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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 75

Libby

Duas e dez da manhã e eu ainda tô sentada na cama, de pernas cruzadas, olhando pra porta como uma idiota.

Brava. Carente. Louca de vontade.

Como ele consegue? Depois de um beijo daqueles, depois de eu dizer “vou ficar te esperando”, achei que tinha sido clara o suficiente, mas não… ele resolveu me deixar plantada aqui.

"Ah, Eron Peyton, você vai apagar o fogo que acendeu aqui, de um jeito ou de outro."

Eu já ia levantar pra ir atrás dele (porque, né, alguém nessa história tem que ter coragem) quando abro a porta e dou de cara com o peito dele.

Ele está ali, cabelo molhado do banho, camiseta preta colada no corpo, olhos escuros queimando.

Eu abro mais a porta, puxo ele pra dentro e bato a madeira nas costas dele.

“Você demorou. Achei que nem vinha mais.”

Ele bufa, me encosta na porta com o corpo inteiro.

“Os pirralhos não dormiam. Toda vez que eu tentava sair, aparecia um. Até minha mãe. Acho que ficaram mais espertos depois que Riuk e Rubi... bom, você sabe.”

O coração dispara quando ele me beija de novo, lento, profundo, como se estivesse compensando cada segundo perdido.

Depois me encara, nariz roçando no meu.

“Eu achei que você já estaria dormindo.”

Apoio as mãos nos ombros dele, finco as unhas de leve.

“Eu esperei por esse beijo, e por tudo que vem depois dele, tempo demais, Eron Peyton. Se a minha chance é hoje… eu não vou perder.”

Ele solta um rosnado tão grave que sinto na barriga.

E então me devora.

Boca, pescoço, mordida no lóbulo da orelha. Mãos enormes descem pelo meu corpo como se já conhecessem cada curva de cor.

“Achei que só eu queria isso,” gemo, puxando o cabelo dele.

Ele ri contra meu pescoço, voz rouca:

“Me desculpa se não sei ler mentes.”

Num movimento só, me levanta no colo e prendo minhas pernas em sua cintura e ele me carrega pra cama.

Mas para no meio do caminho, olha em volta.

“O que foi?”

“Esse quarto de visitas não é à prova de som,” diz, voz perigosa. “E eu pretendo fazer você gritar muito essa noite.”

Eu rio, ofegante.

“Muito quanto?” questiono, sentindo minha loba se desprender do medo que sente de se entregar ao lobo dele.

Ele começa a andar, mas eu bato no ombro dele.

“Me põe no chão, seu exibido.”

“Nem pensar.”

Em dois segundos estamos no corredor, ele me carregando como se eu não pesasse nada. Entramos no quarto dele, ele tranca a porta com um clique que soa como promessa.

Só então me coloca na cama. No meio daquela cama enorme que tem o cheiro dele em tudo.

Eu me apoio nos cotovelos, arqueio a sobrancelha.

“Vai querer me explicar por que seu quarto é à prova de som?”

Ele tira a camiseta num movimento lento, sorrindo de lado e aquele sorriso que acaba comigo.

“Todos os quartos Peyton são. Até o do Enoch.”

Dou risada, puxando ele pra cima de mim.

“Então faz valer o investimento, futuro alfa supremo.”

Ele rosna, se encaixa entre minhas pernas, boca já na minha de novo.

“Libby?”

“Diz.”

“Eu esperei você a vida inteira.”

Eu mordo o lábio dele, puxo mais perto.

“Então para de esperar e começa a me ter.”

Ele solta um rosnado tão grave que vibra direto no meu clitóris, como se o som tivesse peso e corpo.

E então me devora.

A boca dele cai no meu pescoço com fome de lobo faminto: língua quente, dentes arranhando a pele, sucção forte que já marcando território. Eu arfo alto, o som ecoando no quarto.

“Ah, como você demorou, seu idiota,” gemo, enfiando as unhas no couro cabeludo dele, puxando com força até ouvir o grunhido rouco que sai do peito dele.

As mãos enormes dele, ásperas, quentes, deslizam por baixo da minha camisola como se o tecido fosse papel. Dedos longos apertam minha cintura, sobem, agarram meus seios com vontade, polegar roçando o mamilo já duro até eu soltar um gemido alto, sem vergonha nenhuma.

“Porra, Libby…” ele rosna contra minha pele, voz tão grave que sinto nas costelas. O som do nome na boca dele me faz rebolar sem querer.

Ele morde o lóbulo da minha orelha, puxa com os dentes, sopra quente logo em seguida. Eu tremo inteira, as coxas apertando a cintura dele por reflexo.

A camisola voa pra algum canto do quarto com um rasgo rápido. Ouço o tecido se partindo, mas nem ligo.

Ele desce a boca pelo meu colo, chupando, lambendo, marcando cada centímetro. O barulho molhado dos beijos, a respiração pesada dele, o meu gemido abafado quando ele fecha a boca no meu peito e suga forte… tudo se mistura no escuro.

Eu arqueio as costas, empurrando mais contra ele, ouvindo o rosnado de aprovação que vibra no meu mamilo.

75. Dezessete anos de espera 1

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