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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 36

Rubi

Acordo com o corpo pesado, como se tivesse dormido dentro de uma névoa. A luz que entra pelas cortinas é suave, quente… e por um segundo eu esqueço onde estou.

Até sentir o cheiro.

Forte. Amadeirado. Familiar.

Riuk.

Abro os olhos e encontro o quarto de hóspedes dele, amplo, minimalista, com tons escuros e meu notebook fechado ao meu lado, como se alguém tivesse colocado ali depois que eu apaguei.

E lembro.

O carro.

A queda.

O medo.

O projeto.

Ele.

Tento me sentar, mas o arranhão na costela arde. Solto um suspiro baixo, involuntário.

"Se eu fosse loba, já teria me curado dessa merda." passo a mão com cuidado, e vejo que os outros ralados, ainda estão muito doloridos.

Ouço duas leves batidas na porta, e então ela se abre.

Riuk entra descalço, de moletom baixo… e sem camisa.

Quase deixo o ar escapar.

O peito dele é largo, marcado, a pele quente pelo banho recente. O cabelo ainda úmido. O olhar focado em mim.

“Bom dia,” ele diz. A voz ainda mais grave pela manhã. “Como você tá se sentindo, Rubi?”

Eu engulo em seco.

“Um pouco dolorida. Mas acho que é normal.” me levanto ainda sem total firmeza.

“Você não vai trabalhar hoje, volte para a cama.”

A frase é dita sem espaço para argumentar.

“Riuk…”

“Não.” Ele cruza os braços, e os músculos do peito dele se movem. “Hoje você fica aqui. E para garantir isso, vou ficar também.”

Algo dentro de mim… pulsa.

Um estalo suave sob a pele, como uma chama pequena tentando nascer.

Eu engulo e tento ignorar.

Deve ser adrenalina, estresse. Só isso… certo?

“Posso pelo menos checar alguns arquivos,” murmuro, tentando soar prática.

Ele respira fundo, passa uma mão nos cabelos e diz:

“Pode. Depois que eu cuidar disso.”

“Disso o quê...?”

Ele se aproxima.

Devagar.

Como se temesse que eu fugisse. Como se o chão inteiro fosse feito de tensão.

Ele senta ao meu lado, pega o kit de primeiros socorros, e com um toque surpreendentemente delicado, afasta a barra da camiseta que ele me emprestou, uma camiseta enorme, macia, que cai pelo meu ombro como se tivesse sido feita para isso.

"Eu senti falta da camiseta que te emprestei, no outro dia, você sabe alguma coisa sobre isso?" ele ergue os olhos para mim e fico vermelha, mas entro no seu jogo.

"Eu posso ter gostado bastante dela, e levei para minha casa como presente." ele sorri de lado, e mordo a boca esperando qualquer nova insinuação dele que não vem.

Ele foca no machucado.

O toque dele é firme, quente, quase reverente. Cada vez que ele passa a gaze, meu corpo reage como se algo dentro de mim esticasse as garras, reconhecendo o toque antes de mim.

Um sussurro me invade, suave em minha mente:

“É ele.”

A respiração dele falha por um segundo, como se ele também tivesse sentido algo.

“Dói?” ele pergunta, sem me olhar.

“Um pouco.”

“Eu podia ter te perdido ontem.”

A frase sai carregada, grave, como se fosse maior do que deveria ser.

Eu fico imóvel.

Ele sorri.

“Exatamente. Eu adoro quando você pega rápido.”

Meu coração tropeça.

O lobo dele… sinto como se estivesse atrás dos olhos, observando, marcando território sem tocar.

Eu desvio o olhar.

“E sobre o piso cinético… talvez...”

“Talvez integrar com a iluminação submersa?” ele completa, animado. “Você pensou nisso?”

“Não… mas fica incrível.”

“Você é incrível.”

Eu congelo.

Ele percebe.

Riuk respira fundo e recua um centímetro, o suficiente para me dar espaço, mas não o suficiente para quebrar o clima.

“Desculpa,” ele diz, sem realmente parecer arrependido. “Eu falo demais às vezes.”

“Não… não foi isso.”

Fomos ficando imersos no projeto.

Ideia após ideia.

Correções.

Desenhos.

Risos baixos.

Provocações suaves.

E, por alguns minutos, parece que nada existe além dele, de nós dois e daquele brilho criativo que só aparece quando estamos juntos.

"Parece que minha mente se abriu um pouco mais depois do acidente." ele me olha, curioso com o comentário.

"E por que diz isso?"

"Por que parece que estou olhando por outros olhos." e ele não diz nada, apenas me fareja mais de perto.

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