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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 139

Xeque-mate nas Sombras

O restaurante discreto da Cidade Norte tinha um clima sóbrio: mesas afastadas, toalhas brancas impecáveis e o aroma de carne assada se misturando ao de vinho tinto. Aquele era o lugar ideal para conversas que não podiam ser ouvidas.

Cláudia ajeitou os talheres, observando Augusto e Thiago diante dela. Ambos ainda pareciam carregados da ressaca da noite anterior, mas a expressão séria no rosto dela bastava para impor silêncio.

— Preciso contar algo que descobri. — disse Cláudia, firme, inclinando-se sobre a mesa. — O hospital onde o pai da Eloise esteve… foi pago para dar informação falsa a qualquer pessoa que se apresentasse em nome do Augusto Monteiro.

Thiago ergueu as sobrancelhas.

— Como desconfiávamos.

Cláudia assentiu, os olhos duros.

— Sim. Agora temos provas. Montaram tudo para que você soubesse que a cirurgia do Carlos foi paga com o dinheiro do projeto. Mexeram as peças explorando a ganância de quem estava ao redor.

Augusto apertou o copo com força, a mandíbula cerrada.

— Então tem alguém puxando as cordas por trás. — murmurou, entre dentes. — Mas quem… e com que objetivo?

Cláudia pousou o que restava do vinho na taça e olhou direto para ele.

— A hipótese é clara: querem afastar você da Eloise. Não só isso — continuou, pausada — — querem destruir a reputação dela.

Augusto entendeu, num instante, a fúria acendendo nos olhos.

— Ou seja: pagaram o hospital para que houvesse “provas” de que ela recebeu dinheiro pelo projeto. E, se eu descobrisse a verdade tarde demais… se algo acontecesse ao pai dela, ela nunca me perdoaria. — A voz saiu curta, cortada pela raiva.

— Exato. — Thiago confirmou, sombrio.

Cláudia respirou fundo e completou:

— Temos um nome para investigar.

Não foi preciso dizer mais. Augusto já sabia de quem se tratava. O ódio que subiu a ele era como fogo.

— Se ela estiver envolvida — rosnou, controlando a voz com dificuldade — eu acabo com a vida daquela mulher.

Um silêncio pesado pairou por alguns segundos. Thiago foi o primeiro a romper.

— Precisamos de auditoria. — falou, firme. — Thomas e eu desconfiamos que haja mais traidores.

Cláudia pousou a taça com cuidado; o tilintar no cristal soou como um aviso.

— Concordo. Se me permitir, eu quero conduzir isso do meu jeito.

Augusto inclinou-se para frente, os olhos cravados nela.

— Tem total carta branca, Cláudia. Quero você à frente disso. Como fez na filial do Rio. — disse com firmeza. — Você foi a única que conseguiu desmontar aquele esquema sem deixar rastro.

Cláudia arqueou uma sobrancelha, quase como um desafio.

— Se for para fazer, Augusto, então vamos até o fim. — murmurou. — Mas não esperem que eu jogue limpo.

Thiago deixou escapar um meio sorriso, conhecedor do jeito dela:

— Você nunca j**a limpo, Cláudia.

Ela ignorou a provocação, já mergulhada nos próprios pensamentos.

— Acho que preciso começar pela TI. — disse, calculando cada palavra. — Vou inventar um falso vazamento. Algo rápido, inesperado. O suficiente para que todos corram… e nenhum deles tenha tempo de esconder nada.

Thamires fechou a porta atrás de si e encostou-se nela, os olhos faiscando malícia.

— Fazer você esperar é parte da diversão. — respondeu, sorrindo de canto.

Ela caminhou devagar até a mesa, retirou o casaco e o deixou escorregar pela cadeira. A pele nua dos ombros brilhou sob a luz amarelada do abajur. Lorenzo ergueu as sobrancelhas, o olhar devorando cada detalhe.

— Sempre dramatizando… — ele murmurou. — Mas eu sei que você não veio aqui só para provocar.

Thamires serviu-se de vinho, degustando um gole lento antes de falar:

— Eu tenho o plano perfeito. — disse, com voz baixa e venenosa. — Vamos plantar provas, montar uma narrativa impossível de ser desmentida. Quando a bomba estourar, Eloise vai estar no centro de tudo… envergonhada, humilhada. E o melhor? — sorriu, inclinando-se para frente. — Quero ela lá. Quero ver o rostinho dela quando Augusto for obrigado a esmagá-la diante de todos.

Lorenzo girou o líquido rubro em sua taça, fascinado.

— Você é cruel. — disse, quase admirado. — E eu adoro isso.

Ela se aproximou mais, deslizando os dedos pelo braço dele até alcançar o pescoço.

— Não é crueldade, Lorenzo. — sussurrou contra os lábios dele. — É justiça. Quem atravessa meu caminho precisa pagar.

Ele a puxou pela cintura, os corpos colidindo com força. O beijo veio carregado de raiva e desejo, um embate de luxúria e poder. As mãos dele percorreram suas curvas, enquanto a respiração dela se acelerava contra sua boca.

— Você quer destruir Eloise… — Lorenzo murmurou entre beijos. — E eu quero Augusto de joelhos. Acho que vamos nos divertir muito juntos.

Thamires cravou as unhas em seus ombros, arrastando-o até a cama.

— Então vamos nos divertir do nosso jeito — disse, ofegante. — Com prazer e no pecado.

E, entre risadas abafadas e gemidos intensos, os dois se entregaram um ao outro — selando, no calor da luxúria, um pacto que não seria escrito em papel, mas em sangue e destruição.

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