, enlouquecida.

Laura, meu bebê. Finalmente eramos uma família.

O lobo dentro de mim estava à beira do colapso. Ele rosnava o mesmo mantra desde o segundo em que ela entrou pela porta:

"Marca. Marca. Marca agora. Marca antes que outro a toque. Antes que o mundo a veja sem a nossa marca. Ela é nossa. Eles são nossos."

Eu tentava respirar, tentava manter o controle, mas era difícil demais.

Ela estava ali, nos meus braços, quente, cheirando a lar doce lar.

E eu queria gritar para todos ouvirem que ela era minha.

"Temos que nos unir", repeti, incapaz de esconder a urgência. "Quero que todos saibam que estamos juntos."

Os olhos dela se arregalaram.

"A união… isso é tipo um casamento?"

"Muito mais do que isso." Respirei fundo, aproximando meu rosto do dela. "É nos unirmos perante a alcateia. É eu declarar quem é minha companheira destinada. Que eu encontrei o meu par."

Foi aí que algo aconteceu.

Algo sutil. Algo que meu corpo sentiu antes mesmo da minha mente perceber.

O cheiro dela mudou. Ficou mais ácido, abafado, tenso.

Eu franzi o cenho.

"Laura…" toquei o rosto dela. "Você não quer isso?"

Ela hesitou. Ficou rígida. Olhou para o lado.

E então soltou:

"Quem era aquela mulher com você no escritório?"

"Que?" pisquei, genuinamente perdido.

"Aquela loira. A que estava bem perto de você."

A gargalhada escapou antes de eu conseguir segurar. Ciúmes. Ela estava com ciúmes.

Santo inferno, eu quase perdi o controle do lobo de tão feliz.

"A Pryia?" Perguntei. "A assistente da minha mãe."

Ela fez um “hum” tão azedo que eu mordi a bochecha para não sorrir com força demais.

"Vocês pareciam bem próximos. E ela é loba, né?"

Puxei seu queixo gentilmente e passei o polegar pelo cantinho da boca dela, que já estava marcada de tanto que eu a beijei.

Eu a peguei no colo de novo e a levei para minha cama.

"Você não entende o que destinado quer dizer", sussurrei contra sua pele. "Porque você não é uma loba." Minha mão percorreu sua cintura, sentindo a vida ali dentro. "Mas nós não somos como os humanos idiotas que você conheceu."

Ela abriu os olhos, respirando rápido.

"Quando a Deusa nos dá uma destinada, é um presente. É para sempre."

Toquei seu peito com a palma da mão, onde o coração dela batia acelerado.

"Meu lobo sempre vai querer você. E só você."

Ela engoliu seco, os olhos brilhando.

"Esse amor só acaba se um de nós morrer." Minha voz falhou. "Ou se você me rejeitar. Mas mesmo sendo rejeitado, meu lobo ainda assim vai manter um fio de esperança de ter você de volta."

As lágrimas dela escorreram silenciosas.

Ela passou os dedos no meu rosto, como se estivesse contornando algo sagrado.

"Depois vou pedir para minha mãe te explicar, mas... o Eron é filho do primeiro casamento do meu pai. Ele tinha uma destinada que faleceu no parto, e depois conheceu a minha mãe. Só assim um lobo troca de companheira. Claro que existem os filhos da puta que são a exceção e vão contra a sua natureza, mas eu não tenho vontade alguma de ir contra a minha."

"Você é um sonho…" murmurou. "E eu estou morrendo de medo de acordar."

Eu me inclinei, encostei minha testa na dela e respirei fundo, sentindo a coragem dela, o medo dela, e o amor escondido sob tudo isso.

"Eu te acordei faz tempo, Laura." Minha voz saiu rouca. "E eu nunca mais vou te deixar dormir longe de mim."

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