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Casamento Secreto com o meu Chefe romance Capítulo 155

Laura Stevens -

O quarto mergulhou em um caos imediato.

As enfermeiras estavam estáticas, algumas tremendo, outras se afastando como se tivessem acabado de perceber que quase foram cúmplices de um assassinato.

O médico engoliu em seco, com os olhos completamente arregalados.

— Isso... Isso não é possível.

Mark o olhou com frieza e pegou o telefone, exibindo seu olhar enfurecido.

— Fechem todas as saídas do hospital. Ninguém entra, ninguém sai sem passar pela segurança. Quero todas as imagens das câmeras do último andar imediatamente.

Meu coração martelava dentro do peito.

Christian se mexeu ao meu lado, alcançando as minhas mãos as segurando em seguida. Ele apertou meus dedos e eu pude sentir suas mãos frias e úmidas. Então o olhei.

Seus olhos azuis estavam seguindo os meus e então, seus lábios se mexeram:

— Você me salvou. Obrigado, amor. – Disse ele, com um tom firme, porém baixo.

Minha garganta se apertou. Eu não conseguia o ver tão fragilizado daquela forma, mas não podia deixar isso transparecer.

— Eu só segui os meus instintos. Não posso deixar que nada te aconteça

Ele inspirou fundo, sem desviar o olhar. Seus olhos revelavam um misto de gratidão com algo que eu não conseguia desvendar.

O médico, agora pálido como um fantasma, virou-se para a enfermeira-chefe.

— Envie essa substância para análise. Agora! Eu quero saber o que foi que aconteceu aqui.

Ela assentiu rapidamente e saiu do quarto apressada, ainda segurando o frasco de líquido esverdeado como se fosse dinamite prestes a explodir.

A enfermeira que quase aplicou a injeção em Christian estava encostada na parede, com os olhos cheios de lágrimas e a respiração entrecortada.

— Eu não sabia… Meu Deus, eu juro que não sabia.

Mark a encarou com dureza.

— Mas alguém aqui sabia e eu vou descobrir quem está por trás disso!

De repente, um dos seguranças entrou no quarto às pressas.

— Senhor, encontramos algo.

O ar ficou denso.

— O que foi? — Mark perguntou, rígido, indo até ele.

O segurança olhou para mim e depois para Christian.

— A enfermeira de salto alto. Encontramos o uniforme dela abandonado no banheiro feminino do terceiro andar. Mas nada dela.

Minha respiração travou. Ela tinha fugido.

— E as câmeras? — Mark perguntou, já saindo do quarto com passos rápidos.

— Estamos verificando... Mas... – Disse o segurança, hesitante.

—Mas o quê? – Perguntou Mark entredentes, o encarando enfurecido. Homem pareceu se intimidar e então, o respondeu com a voz trêmula:

— Parece que ela sabia onde estavam os pontos cegos.

Meu estômago revirou.

Isso não tinha sido um erro aleatório.

Ele parou por um segundo, respirou fundo e depois se aproximou de mim, encurtando a distância entre nós até que sentisse seu calor e sua presença esmagadora.

— O único dia que vou descansar é quando tudo isso acabar e eu tiver você e Nathan ao meu lado. Eu não posso parar, amor. A pessoa que fez isso, tem algo pior em mente e eu não posso me dar o luxo de parar agora.

Meu coração deu um pulo dentro do peito.

Eu queria brigar, dizer que ele ainda estava vulnerável, mas sabia que Christian Müller não era do tipo que aceitava a fragilidade.

Eu então respirei fundo e o estendi a mão.

—Vem, eu vou cuidar de você para que se recupere logo. Vamos ficar juntos nessa!

Ele então me olhou e assentiu, segurando minha mão com firmeza.

—Obrigado por não me deixar nesse momento!

Saímos do hospital sob um esquema de segurança que parecia digno de um chefe de estado. O carro blindado nos esperava na entrada privativa, enquanto homens de terno preto mantinham os olhares atentos a cada canto.

Christian deslizou para dentro do veículo e estendeu a mão para mim.

Eu a segurei sem hesitar e entrei ao seu lado.

Assim que a porta se fechou e o carro arrancou, senti seu olhar sobre mim.

— Você me salvou hoje.

Engoli em seco.

— Eu fiz o que qualquer um faria.

— Não. — Sua voz foi firme. — Qualquer um teria deixado passar, mas você não. Quem quer que tenha feito isso… Vai pagar.

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