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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 39

Francine entrou na cozinha e jogou o pano de prato sobre a bancada com mais força do que o necessário.

— Malu, eu preciso descobrir o que o Dorian tá tentando fazer.

Malu, que mexia o café como quem fazia um feitiço, não tirou os olhos da xícara.

— Fiquei sabendo que ele deu bom dia até pras plantas hoje, né?

— Que espécie de maluco ele virou?

— Culpa sua! Não foi você que deixou o homem louco ontem no quarto?

Francine arregalou os olhos e logo desviou o olhar, como se a própria memória fosse indecente.

A imagem dele no chuveiro voltou com nitidez quase cruel — a água escorrendo pelos ombros largos, os músculos tensionados... e, mesmo debaixo d’água, dava pra perceber exatamente o que ela tinha provocado.

Cobriu os olhos com uma das mãos, como se isso pudesse apagar a lembrança.

— Achei que o banho fosse suficiente pra acalmar ele... — murmurou, meio rindo, meio querendo sumir do planeta.

— Pelo visto o choque foi demais. — Malu se encostou na pia com um sorrisinho sacana. — Tá tentando ser príncipe encantado agora?

— Príncipe? Ele parece mais um vendedor de cursinho motivacional. Me olhou hoje como se eu fosse… uma santa.

— E você sentiu o quê?

Francine desviou o olhar, fingindo varrer uma migalha invisível da bancada.

— Senti que ele não b**e bem da cabeça.

— E que você não escapa viva dessa guerra — completou Malu, rindo. — Cuidado, amiga. Quando um predador aprende a usar flores no lugar de garras... o bicho pega.

Francine soltou um suspiro fundo.

— Então é isso? Vai ser fofura agora?

— Até você morder a isca — Malu disse, piscando. — E acho que ele tá caprichando no anzol porque você tá caindo direitinho.

Francine olhou pela janela da cozinha, onde Dorian cruzava o jardim falando ao celular, um sorriso discreto nos lábios.

Ela bufou.

— Desgraçado. Ele sabe jogar.

— E você sabe cair. Vai ser lindo de ver.

A manhã ainda corria solta, e Dorian entrou no escritório bem humorado como nunca.

Durante a reunião com o setor de expansão, ele corrigia gráficos com mais paciência, fazia observações com aquele brilho sagaz nos olhos que não aparecia há dias e, para o espanto de todos na sala, chegou a fazer uma piada.

Cássio, sentado ao lado, apenas observava.

Assim que os funcionários saíram, Dorian girou a cadeira em direção a ele com um meio sorriso.

— Cássio, você é um gênio.

— Agora você planta mais dúvida. Puxa a cadeira, elogia o perfume, finge interesse em coisas que ela não quer que você perceba.

— Você quer que eu vire um bajulador?

— Não. Quero que você seja o Dorian Villeneuve que ela não conhece. Isso vai bagunçar a cabeça dela. Ela vai esperar um ataque e receber um convite pra jantar. Vai achar que é um plano e vai acabar tropeçando sozinha.

Dorian pensou por um segundo, cruzando as pernas com calma.

— Um convite pra jantar?

— Por que não? — Cássio ergueu uma sobrancelha. — Um jantar, ou uma pergunta casual sobre o passado dela, talvez elogiar a postura… você planta a dúvida, mas com requinte.

Dorian riu, aquele riso que vinha do ego.

— Ela vai desconfiar.

— E é isso que você quer. Você quer que ela fique tão ocupada tentando entender suas intenções que acabe revelando as dela.

— Você devia ser estrategista político.

— Eu prefiro ver você perder a cabeça por uma garota com espanador.

— Isso nunca vai acontecer. — Dorian disse isso enquanto ajeitava a gravata.

Mas Cássio sabia que era exatamente o contrário. Ele já tinha perdido a cabeça.

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