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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 56

Riuk

O ar é pesado demais para um restaurante.

Pesado demais para a Rubi estar atrás de mim.

Sinto o corpo dela encostado nas minhas costas, o cheiro, a respiração e tudo isso só aumenta o pânico dentro do meu peito, porque eu sei que não tenho magia o bastante pra segurar isso. Aliás… eu nem sei usar direito o pouco que tenho.

Mas não posso deixar ela ver isso.

“Quem é você?” repito, firme, mesmo com o lobo rosnando dentro de mim.

A criatura, o homem, o bruxo, seja lá o que for, ri.

Um riso leve, irritante, como se esse caos fosse entretenimento pra ele.

As mesas viram, talheres batem no chão, copos estouram sozinhos.

“Ora, ora… irmãozinho,” ele diz, como se estivesse me cumprimentando num almoço de família. “É assim que você recebe o único irmão de sangue que tem?”

Meu estômago afunda.

Não. Não pode ser isso.

“Nosso pai não fez questão de unir os filhos pelo mundo,” ele continua, abrindo os braços num gesto teatral. “Então, permita-me: sou Atlas Mcnight. O penúltimo filho de Vincent vivo. O último… é você.”

Minha espinha inteira arrepia.

O lobo rosna alto, alto o suficiente para a Rubi ouvir.

Eu olho por cima do ombro, ela continua colada em mim, teimosa, teimando ficar. E isso me destrói por dentro.

Eu preciso tirá-la daqui. Agora.

Volto para o Atlas.

“O que você quer?” forço entre os dentes. "Não tenho paciência pra joguinho."

“Só conhecer meu irmão.”

Ele pisca, debochado.

“Pra quê?” cuspo. “Eu não quero ter ligação nenhuma com o lixo que o nosso genitor deixou por aí.”

Atlas apenas ergue uma sobrancelha… e se senta numa mesa caída, como se estivesse entrando num café.

Com um estalar de dedos, tudo volta ao lugar.

Vidraça. Mesas. Talheres. O chão. Tudo impecável.

As pessoas saem correndo, berrando, atropelando umas às outras.

“Rubi, vai,” sussurro. “Sai daqui. Agora.”

Mas ela não solta meu braço.

Os dedos dela apertam mais ainda.

Isso me apavora como nada mais no mundo.

Viro de novo para Atlas, irritação queimando meu peito.

“Fala logo, caralho, se só quisesse conversar, você não tinha destruído o lugar.”

Ele sorri, aquele sorriso de quem sabe que ainda nem começou a brincadeira.

“Já disse… vim conhecer você. Somos os últimos da linhagem de Vincent. É natural que...”

“Para de enrolar,” rosno. “Isso não existe. Não tem essa de ‘família’. Você quer alguma merda. Então diz logo, antes que eu...”

"Vá pro inferno com o que você acha. Os deixe fora disso, seu assunto é comigo e não com eles."

"Por mim, tudo bem. Pode ir menina sem lobo." aquilo me irrita, mas, ao mesmo tempo me tranquiliza. Ele não sentiu o lobo dela, talvez o cheiro do meu lobo domine muito do dela ainda, por ela ainda não ter se transformado.

"Riuk, eu não vou deixar você aqui sozinho."

"Vai sim," falo me virando para olhá-la, e pego o celular. "Você vai ficar com o Kevin, até eu resolver isso aqui." os olhos dela brilham de desespero e as lágrimas ameaçam surgir.

"O que ela está esperando, eu tenho mais o que fazer?"

"Não vou deixar ela sozinha. Quem me garante que você não tem alguém esperando por ela ali fora, enquanto me irrita aqui?"

"Você é mais inteligente do que a maioria dos filhos de Vicent." rosno e volto minha atenção para ela e para sua segurança.

Falo rapidamente com meu segurança, que em segundos chega até nós, provavelmente já sabendo da confusão que se instalou ali.

"Vai Rubi, fique segura, assim eu posso resolver as coisas mais rapidamente."

"Não quero ir sem você." Meu lobo cresce e influência a dela, e ela se encolhe, e minha vontade é abraçá-la, mas não o faço. O maldito atrás de mim, não pode ver essa fraqueza.

Ela sai lentamente, olhando para mim o tempo todo, até que fica perto do Kevin que a leva daqui. E por um segundo me sinto mais aliviado.

"Agora que sua cunhada já foi, podemos conversar. Sente-se." ele empurra a cadeira para mim.

Eu olho pra porta por onde a Rubi acabou de sair.

Mordo o lábio, saboreando o gosto de sangue.

E sento.

Porque eu sei que, se não sentar agora, a próxima coisa que ele vai quebrar não vai ser vidro.

Vai ser ela.

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