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Casamento Secreto com o meu Chefe romance Capítulo 185

Laura Stevens –

O dia seguinte amanheceu... mas, dentro de mim, tudo continuava escuro.

Eu não me levantei da cama. Nem tentei. O travesseiro ainda carregava o cheiro do Christian e isso só fazia meu estômago revirar mais.

Aquela foto se repetia na minha mente como um pesadelo sem fim.

A mão dele na coxa de outra mulher.

Tão confortável.

Tão íntimo.

Tão covarde.

As horas passaram e eu não abri as cortinas. Não comi. Não respondi mensagens.

Nathan ficou o dia todo com a babá — o que doía ainda mais, porque eu sempre fiz questão de ser presença na vida dele. Mas naquele dia... eu só conseguia chorar.

Chorar e me perguntar como foi que eu não vi.

Como eu pude acreditar tanto?

Meu celular tocava em intervalos. Sempre o mesmo nome: Christian.

E eu recusava.

Ou deixava tocar até ele desistir.

O nome dele soava como veneno agora.

Me traía até no silêncio.

Me traía na lembrança das promessas que ele fez com a boca encostada na minha testa.

Não sei quanto tempo passou até ouvir passos apressados pela casa. Alguém batendo na porta do quarto.

—Laura? — a voz era familiar. Amanda.

Antes que eu pudesse fingir que não estava ali, ela abriu a porta e me encontrou do jeito que eu estava: encolhida, suada, pálida, com o rosto inchado de tanto chorar.

—Meu Deus... — ela sussurrou, correndo até mim.

Eu não disse nada. Não consegui. Apenas me joguei nos braços dela como se aquilo fosse o último lugar seguro que me restava.

Chorei.

Chorei com a dor de mil socos.

Chorei com vergonha.

Chorei porque meu peito doía mais do que meu corpo poderia suportar.

Amanda me deitou com cuidado na cama, ajeitou os travesseiros atrás das minhas costas e ficou ali, me acariciando o cabelo como uma irmã faria.

—Laura... o que aconteceu? — Ela perguntou baixinho, com uma mistura de preocupação e carinho. —Por que você não está atendendo o Christian? O que houve com vocês? Ele estava tão preocupado que quase colocou a SWAT atrás de você.

Meu corpo reagiu antes da minha voz.

Apontei o dedo para ela com a pouca força que me restava e disparei com uma fúria que nem eu sabia que estava ali:

—Falta um mês ainda! — ela disse, completamente em choque. —E agora?!

Segurei firme na beirada da cama e olhei para ela com uma firmeza que não condizia com o caos à minha volta.

—Vamos para o hospital. Agora! – Pedi em desespero.

Amanda já estava pegando bolsa, chave, gritando ordens para Dominic descer com o carro. Mas antes de sair, pegou o celular e disse:

—Eu vou avisar o Christian. Ele precisa saber. Ele tem que ir ao hospital!

Me virei com dificuldade, curvando o corpo enquanto outra contração me atingia como um trovão. Apontei o dedo mais uma vez, com os dentes cerrados:

—Não ouse, Amanda.

Se você avisar aquele desgraçado, j**a fora anos da nossa amizade. Eu não o quero perto de mim. Se ele aparecer, eu JURO... eu juro que mato ele.

Amanda congelou com o celular na mão.

—Mas, Laura... é a filha dele...

—É a minha filha. — Respondi, encarando-a com dor e determinação. —E ela não vai chegar no mundo cercada de mentiras. Se ele queria estar aqui, não devia estar tocando outra mulher naquele avião. Agora vamos! Tereza não quer esperar!

Amanda respirou fundo, os olhos marejados de medo, mas assentiu.

Ela me ajudou a caminhar até o carro, segurando meu braço com força, como se carregasse não só meu corpo, mas todo o peso que eu não conseguia mais suportar sozinha.

E enquanto descíamos as escadas da entrada, eu sabia que aquela dor ia passar, mas a outra... a outra levaria tempo.

Eu sabia que prometemos nunca cair em jogos que fizesse o nosso amor balançar, mas aquilo não parecia ser mentira. E até que ele voltasse e tentasse se explicar, eu não queria ouvir falar o nome dele.

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