Riuk
Eu a abraço por trás, o nariz enterrado no cabelo dela, ainda sentindo o cheiro do nosso sexo no ar. Meu lobo ronrona como um filho da puta satisfeito… mas já quer mais. Sempre vai querer mais dela. Só que eu sei que ela deve estar ardendo, inchada, sensível pra caralho depois do que acabei de fazer com ela.
Então eu me contento com o corpo quente colado no meu, a bunda dela encaixada perfeitamente no meu pau que já tá meio duro de novo (traidor).
Beijo devagarinho o ombro dela, sentindo o gostinho de sal da pele.
“Ei, Pecado… no que você tá pensando? Parece que vai sair fumaça da sua cabecinha...”
Ela se vira devagar, o rosto meio escondido no travesseiro, os olhos enormes me encarando. Fica quieta uns segundos, mordendo o lábio. Eu já conheço esse olhar.
“Tem uma coisa que eu sempre quis te perguntar…”
Eu sorrio de canto, já imaginando.
“Pode mandar, amor. Hoje eu te respondo qualquer coisa.”
Ela abre a boca, fecha, abre de novo. Eu rio baixo, mordo de leve a orelhinha dela.
“Fala logo, Rubi. Senão eu começo a te comer de novo só pra te soltar a língua.”
Ela esconde o rosto no meu peito, a voz abafada, quase um sussurro.
“Por que… por que você me beijou no dia do meu noivado com o Eron?”
Meu lobo congela. Todo o êxtase some num segundo. Eu respiro fundo, passo o polegar no rosto dela com uma ternura que eu nem sabia que ainda tinha depois daquela noite.
“Você não precisa responder se não quiser”, ela continua rápido, “mas… depois de tudo que tá acontecendo, eu fico pensando nisso o tempo todo. Como eu não vi…”
Eu sorrio de lado, sem graça.
“Você não viu porque você tava apaixonada por ele. Tinha todo aquele sonho brilhante da vida perfeita, do casal destinado… e eu era só seu futuro cunhado.”
Ela se aproxima mais, a mão pequena no meu peito.
“Pra você eu nunca fui só a destinada do seu irmão, fui?”
Eu nego com a cabeça, o lobo rosnando baixo, lembrando da dor.
“Não.eu já tava apaixonado por você há muito tempo, Rubi. Muito antes daquele beijo idiota.”
Ela pisca várias vezes, como se não acreditasse.
“Eu nunca quis tanto que a Deusa tivesse errado o par na vida”, continuo, a voz mais baixa. “Naquele dia… eu te beijei porque achei que, sei lá, se você sentisse o que eu sentia, talvez escolhesse diferente. Mas só consegui te assustar e te afastar mais ainda.”
Eu passo os dedos pelos cabelos dela, bagunçando de leve.
“Eu não fui no seu casamento porque eu não ia aguentar ficar lá de braços cruzados vendo você jurar amor eterno pra outro. Meu lobo tava louco, Rubi. Louco de ciúme, de raiva, de vontade de te jogar no ombro e levar embora. Achei que distância ia curar… olha como deu certo.”
Ela ergue o rosto, os olhos marejados, e sobe devagar até me beijar. Um beijo molhado, doce, cheio de arrependimento e alívio.

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