Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 110

Aliança, Doçura e Resistência.

Eloise continuava de olhos fixos na janela, as luzes da cidade passando em borrões enquanto as lágrimas caíam silenciosas.

Emma apertou os lábios, o peito apertado. A respiração pesada de Eloise ecoava dentro do carro, como se cada soluço tivesse o poder de sufocar também quem a escutava.

— Eloise… — chamou baixo, quase hesitante.

Ela não respondeu, apenas enxugou os olhos com pressa, como quem tenta fingir força.

Emma respirou fundo, então arriscou:

— Você não merece isso.

Os olhos de Eloise se viraram para ela por um instante, marejados, confusos. Emma manteve o olhar firme, mesmo sem saber de onde tirava coragem.

— Você não merece ser humilhada. Nem carregada de culpas que não são suas.

A voz de Eloise saiu falha, entrecortada:

— Então por que… por que tudo parece cair em cima de mim?

Emma sentiu o coração apertar, mas não desviou os olhos da estrada.

— Porque às vezes o mundo gosta de testar justamente quem tem mais força. — murmurou. — Mas, acredite em mim, você é mais forte do que imagina.

Eloise virou de volta para a janela, mordendo o lábio para conter um novo soluço. O silêncio voltou, mas dessa vez parecia diferente. Menos sufocante.

Emma apertou de leve o volante, como se confirmasse para si mesma a decisão que já tinha tomado: não deixaria Eloise sozinha naquela noite.

Ela estacionou diante de um prédio moderno e simples, descendo rapidamente para abrir a porta do carro. Eloise hesitou por um instante, mas não tinha forças para discutir. Apenas deixou que a amiga a guiasse até o elevador.

No 7º andar, Emma abriu a porta do apartamento e acendeu as luzes. O espaço era aconchegante, com tons neutros e alguns quadros de arte moderna nas paredes. Eloise se deixou cair no sofá, exausta, enquanto Emma foi até a cozinha e voltou com um copo d’água.

— Bebe um pouco. — disse, entregando.

Eloise pegou o copo com mãos trêmulas, sorvendo em silêncio. Os olhos ainda estavam vermelhos e marejados, mas aos poucos a respiração foi se acalmando.

O som da campainha ecoou. Emma abriu a porta sem hesitar, revelando Nathalia, que entrou apressada.

— Eloise! — correu até ela, ajoelhando-se à sua frente e segurando suas mãos. — Meu Deus, o que aconteceu?

Eloise apenas balançou a cabeça, as lágrimas voltando a escorrer. Emma cruzou os braços, encostada na parede, mas o olhar dizia tudo: “eu vi”.

Nathalia virou-se para Emma, aflita.

— Ela estava sozinha?

— Não. — respondeu, firme. — Eu a encontrei no salão… e não podia deixá-la lá daquele jeito. Trouxe para cá.

— Eloise, eu não te conheço tão bem ainda. — disse com franqueza. — Mas eu conheço muito bem gente que não presta. E você… não tem nada disso.

A voz dela foi firme, carregada de certeza.

As lágrimas de Eloise transbordaram, mas junto delas veio um sorriso frágil.

— Obrigada… eu precisava ouvir isso.

Emma deu de ombros, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Agora come esse brigadeiro antes que esfrie.

O silêncio foi quebrado logo depois, quando Emma ergueu a colher no ar como se fosse um brinde.

— E cá entre nós, meninas… aquela vaca merece o ogro.

As três riram, cúmplices. Nathalia reforçou:

— Thamires com Augusto? Perfeito. Que fiquem juntos e se destruam mutuamente.

Eloise balançou a cabeça, rindo baixinho, mas a gargalhada abafada trouxe algo novo: leveza.

Naquela noite, no apartamento simples de Emma Rocha, entre brigadeiros e risadas misturadas com lágrimas, Eloise descobriu algo que a dor não conseguia apagar: ainda existiam pessoas dispostas a ficar ao seu lado.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário