Dorian olhava para Cássio com cara de quem não estava entendendo nada.
— Você vai ser doce. Gentil. Vai elogiar, vai sorrir. Vai tratar ela como se ela fosse a realeza da mansão.
— Tá louco?
— Confia. Isso vai deixá-la tão desconfiada que ela vai tropeçar sozinha. Quando se está acostumada com uma muralha, o tapete vermelho é mais perigoso do que parece.
Dorian pensou por um momento… e sorriu.
— Eu gosto disso.
— É claro que gosta. Porque você é competitivo, e ela é a única adversária à altura que apareceu na sua vida.
— Então a partir de amanhã… nada de ameaças. Nada de ordens. Só sorrisos, gentilezas e charme.
Cássio levantou o copo.
— À nova fase dessa guerra.
— À fase em que eu volto a vencer.
Eles brindaram. Dorian sentiu que talvez estivesse pronto pra enfrentar o furacão que era Francine… com um furacão ainda maior.
Ele próprio.
No dia seguinte, o relógio nem tinha marcado sete e meia quando Dorian Villeneuve atravessou o corredor principal da mansão com a postura impecável e o humor… peculiar.
— Bom dia — disse à funcionária que limpava o corrimão da escada, arrancando dela um susto e um “bom dia” atravessado de nervoso.
— Bom dia — cumprimentou o jardineiro pela janela enquanto acenava com a cabeça.
Atravessou o saguão como se fosse domingo de sol em Paris, ignorando o fato de que todos os funcionários estavam visivelmente confusos.
Na sala de refeições, o clima estava calmo até demais — até Francine empurrar o carrinho com frutas frescas, iogurtes, queijos e algumas torradas para a mesa do café da manhã.
Ela usava o uniforme comum, o cabelo preso de qualquer jeito, e o humor no chão.
Não dormira bem, sonhou com Dorian e depois de acordar só conseguia se lembrar dele completamente nu tomando banho na frente dela.
Mas então...
— Bom dia, Francine.

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