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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 114

Movimentos Ocultos.

Cláudia estreitou os olhos.

— Não é só sobre ela. É sobre o pai dela. Você sabia que ele não está no hospital? Eu mesma procurei. Verifiquei em vários. Ele simplesmente desapareceu dos registros.

Augusto recostou-se na cadeira, um sorriso irônico curvando seus lábios.

— Interessante. Talvez você devesse perguntar isso ao aliado ou até amante dela, Navarro.

O sangue de Cláudia ferveu.

— Navarro? — repetiu, incrédula. — Você realmente acredita que Eloise está com ele?

Augusto não respondeu, apenas sustentou o olhar com frieza.

Cláudia apoiou as mãos na mesa dele, inclinando-se para frente.

— Augusto, você está cego pelo próprio orgulho. Já vi esse filme antes. Já vi um homem perder a mulher da vida dele porque escolheu acreditar na mentira mais conveniente. — sua voz falhou . — E sabe o que sobrou? Nada além de arrependimento. E se você continuar assim… vai acabar do mesmo jeito.

Augusto cerrou o maxilar, mas não respondeu.

— Abre os olhos, Augusto. — Cláudia disparou, a voz carregada de dor e indignação. — Não deixe o orgulho enterrar a única mulher que já se importou com você de verdade.

Virou-se e saiu, sem esperar resposta. A porta da sala de Augusto bateu com força quando Cláudia saiu, os saltos ecoando pelo corredor como marteladas.

O rosto dela carregava raiva e decepção, as sobrancelhas arqueadas em indignação.

Na recepção, o destino resolveu dar um empurrão. Thiago Albuquerque estava saindo da empresa no mesmo instante.

— Cláudia! — cumprimentou, abrindo um sorriso genuíno.

Ela retribuiu de imediato, o semblante suavizando por um instante.

— Thiago… como você está?

— Vivo, o que já é um milagre trabalhando aqui. — respondeu em tom leve, mas o olhar atento captou algo nela. — E você? Parece… nervosa.

Cláudia suspirou, ainda tomada pela frustração.

— Acabei de sair da sala do Augusto. Vim falar com ele porque tem algo muito estranho acontecendo. Fui ao hospital ver o pai da Eloise e tem algo estranho.

Thiago parou, os olhos estreitando.

— O que você acha estranho? Eu também estive no hospital. Só me informaram que Eloise trocou o pai do hospital.

Cláudia assentiu, firme.

— Pois aí é que está. Thiago eu fui até o hospital que me indicaram, não tem nenhum paciente chamando Carlos Nogueira. Fiz pesquisas em vários hospitais e clínicas particulares… e não encontrei nenhum registro. Não faz sentido, Thiago. Estão encobrindo alguma coisa.

Ele cruzou os braços, refletindo. Mas, no canto da visão, percebeu Melissa, na recepção, inclinada sutilmente para frente, como se prestasse mais atenção do que deveria na conversa.

A expressão dele mudou de imediato.

— Cláudia… — disse em voz baixa, mas firme. — Vamos tomar um café. Aqui não é lugar para essa conversa.

Ela entendeu na hora. Apenas concordou, e os dois se dirigiram ao elevador.

O silêncio os acompanhou durante a descida, mas não era desconfortável — era estratégico. Ambos sabiam que cada palavra poderia ser uma arma, e que havia olhos e ouvidos em todo lugar.

Assim que os números do painel chegaram ao térreo, o celular de Thiago vibrou em seu bolso.

Ele atendeu de imediato, a voz grave.

— Alô?

Do outro lado, a urgência se fez presente:

— O que foi, Melissa? — a voz de Thamires soou impaciente, carregada de tédio.

— Ele… ele pediu pra eu mandar o Sousa no hospital do pai da Eloise. — falou baixo, olhando ao redor, mesmo sozinha. — Quer registros, nomes, médicos. Tudo.

Do outro lado, o silêncio foi breve, depois um riso curto, frio.

— Ótimo. Então você não vai mandar o Sousa. Vai mandar outro.

Melissa mordeu o lábio.

— Quem?

Thamires disse um nome. Não o bastante para ser reconhecido por qualquer um que escutasse, mas suficiente para Melissa entender exatamente a quem recorrer.

— Ele já sabe o que fazer. — completou Thamires, categórica. — O importante é que tudo chegue até Augusto do jeito que a gente precisa.

Melissa respirou fundo, mas ainda parecia nervosa.

— Cláudia esteve aqui hoje. Foi até a sala dele. E… eu vi ela e o Thiago conversando na frente do elevador, cochichando como se estivessem escondendo algo.

O barulho de um copo pousando sobre vidro ecoou do outro lado da linha.

— Cláudia e Thiago. — repetiu Thamires, pensativa, antes de soltar um suspiro irritado. — Eu vou dar um jeito neles. O que importa agora é manter Augusto longe da Eloise. Entendeu?

Melissa assentiu, mesmo sabendo que Thamires não a via.

— Sim, senhora.

— Boa garota. — a voz suavizou, quase em falsa ternura. — Agora, respira. E faz exatamente o que eu disse.

A ligação terminou.

Melissa guardou o celular na bolsa com as mãos ainda trêmulas, enxugou o suor da testa e se encarou no espelho. Forçou um sorriso, treinado, antes de destrancar a porta e voltar para a recepção como se nada tivesse acontecido.

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