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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 42

Francine fixou o olhar nele tempo o suficiente para o coração acelerar como se estivesse correndo uma maratona.

Ela sorriu. Um sorriso leve, quase blasé. O tipo de sorriso que alguém usa quando precisa esconder o caos.

— Querer não é poder, senhor Dorian. — A voz saiu firme, quase doce. Como se ela tivesse o controle da situação, quando tudo nela gritava por ele.

Deu um passo para o lado, desviando do corpo dele com elegância.

Passou por ele como se não sentisse o perfume ainda colado à pele, como se não lembrasse exatamente da sensação da pele dele sob os dedos, da boca dele em cada centímetro do seu corpo.

Mas lembrava. E como lembrava.

Internamente, uma batalha de proporções épicas acontecia.

"Você só precisava virar e beijar esse homem."

"Ou correr."

"Ou ambos."

Mas não fez nada disso.

Seguiu em direção à porta com a cabeça erguida e a dignidade por um fio, mas em pé.

Antes de sair, virou o rosto por sobre o ombro:

— Até mais, senhor.

E fechou a porta atrás de si, se apoiando contra a madeira do lado de fora como quem segurava o próprio corpo com a força do autocontrole. Ou da teimosia.

"Hoje não, Dorian. Mas você não sai impune disso."

Depois que Francine cruzou a porta, Dorian permaneceu parado, observando o espaço vazio como se ela ainda estivesse ali.

Sorriu. Um sorriso lento, cheio de fogo contido.

"Ela está resistindo. Que ótimo. Torna tudo mais interessante."

Passou a mão pelos cabelos ainda levemente úmidos e caminhou até a escrivaninha. Mas antes que pudesse colocar o foco no trabalho, o celular vibrou.

Ele atendeu sem olhar o número.

— Dorian.

A voz do outro lado era direta, como sempre.

“Vocês viram o evento que vai rolar no shopping semana que vem?”

“Eu vi!! Disseram que o olheiro da Montblanc vai estar lá em pessoa 👀👀👀”

Francine sentiu o estômago revirar.

Tocou no link da publicação: um casting aberto para modelos, com desfile amador, júri técnico e… premiação final com convite para audições em São Paulo.

— Não… não é possível — murmurou, sentando na cama, com o celular tremendo levemente nas mãos.

A mensagem seguinte chegou quase instantaneamente:

“Francy, se eu fosse você, botava um salto e ia causar. Ainda se lembra como desfila, né?”

Francine soltou um riso nervoso, mas o coração batia acelerado.

Ela se levantou da cama com a postura de quem já sabia a resposta — mesmo que ainda não tivesse dito em voz alta.

Depois se olhou no espelho e sorriu, ainda com os olhos marejados.

"Se esse olheiro existe mesmo… ele vai lembrar do meu nome. Eu não perco essa chance por nada!"

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