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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 124

O Tabuleiro Oculto.

A noite terminou em despedidas formais.

Lorenzo e os pais deixaram a mansão Martins, o som do motor desaparecendo ao longe.

Nicole ficou parada na porta, os olhos marejados, o coração apertado pela sensação estranha de que, apesar de todo o jantar, nada tinha avançado. Nenhuma palavra sobre alianças, nenhuma insinuação sobre datas, nem mesmo uma menção ao casamento que ela tanto sonhava.

— Mãe… — murmurou, quase num choro. — Eles não falaram nada. Nada!

Carla Martins fechou a porta com calma, como se não tivesse pressa. O olhar dela estava frio, calculista, bem diferente da angústia da filha.

— Escuta, Nicole. — disse, firme, segurando-a pelos ombros. — É por isso que precisamos agir. Você acha que essas famílias de tubarões vão entregar o ouro de bandeja? Eles só respeitam quem j**a.

Nicole baixou os olhos, fungando.

— Eu não sei jogar, mãe… eu só queria que ele me amasse.

Carla suspirou, quase com impaciência, mas suavizou o tom.

— Então aprenda. Porque se não aprender, vai perdê-lo.

Virou-se, caminhando até o bar da sala e servindo um copo de vinho, como se aquele fosse apenas mais um detalhe em um tabuleiro maior.

— Lorenzo é forte, Nicole. Mas Márcia… — fez uma pausa, provando um gole. — Márcia é a cabeça da família. É ela quem decide. Se quisermos o casamento, precisamos mirar nela.

Nicole ergueu os olhos, confusa.

— O que você quer dizer?

Carla girou o cálice na mão, o vinho refletindo a luz.

— Descobrir algo. — disse em voz baixa, carregada de intenção. — Alguma coisa que possa acabar com a reputação de Lorenzo… ou um segredo de Márcia que ela não queira que venha à tona.

Nicole levou a mão à boca, horrorizada.

— Mãe… isso é errado.

— Errado? — Carla riu, fria. — Errado é ver sua vida inteira ser decidida por aquela família e ficar de braços cruzados.

Aproximou-se da filha, acariciando-lhe o rosto com falsa ternura.

— Se for preciso, Nicole, eu mesma vou resolver.

O sorriso que surgiu em seus lábios era gélido, um corte no silêncio da sala.

— Confie na mamãe. — disse, quase em sussurro. — Se for Márcia quem mandar, Lorenzo casa com você no mesmo dia.

Nicole fechou os olhos, engolindo as lágrimas.

Carla a abraçou, mas seus olhos, por cima do ombro da filha, brilhavam com o reflexo de alguém que não enxergava limites.

— Justamente por isso eu me antecipei. Agora, eles estão dançando conforme a minha música.

Thamires arregalou os olhos, sentindo o chão fugir por um instante.

— Você vai acabar se revelando… e quando isso acontecer, não vai sobrar nada.

— Não se preocupe comigo. — a voz soou fria, controlada. — Se alguém cair, não serei eu. Eles confiam em mim. Mais do que deveriam.

A ligação terminou com um clique seco.

Thamires ficou parada, o celular ainda na mão, respirando fundo como se tivesse acabado de correr uma maratona.

Ela se jogou na poltrona, apertando o copo de vinho com tanta força que o líquido quase transbordou.

— Maldito… — murmurou. — Você vai me arrastar junto se não tiver cuidado.

O silêncio do quarto parecia pesar mais do que as próprias palavras.

Do outro lado da linha, havia alguém que conhecia cada sombra do tabuleiro — e estava disposto a usá-las.

O enigma ficava no ar.

E só o tempo mostraria quem realmente jogava nas sombras.

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