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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 50

Eron

A sala de reuniões do Conselho está silenciosa, grande demais para duas pessoas. Eu odeio essa sala. Sempre odiei.

Meu pai, o Alfa Supremo, está diante da mesa, de braços cruzados, me observando com aquela expressão que mistura orgulho e desaprovação, como se eu fosse ao mesmo tempo a melhor arma dele… e a mais perigosa.

“Você tem certeza absoluta que quer manter o plano?” ele pergunta, baixo.

“É a única forma”, respondo, encarando o mapa aberto entre nós. “Se a Rubi não voltar para Denver… tudo desaba. A gente não pode arriscar.”

O maxilar do meu pai trava. Ele sabe. Ele sempre soube.

“Quando a verdade vier à tona, Eron… ninguém vai te perdoar. Nem a alcateia. Nem ela. Principalmente Riuk.”

Eu dou uma risada seca.

“Eu não preciso que me perdoem, pai. Só preciso que nosso plano de certo. Não vou mais aceitar que as pessoas ditem o que eu preciso fazer. Eu não vou aceitar meio trono.”

Antes que ele responda, a porta se abre com um estrondo.

Benjamin entra como uma tempestade.

O alfa enraivecido do Sul.

O pai da minha destinada.

E hoje… o homem que quer me matar.

Ele rosna antes mesmo de falar. Meu pai dá um passo à frente, mas Ben já atravessa a sala e me agarra pelo colarinho, me empurrando contra a parede com a força de um caminhão.

“SEU MERDINHA MIMADO!” ele urra na minha cara. “O que você fez com a MINHA FILHA?!”

Eu não revido.

Não posso.

“Por que a Rubi tem que fugir?!” ele continua, o cheiro de fúria quase sufocante. “Por que ela tem que se esconder DE VOCÊ?!”

“Ben...” meu pai tenta intervir.

“CALA A BOCA, RAGNAR!” Benjamin nem olha pra ele. “Eu quero ouvir da boca desse merda o motivo da minha filha ter pavor dele!”

Eu respiro fundo, sentindo o cheiro de fúria dele queimando minhas narinas.

“Eu confiei em você, Eron! Achei que seria um bom companheiro pra minha menina! Você me garantiu que cuidaria dela! E agora ela some, corta contato, e você nem tenta encontrá-la! Você acha que eu sou idiota?”

Cada palavra é uma facada. Porque ele tem razão.

Eu inspiro, lentamente.

Eu mereço cada palavra.

“Eu fiz tudo o que podia para protegê-la”, digo, sem tentar me soltar. “Tudo. Mas as coisas mudaram.”

“PROTEGER?!” Ele me empurra de novo. “Ela tem PAVOR de você! Sabe o que isso significa? Ela te teme mais do que teme a Caçada!”

Meu peito aperta.

Ele não sabe.

E não pode saber assim.

“Ben…” meu pai tenta de novo. “Tem coisas que você não entende.”

“Entender?!” Benjamin quase ri. “Eu só quero MATAR ele.”

Eu não recuo.

“Se isso ajudar sua filha… faça.” digo, sincero. “Mas antes, você precisa ouvir.”

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