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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 76

Riuk

Acordo com o sol entrando pelas frestas da persiana e desenhando listras douradas na pele dela. O cheiro da minha loba está em todo lugar: no travesseiro, no meu peito, na minha alma. Rubi dorme colada em mim como se o mundo lá fora não existisse. Uma perna jogada por cima da minha coxa, braço pesado sobre minha cintura, rosto enfiado no vão do meu pescoço, respirando quente contra minha pele. Cabelo bagunçado, boca entreaberta, cílios tremendo de leve no sonho. Perfeita. Minha.

Fico um tempo só olhando, sem pressa. Passo o nariz no topo da cabeça dela, inspiro fundo aquele cheiro de lavanda, e casa que agora é só nosso. A mão desliza devagar pelas costas dela, subindo e descendo, sentindo cada vértebra, cada suspiro que ela dá quando meus dedos roçam a curva da cintura.

Ela se mexe, resmunga algo incompreensível e se aperta mais contra mim, como se quisesse fundir nossos corpos.

Sorrio contra o cabelo dela.

“Pecado… o sol já tá alto.”

Ela faz um barulhinho preguiçoso, esfrega o rosto no meu peito.

“Deixa o sol esperar um pouco…”

Beijo a testa, depois a têmpora, depois a pontinha da orelha.

“Se a gente não descer logo, vão mandar o Enoch com megafone.”

Ela ri baixinho, voz rouca de sono.

“Cinco minutinhos… só mais cinco…”

Aproveito os cinco, e mais uns dez, pra fazer carinho lento: traço círculos nas costas dela, desço até a base da coluna, subo de novo, beijo o ombro exposto, a clavícula, o cantinho da boca que ela mantém entreaberta.

Ela suspira feliz, abre os olhos devagar, azuis e ainda sonolentos, e me dá aquele sorriso pequeno que me desmonta inteiro.

“Bom dia, lobo.”

“Bom dia, Pecado.”

Ela levanta a cabeça, beija o meu queixo, depois a boca, preguiçoso, molhado, sem pressa nenhuma. Um beijo de acordar junto, de quem já sabe que tem o resto da vida pra fazer isso todo dia.

Eu retribuo, mordisco o lábio inferior dela de leve, ouço o gemidinho que ela tenta esconder.

“Se continuar assim, a caçada vai ter que esperar,” murmuro contra a boca dela.

Ela ri, me dá um selinho rápido e se espreguiça toda, arqueando as costas como uma gata. O lençol escorrega, revelando a curva dos seios, a pele ainda rosada de sono.

Eu solto um grunhido baixo, quase perco a batalha.

“Você é perigosa de manhã, sabia?”

“Você que me ensinou a ser,” ela pisca, safada, e pula da cama antes que eu consiga agarrar.

Ela vai até sua mala e coloca uma de suas peças mais confortáveis. E fico admirando enquanto se veste. É surreal essa nova realidade que temos, e não me importo nem um pouco de ficar assim.

Acabo me levantando e pondo uma calça de moletom e uma camiseta branca. Bem básico. Não quero perder muito tempo naquela merda de lugar. E só de pensar que vou ficar 2 dias dormindo separado dela, já sinto vontade de matar alguém.

“Vem cá.”

Ela vem, de boa vontade. Enrosco os dedos nos dela, puxo até nossas testas se encostarem.

"Pronta para mostrar a todos o que somos agora?"

"Se você estiver, eu também estou..."

Beijo a palma da mão dela, depois entrelaço nossos dedos.

“Então vamos descer antes que o Enoch apareça com trauma novo.”

Ela ri, me dá um último selinho e abre a porta.

E a gente sai do quarto de mãos dadas, felizes, cheirando a futuro e café da manhã.

No corredor, a porta do quarto do Eron se abre ao mesmo tempo.

Libby sai de lá, cabelo de quem foi bem fodida, camiseta dele gigante, pernas marcadas, olhos arregalados quando nos vê.

Nós três congelamos.

Depois eu e Rubi explodimos em risada baixa.

Libby leva o dedo aos lábios, vermelha pra caralho.

“Calem a boca e me deixem!”

Rubi faz sinal de zíper na boca, mas os olhos dançam.

Eu sussurro:

“Vai logo, antes que o Enoch apareça com o pior timing do mundo.”

Libby corre na ponta dos pés pro quarto de visitas.

Rubi se vira pra mim, ainda rindo.

“Seu plano deu certo, estrategista.”

Eu puxo ela pela cintura.

“Eu conheço o ponto fraco do meu irmão melhor que ele. Só precisei cutucar o lugar certo.”

76. Café da manhã 1

76. Café da manhã 2

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