A folha estava dobrada, mas impecável.
Ele desdobrou e passou os olhos rapidamente pela estrutura: nomes em ordem alfabética, separados por setores.
Ele não precisava ler tudo. Sabia exatamente para onde ir.
Letra F.
Nenhuma Francy. Nenhum sobrenome suspeito. Nada.
— Mas que…!!! — o grito veio seco, seguido por um soco firme no encosto do banco à sua frente.
O impacto fez o estofado estremecer.
O motorista olhou imediatamente pelo retrovisor, arregalando os olhos, mas não ousou comentar. Conhecia bem o temperamento do patrão. Palavras erradas custavam caro.
Dorian olhou de volta para o papel pra ter certeza que não tinha visto errado, como se os nomes pudessem mudar. Foi em vão.
E isso só o fez apertar ainda mais o papel nas mãos, como se pudesse amassar a própria frustração.
O carro mal estacionou na frente do prédio e Dorian já empurrou a porta com mais força do que o necessário, descendo como um furacão.
A porta de vidro do edifício quase voou quando ele entrou, atravessando o saguão com passos largos e expressão carregada.
Os funcionários desviavam o olhar ou simplesmente fingiam não ter visto, afinal o humor de Dorian Villeneuve era algo que ninguém queria testar antes das 10 da manhã.
No andar da diretoria, Cássio ergueu os olhos da tela do computador ao ouvir o som apressado dos sapatos no piso de mármore.
Em segundos, a porta se escancarou.
— Bom dia? — tentou, com um sorriso hesitante.
— Pra quem? Não tem nada de bom nesse dia. — Dorian jogou o celular em cima da mesa com um estalo — Sumiram com ela da lista de funcionários!
Cássio arqueou uma sobrancelha.
— “Ela”... a do baile?

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