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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 130

O Encontro.

O coração de Eloise martelava no peito como se quisesse fugir. O medo de ser chamada apenas para ouvir sua demissão a corroía por dentro. O nó na garganta apertou, e as lágrimas vieram antes mesmo que pudesse impedi-las.

Heitor percebeu. Aproximou-se, a voz baixa, mas firme:

— Eloise, eu vou sair para deixar vocês dois conversarem a sós. — disse, lançando um olhar rápido a Augusto, que permanecia imóvel perto da janela. — Mas a qualquer momento pode me chamar. Ou sair da sala, se preferir. Não precisa aguentar nada que não queira.

Ela piscou, confusa, tentando recuperar o ar.

— Se… se o senhor não vai me demitir? — gaguejou, a voz frágil, quase um sussurro.

Heitor negou de imediato, quase ofendido pela suposição.

— Claro que não. — respondeu, firme. Depois voltou o olhar carregado para Augusto. — Ele… é quem quer falar com você.

O estômago de Eloise revirou. O peito pesava tanto que parecia que mal conseguiria se sustentar em pé. Cada batida do coração ecoava como trovão em seus ouvidos.

Heitor abriu a porta devagar. Antes de sair, lançou-lhe um último olhar — preocupado, protetor.

— Qualquer coisa… é só chamar.

A porta fechou.

O silêncio que se instalou era sufocante.

Augusto permanecia ali, parado, os olhos fixos nela, como se a simples visão fosse um castigo. Eloise não conseguia mover os lábios; apenas as lágrimas escorriam, quentes, denunciando o caos dentro dela.

Foi ela quem quebrou o silêncio, a voz embargada, mas afiada como lâmina:

— O que você faz aqui, Augusto? — murmurou, os olhos inflamados de dor. — Já não me destruiu o suficiente? Chega. Me deixa seguir a minha vida.

Ele avançou um passo, instintivamente, mas ela recuou.

— Eloise… — a voz dele saiu baixa, rouca, carregada de sofrimento. — Eu fui idiota. Um imbecil. — passou a mão pelos cabelos bagunçados, puxando com força, como se quisesse arrancar a própria pele. — Me perdoa. Eu não escutei você, eu não acreditei… eu destruí tudo com as minhas próprias mãos.

Ela riu entre lágrimas, um riso sem alegria, cheio de amargura.

— Parabéns. Pelo menos você reconhece.

— Eu vi o vídeo. — Augusto insistiu, os olhos verdes marejados, vermelhos de fúria contra si mesmo. — Vi a verdade. E agora cada segundo me dói como se fosse uma lâmina. Você estava certa o tempo todo. E eu… eu não passei de um covarde.

Eloise deixou que as lágrimas corressem, mas sua postura não vacilou.

— Você não entende, Eloise. — continuou, a respiração descompassada, o suor descendo pela testa. — Eu passei noites achando que estava certo. Que você tinha me traído. E agora… agora eu vi o vídeo. Eu vi com meus próprios olhos. E eu queria arrancar meu coração fora por não ter acreditado em você.

As lágrimas dela caíam, mas a voz foi dura, desafiadora:

— Pois devia mesmo, Augusto! — explodiu, o peito arfando. — Porque eu gritei a verdade até perder a voz. Eu implorei para que confiasse em mim. E você… você preferiu acreditar numa mentira!

Ele fechou os olhos, como se cada palavra fosse um soco. Quando abriu de novo, os olhos verdes estavam vermelhos, molhados.

— Eu sei. E me odeio por isso. — murmurou, engolindo em seco. — Mas eu não vou desistir. Nem que eu tenha que me arrastar no chão, beijar os seus pés, implorar mil vezes. Eu vou lutar por você, Eloise.

Ela recuou mais um passo, a mão no peito, como se quisesse segurar o coração que ameaçava explodir.

— E se eu não quiser que lute? — perguntou, a voz falhando de emoção. — E se eu só quiser distância?

Augusto sentiu o corpo inteiro estremecer. Mas, mesmo assim, ergueu o queixo e deixou a dor transbordar na sua voz:

— Então eu respeito. — disse, firme, mas com a alma dilacerada. — Mas nunca vai ter um dia em que eu não vou amar você.

O silêncio caiu sobre a sala como uma corrente invisível. Eloise virou o rosto, incapaz de encarar mais aqueles olhos cheios de dor.

E, pela primeira vez, Augusto Monteiro parecia menos um CEO poderoso e mais um homem de joelhos — mesmo que ainda estivesse de pé.

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