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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 31

Denise levantou os olhos devagar, fitando-o como quem esperava outro tipo de ordem.

— Posso saber por quê? — perguntou, com a voz baixa, mas cheia de intenção.

— Você pode cumprir o que eu pedi. — O tom dele era frio, controlado.

Denise cruzou os braços, o olhar apertado sobre ele.

— Você vai demitir a garota?

Dorian suspirou, irritado com a suposição — ou com o fato de que ela estava certa em pensar que ele poderia.

— Só… mande ela até o escritório.

Denise ainda hesitou por um segundo. Analisou a expressão dele como quem decifrava uma senha de cofre — e pareceu não gostar do que encontrou ali.

— Como quiser — respondeu por fim, seca. E virou-se para sair, não sem antes completar, por cima do ombro — Mas pense bem no que vai fazer.

Francine estava encostada na bancada da cozinha, rindo de alguma história que Malu contava sobre um incidente com farinha e um liquidificador possuído.

Mas o riso das duas se dissolveu assim que Denise entrou pela porta, com a postura mais rígida do que de costume.

— Francine, o senhor Dorian quer falar com você. No escritório. Agora.

O silêncio se espalhou como fumaça.

Francine engoliu seco. As mãos, que há pouco seguravam uma xícara de café, pareciam não saber mais onde ficar.

— Tudo bem — respondeu, tentando parecer firme, embora o coração estivesse aos pulos.

Malu arregalou os olhos assim que Denise saiu da cozinha.

— Fran, agora é sério… eu tô com medo por você, amiga. Acho que isso foi longe demais.

Francine fechou os olhos por um segundo, como quem tenta colocar os pensamentos em ordem.

— Se for meu fim, pelo menos vai ser com dignidade. — Endireitou os ombros, mesmo que por dentro estivesse desmoronando. — Me deseja sorte.

— Boa sorte. Você vai precisar.

E Francine saiu da cozinha com passos firmes, mas o estômago revirado.

Ela parou por um segundo, encarando a madeira maciça da porta como se isso fosse dar alguma resposta. Nada vinha.

E bater na porta, naquele momento? Nem pensar. Ele a mandou chamar. Então que estivesse pronto.

Virou a maçaneta e entrou com a cabeça erguida, como quem pisa num campo de batalha.

Não pediu licença, não anunciou presença. Só entrou — e fechou a porta atrás de si com a mesma firmeza que tentava manter na alma.

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