Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 107

Sorriso Ensaiado.

O reflexo no espelho devolvia a imagem de um homem irretocável.

Augusto Monteiro ajustou a gravata com precisão cirúrgica, vestindo o terno sob medida que abraçava seus ombros largos. No pulso, um relógio suíço caríssimo brilhava sob a luz, discreto mas imponente. Cada detalhe importava — ele não era apenas o CEO de uma das maiores empresas de tecnologia do país. Ele era “o implacável”. O nome que o mercado lhe dera e que ele fazia questão de honrar.

Pouco depois, o carro preto deslizou até a entrada do salão. O ambiente já pulsava em ostentação: lustres de cristal, tapete vermelho, taças tilintando. Gente que sorria demais, que falava alto demais, todos carregando o mesmo brilho ensaiado nos olhos de quem achava que o mundo girava em torno do próprio umbigo.

Augusto entrou com a postura ereta, o olhar verde analisando cada rosto, cada gesto. O silêncio em torno dele era quase natural — quando Augusto Monteiro chegava, os outros se calavam.

Foi então que a atenção de muitos desviou para o mesmo ponto.

No meio da multidão.

O vestido vermelho vivo parecia ter sido feito para escandalizar cada olhar: o tecido cintilava sob as luzes, desenhando cada curva, as alças finas deslizavam pelos ombros e as costas nuas exibiam uma confiança desarmante. O perfume adocicado se espalhava pelo ar, deixando rastros que atiçavam murmúrios.

Ela caminhava como quem sabia exatamente o poder que tinha — elegante, mas carregada de sensualidade. Descobria muito bem sua verdadeira fase.

___

— O senhor Carlos foi transferido. — disse uma funcionária, com naturalidade. — Ele fez a cirurgia e, no dia seguinte, já foi movido para o Hospital Saint Claire. É o mais renomado do país, líder em cirurgias cardíacas. A filha dele disse que ele merecia o melhor.

As palavras ecoaram como um soco.

Thiago sentiu o estômago revirar.

— A filha dele? — repetiu, incrédulo, a voz embargada.

— Sim, senhor. — confirmou o funcionário. — Eloise Nogueira. Foi ela mesma quem assinou a transferência.

Por um instante, o chão pareceu sumir debaixo de seus pés. Eloise não tinha dinheiro, não tinha empréstimo, não tinha saída. Então como…?

O nó na garganta se transformou em uma decisão firme.

Thiago respirou fundo, virou-se de costas e saiu do hospital com passos largos. Pegou o celular e ligou imediatamente para Thomas.

— Quero respostas rápidas. — disse, a voz grave, carregada de urgência. — Preciso de provas, concretas. Essa história não fecha, e eu não vou parar até descobrir o que realmente aconteceu.

O vento frio da noite bateu contra seu rosto, mas Thiago não cedeu.

Sabia que estava perto. Perto de desvendar a verdade… e de provar que Eloise era inocente.

---

Mais alguém buscava respostas, em outro canto da cidade. Algo chamou sua atenção, as peças do quebra cabeça pareciam incertas por mais que alguém queria fazer parecer que já estivesse montado.

Cláudia caminhava pelos corredores do hospital com passos firmes, o salto ecoando contra o piso frio. Havia aprendido com os anos a não se abalar com respostas vagas, mas o que ouviu da recepcionista a fez franzir o cenho.

Cláudia respirou fundo o coração pesado.

Sabia que havia algo errado — muito errado.

Se o nome de Carlos Nogueira tinha sumido dos hospitais… era porque alguém queria que ele desaparecesse do mapa.

O problema era que, sem Eloise, não havia ninguém para responder.

*

Era engraçado como o destino brincava.

Bastava uma conversa em comum, e as peças começariam a se encaixar.

Uns tentavam montar um quebra-cabeça, outros preferiam jogar xadrez.

A diferença é que, nesse jogo, cada movimento precisava ser calculado.

Um erro… e seria xeque-mate.

*

Eloise, sem conhecer os jogos nem as regras que se desenrolavam ao seu redor, caminhava pelo salão vestida de preto. O uniforme combinava com o luto silencioso que carregava no peito. Equilibrava uma bandeja de taças de champanhe, o sorriso ensaiado quase impecável — mas, por trás dele, escondia-se o turbilhão de um coração em pedaços.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário