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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 199

Laura

“É… é mesmo necessário a gente se casar tão rápido?”

A pergunta escapou antes que eu conseguisse segurar. Não porque eu não quisesse. Mas porque tudo estava acontecendo num ritmo que ainda fazia meu coração tropeçar.

Enoch riu. Não foi deboche. Foi aquele riso baixo, quente, cheio de carinho, como se a simples ideia de me apressar fosse quase engraçada para ele.

“Não”, ele respondeu, simples. “Não é necessário.”

Depois inclinou o rosto, os olhos dourados suaves. “Mas eu queria.”

Meu peito apertou de um jeito estranho. Não de medo. De impacto.

Levei a mão ao rosto dele, os dedos deslizando pela barba curta, pelo maxilar firme. Ainda era surreal que aquele homem fosse meu. Ou quisesse ser.

“Então vamos esperar um pouco”, pedi, com cuidado. “Quero conhecer onde você vive. Quero entender como as coisas funcionam aqui. Não me apressa, garoto.”

Ele sorriu de lado, daquele jeito perigoso que me desmontava inteira, e me beijou. Um beijo lento, firme, seguro. Não havia dúvida ali. Só promessa.

“Tudo bem”, murmurou contra meus lábios. “Não vou te apressar.”

E então, colou a testa na minha. “Mas saiba de uma coisa: você nunca mais sai do meu lado.”

Meu corpo relaxou antes mesmo de eu perceber. Como se aquelas palavras fossem exatamente o que eu precisava ouvir.

Ele me abraçou, me envolvendo inteira e me puxando com ele.

“Vem”, disse. “Quero contar a novidade pros meus pais.”

"Ai que vergonha, Enoch. Vi eles uma vez e já apareço aqui grávida."

"Eles não vão se importar. Eles sabem o que você é para mim, é meio que natural que a gente tenha se entregado a loucura da união e na verdade..." ele acariciou meu rosto. "Vou te fazer gritar a noite toda." meus lábios se entreabriam.

"Aqui não. Estamos na casa dos seus pais, não podemos fazer isso aqui." ele sorriu de lado, os dedos percorrendo meu pescoço e depois minha clavícula.

"Meu quarto é a prova de sons. Na verdade, todos são, então você vai poder fazer o que quiser aqui."

"Vocês são um bando de lobos safados." ele gargalhou.

"Você não viu nada ainda."

"Vamos logo antes que eu me deixe levar por esse seu charme."

"Vamos..."

Assenti, respirando fundo, e deixei que ele entrelaçasse os dedos nos meus. Quando saímos do quarto, foi só então que comecei a realmente olhar ao redor.

A mansão.

Até então, eu tinha estado ocupada demais sentindo, chorando, sobrevivendo. Mas agora… agora meus olhos percorriam os corredores largos, os tetos altos, as paredes adornadas com símbolos que eu ainda não entendia, mas sentia o peso deles.

Tudo ali era grande. Antigo. Importante.

“Vocês são… muito importantes, pelo visto”, comentei, meio sem jeito.

Enoch riu e deu de ombros, como se aquilo fosse um detalhe irrelevante.

“Ser Supremo demanda muita coisa. Nem todas são divertidas.”

Eu assenti, tentando absorver o fato de que o homem ao meu lado carregava um mundo inteiro nos ombros… e mesmo assim segurava minha mão como se isso fosse prioridade absoluta.

Descemos as escadas e, antes mesmo de chegarmos ao final, percebi o movimento na sala de jantar.

Todos estavam ali.

Esperando.

O coração acelerou. Instintivamente, apertei mais forte a mão de Enoch. Ele percebeu e apertou de volta, silencioso, presente.

Assim que cruzamos a porta, Cam foi a primeira a se levantar. Ela veio até mim com os olhos marejados e um sorriso enorme no rosto, me puxando para um abraço apertado.

“Minha querida… estou tão feliz que você esteja aqui”, disse, a voz embargada. “E por mais um neto.”

Fiquei sem graça, sentindo o rosto esquentar.

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