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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 126

A Máscara Cair.

Pouco tempo depois, Thomas e Lucas chegaram à Monteiro Corp. O clima formal da recepção contrastava com a adrenalina que ainda corria no sangue dele.

— Tenho que voltar ao trabalho. — Lucas disse, ajeitando o crachá. — Boa sorte com o Thiago.

Thomas apenas assentiu, vendo o rapaz se afastar. Em seguida, caminhou até o balcão da recepção.

— Bom dia, moça. — cumprimentou, num tom cordial.

A atendente ergueu o rosto com um sorriso treinado, mas os olhos atentos.

— Bom dia. Meu nome é Melissa. — respondeu, indicando o crachá preso ao blazer.

O coração de Thomas disparou por dentro, mas sua expressão permaneceu impassível.

— Desculpe, Melissa. — disse, fingindo naturalidade. — Onde posso encontrar o Thiago?

Ela, com um ar de eficiência fria, apontou para o lado direito.

— Ali você vai encontrar a secretária dele.

— Obrigado. — Thomas respondeu, medindo cada gesto, cada detalhe da loira à sua frente.

Sem deixar transparecer nada, ele seguiu o corredor em direção à mesa de Nathalia.

Cada passo, no entanto, soava como um prenúncio.

Ele havia acabado de olhar nos olhos da mulher — que não desconfiava que ele sabia seu segredo.

___

Passando pela mesa de Nathalia, inclinou a cabeça em cumprimento para ela, que respondeu com um sorriso educado, mas curioso. Ele não parou; os pés o levaram direto até a sala de Thiago.

Assim que a porta se fechou, Thiago ergueu os olhos do relatório que lia.

— Thomas… — disse, levantando-se para apertar a mão do policial.

Thomas manteve o tom grave:

— Você vai se surpreender. — puxou o pendrive do bolso e ergueu entre os dedos. — Aqui está nome e prova.

Os olhos de Thiago se estreitaram, a tensão denunciando sua pressa.

— O que você está dizendo?

— Olhe você mesmo. — Thomas colocou o pendrive sobre a mesa. — Esse é o seu, já deixei uma cópia com meu pessoal na delegacia.

Thiago respirou fundo, os dedos quase trêmulos ao conectar o dispositivo no notebook.

A tela ganhou vida e o vídeo começou.

No início, apenas Eloise. Lá estava ela, serena, tomando um café antes de sair da mesa. O coração de Thiago apertou com a lembrança do quanto aquela cena havia sido usada contra ela.

Mas então, a verdade começou a se revelar.

Poucos segundos depois, outra mulher se sentou no mesmo lugar. Loira, postura ereta, um sorriso calculado.

O ar na sala pareceu sumir. Thiago arregalou os olhos e instintivamente levou a mão ao queixo, depois passou pelos cabelos, como se tentasse acordar de um pesadelo.

— Não pode ser… — murmurou, a voz falhando.

Levantou-se da cadeira de repente, o corpo tenso, caminhando dois passos para trás. Os punhos se fecharam, as veias do pescoço marcadas pelo esforço em conter a raiva.

— Sempre tão dedicada à empresa… — disse, quase sem acreditar. — E nos traiu assim? Por quê?

Ele apoiou as mãos na mesa, curvando-se sobre ela, respirando fundo, o maxilar travado.

— Calma. Você mesmo disse que desconfiava que havia gente infiltrada. Ela pode ser peça-chave, mas não a principal. Sozinha não teria articulado algo desse tamanho. Alguém maior está por trás. Para ter acesso a Navarro e seu vice. Isso não é coisa de peixe pequeno.

Thiago respirava fundo, como se tentasse manter o raciocínio diante da revolta. Por fim, balançou a cabeça, determinado:

— Augusto precisa saber disso.

Do outro lado, silêncio. Um silêncio pesado, quase desconfiado.

— Seja quem for, está enganado. — a voz respondeu, firme.

— Enganado? — ele riu baixo, frio. — Enganada está você, achando que pode brincar nesse tabuleiro sem ser vista.

O coração de Thamires disparou, mas ela se manteve firme, sem se identificar.

— O que você quer? — perguntou, a voz fria, controlada.

— O que eu quero? — Lorenzo inclinou-se para frente, o olhar predador. — Um encontro. Hoje à noite. No hotel Imperial. Às nove.

A hesitação do outro lado foi perceptível.

— E se eu recusar? — retrucou ela, tentando manter a firmeza.

Lorenzo riu baixo, sombrio:

— Não recuse. Seria… perigoso para você.

O silêncio voltou pesado, até que ele completou:

— Você pode até se esconder atrás de contatos fantasiosos como “Pote de Ouro”… mas eu sei que você tem um segredo. Um segredo que acabaria com tudo se viesse à tona.

Antes que ela pudesse responder, ele desligou.

Thamires permaneceu parada, ainda com o celular colado à orelha, encarando o próprio reflexo no espelho do quarto. O vinho tremia em sua outra mão.

— Droga… — murmurou, entre ódio e medo.

Pela primeira vez, sentia que alguém havia conseguido atingi-la de verdade.

Do outro lado da chamada, a tela do celular já havia escurecido, mas o reflexo de Lorenzo ainda exibia aquele sorriso frio.

“Agora vamos ver até onde você aguenta, Pote de Ouro.”

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