Francine fixou o olhar nele tempo o suficiente para o coração acelerar como se estivesse correndo uma maratona.
Ela sorriu. Um sorriso leve, quase blasé. O tipo de sorriso que alguém usa quando precisa esconder o caos.
— Querer não é poder, senhor Dorian. — A voz saiu firme, quase doce. Como se ela tivesse o controle da situação, quando tudo nela gritava por ele.
Deu um passo para o lado, desviando do corpo dele com elegância.
Passou por ele como se não sentisse o perfume ainda colado à pele, como se não lembrasse exatamente da sensação da pele dele sob os dedos, da boca dele em cada centímetro do seu corpo.
Mas lembrava. E como lembrava.
Internamente, uma batalha de proporções épicas acontecia.
"Você só precisava virar e beijar esse homem."
"Ou correr."
"Ou ambos."
Mas não fez nada disso.
Seguiu em direção à porta com a cabeça erguida e a dignidade por um fio, mas em pé.
Antes de sair, virou o rosto por sobre o ombro:
— Até mais, senhor.
E fechou a porta atrás de si, se apoiando contra a madeira do lado de fora como quem segurava o próprio corpo com a força do autocontrole. Ou da teimosia.
"Hoje não, Dorian. Mas você não sai impune disso."
Depois que Francine cruzou a porta, Dorian permaneceu parado, observando o espaço vazio como se ela ainda estivesse ali.
Sorriu. Um sorriso lento, cheio de fogo contido.
"Ela está resistindo. Que ótimo. Torna tudo mais interessante."
Passou a mão pelos cabelos ainda levemente úmidos e caminhou até a escrivaninha. Mas antes que pudesse colocar o foco no trabalho, o celular vibrou.
Ele atendeu sem olhar o número.
— Dorian.
A voz do outro lado era direta, como sempre.

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