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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 132

Linha do Passado

O silêncio caiu em volta da frase por um segundo. Então Nathalia arqueou as sobrancelhas, surpresa e imediata:

— Oi? Você e o Thiago?

Emma corou ligeiro, ajeitando o guardanapo no colo.

— Não, não é isso. A gente se aproximou no período do projeto — explicou rápido. — Eu ajudei ele com uns relatórios, ele me convidou pra jantar só para agradecer.

Eloise não deixou passar a deixa.

— Ah tá. Só "Agradecer", e eu sou a rainha da Inglaterra — respondeu, mordendo o lábio, divertida. — Se é vocês dois, sozinhos, é encontro.

Emma tentou negar, mas o rubor no rosto entregou tudo. Riram as três juntas.

— Meninas, por uns minutos isso aqui é minha terapia — confessou Eloise, olhando para as amigas. — Só de estar com vocês eu já me sinto menos sufocada.

Nathalia desviou o olhar, com aquele sorriso maroto que sempre tinha quando exagerava.

— Heitor andou dando em cima de mim esses dias — ela contou. — Mas ele é mulherengo, então vou deixar ele correr. Deixa eu brincar um pouco, depois eu jogo o feitiço fora. Se vira, Heitor!

— Você é perigosa, Nathalia — Eloise riu, batendo de leve no braço da amiga.

Nathalia encolheu os ombros, fingindo humildade.

— A partir de hoje estamos juntas pra tudo. Vocês são minhas únicas amigas de verdade nessa cidade. Podem contar comigo pra tudo. Até pra fazer homem sofrer.

Sem cerimônia, Nathalia colocou a mão no centro da mesa. Eloise pousou a dela em cima, firme.

— Pode contar comigo, até pra fazer homem sofrer — repetiu Eloise, com um sorriso trêmulo que misturava dor e determinação.

Emma não pensou duas vezes e colocou a mão sobre as delas. Riram alto.

— Para tudo! — exclamou Emma, já dramatizando. — Mulheres unidas jamais serão vencidas!

As três bateram as mãos, o pacto simples e sincero reverberando como um escudo.

Nathalia inclinou-se, os olhos brilhando de fogo.

— E já que você vai jantar com o Thiago, amanhã eu te digo o plano todo pra deixá-lo aos seus pés — anunciou, com orgulho conspirador.

Emma arregalou os olhos, curiosa e tímida ao mesmo tempo.

— Eu vou precisar de ajuda com a roupa — sussurrou. — Não quero parecer formal demais e nem safada demais. — Disse rindo.

Eloise sorriu, o coração amolecendo um pouco.

— Amanhã não é só o jantar do Thiago — disse ela, com um olhar travesso. — É o primeiro ataque das mulheres.

O riso das três encheu o refeitório — uma bolha de calor no meio do frio que ainda rondava a cidade. Por algumas horas, o mundo se encolheu aos seus pés: homens, intrigas, pânico — tudo parecia mais distante quando havia duas amigas verdadeiras do lado.

___

Nathalia de repente tirou algo da bolsa, uma caixinha de bolo embrulhada com cuidado.

— Esqueci de dizer! — exclamou, sorrindo. — A Sofia mandou um pedaço de bolo pra você, Eloise. Disse que está sentindo sua falta lá na cafeteria, e que é pra você aparecer de vez em quando, senão ela mesma vai te arrastar pelo braço.

— Eu não aguento mais, pai. — disse, a voz embargada. — Eu tentei… tentei ser forte, tentei acreditar que o Augusto me amava de verdade. Mas ele não acreditou em mim. — apertou os lábios, o peito arfando. — Disse que eu vendi o projeto, me humilhou na frente de todos, me trocou por outra…

As lágrimas caíram quentes, deslizando pelo rosto.

— E o pior… — continuou, a voz quase um soluço. — O pior é que eu ainda o amo. Eu o amo tanto que parece que vou sufocar. — cobriu o rosto com as mãos por um instante. — E não consigo entender como ele pôde duvidar de mim tão facilmente.

Respirou fundo, olhando para o pai outra vez, os olhos marejados.

— Eu gritei, eu implorei, e ele me olhou como se eu fosse nada. — sussurrou. — Ele só acreditou quando viu uma prova na frente dos olhos. Como se o meu amor não fosse suficiente.

Um soluço escapou, doloroso.

— E agora ele voltou, pai. Implorando, dizendo que me ama, que se arrepende. — balançou a cabeça, amargurada. — Mas como acreditar de novo? Como acreditar em um homem que me destruiu com as próprias mãos?

Ela se inclinou mais perto, pousando a testa contra a mão do pai.

— Eu tô tão cansada… — disse, baixinho. — Eu só queria que o senhor me dissesse o que fazer.

Por um momento, o quarto permaneceu silencioso, apenas o bip suave da máquina preenchendo o espaço.

Então, inesperadamente, os dedos de Carlos se moveram.

Eloise ergueu a cabeça de sobressalto, o coração disparando.

— Pai?! — exclamou, a voz tremendo. — Pai, você… você me ouviu?

Os dedos se mexeram de novo, fracos, mas firmes o bastante para fazer o coração dela explodir de esperança.

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