Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 129

O Julgamento de Augusto.

O silêncio na sala parecia um campo de batalha. Augusto andava de um lado para o outro, os olhos verdes faiscando raiva e desespero, enquanto Heitor observava da cadeira giratória, girando o celular entre os dedos como se estivesse com todo o tempo do mundo.

Heitor discou o número e ativou o viva-voz.

— Olá, minha Linda. — disse no tom mais sedutor que conseguia, arrancando um olhar assassino de Augusto. — Estou com uma ligação diferente aqui. Preciso da sua opinião.

— Heitor? — Nathalia respondeu do outro lado, desconfiada. — O que você aprontou dessa vez?

Heitor ajeitou o celular na palma da mão, o sorriso debochado se suavizando em algo mais sério.

— Vou ser direto, Nathalia, sei que você deve estar ocupada… mas tem um homem aqui na minha frente completamente desesperado. — lançou um olhar rápido para Augusto, que ardia de raiva contida. — O senhor Monteiro em pessoa, dizendo que precisa ver a Eloise de qualquer jeito. Só agora, depois de ver as provas de que ela falava a verdade, ele resolveu admitir que a ama.

Fez uma breve pausa, aproveitando para provocar, o canto da boca curvado em deboche.

— Eu poderia simplesmente mandar ele embora… mas não vou fingir que isso resolveria. Ele não vai descansar até falar com ela. Então, antes de qualquer passo, quero ouvir de você.

Abaixou o tom, deixando a pergunta pairar no ar como uma sentença:

— Ele merece ou não essa chance?

— Afinal… Acho que você conhece bem a Eloise.

Um silêncio breve. Nathalia respirou fundo do outro lado da linha antes de disparar:

— Senhor Monteiro… isso não é para você. Isso é para o Augusto. Você é um imbecil, idiota, cabeça dura, cego, burro, um ogro arrogante…

As palavras atravessaram a sala como lâminas.

Augusto fechou os olhos, o maxilar travado, como se cada insulto fosse um soco que ele aceitava sem se defender.

— Tá bom, Nathalia. — murmurou, a voz rouca. — Eu sei. Eu sou tudo isso.

Abriu os olhos, marejados, e a voz saiu mais forte, carregada de dor:

— Mas eu a amo. E nada muda isso.

Do outro lado, Nathalia demorou alguns segundos para responder. Quando falou de novo, o tom veio pesado, firme:

— Ama… e a destruiu. Ama… e a deixou em pedaços. Eloise perdeu o brilho por sua causa.

O coração de Augusto apertou, e ele levou a mão ao rosto, respirando fundo como quem lutava contra si mesmo.

Mas não rebateu. Porque tudo era verdade.

O silêncio durou alguns instantes até que Nathalia suspirou, a voz menos dura, mas ainda cheia de cautela:

— Droga… eu sei que você vai atrás dela de qualquer jeito. Então faça logo isso. Mas escuta, Augusto… você vai respeitar se ela disser que não quer te ver. Vai aceitar se ela pedir distância.

Augusto engoliu seco, sentindo o orgulho ser esmagado de vez.

— Entendi. — respondeu, firme, apesar da voz embargada. — Mas vou lutar por ela.

— Vai ter que lutar muito — completou Nathalia, voltando o tom para Heitor. — Heitor… depois desse imbecil falar com ela, será que você consegue liberar de imediato Eloise para almoçar comigo na clínica?

“Faz sentido… eles se conhecem há tanto tempo. O Heitor sempre foi próximo do Augusto. E eu? Eu sou só… eu. Uma peça descartável.”

O elevador subia devagar demais, como se a provocasse. Eloise respirou fundo, tentando conter o nervosismo, mas as mãos suadas denunciavam.

Quando as portas se abriram, o corredor amplo da presidência parecia ainda mais intimidador. O som dos saltos dela ecoava no mármore como marteladas.

Álvaro já não estava lá para guiá-la, e os olhos do secretário André acompanharam cada passo que ela dava.

— Ele está esperando você. — disse, sem emoção, apontando para a porta fechada.

Eloise engoliu em seco.

A mão hesitou sobre a maçaneta. Por um segundo, pensou em fugir, inventar uma desculpa, dizer que não podia. Mas sabia que não teria como escapar.

Girou a maçaneta com cuidado e entrou, levantando o rosto.

O ar lhe faltou de imediato.

Ali, de pé, diante da janela, estava uma silhueta que ela jamais imaginou encontrar ali. Ombros largos, as mãos enfiadas nos bolsos, cabelos bagunçados, a postura está ereta, mas carregada de tensão.

Ele se virou devagar.

E então os olhos verdes — intensos, vermelhos de raiva e dor — cravaram-se nos dela.

Augusto Monteiro.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário