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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 140

Jogadas nas Sombras.

Thamires estava no quarto ainda envolta pelo perfume de vinho e luxúria da noite anterior quando digitou, seca, para Melissa:

“Pode iniciar as jogadas.”

Antes mesmo de colocar o celular de lado, a tela voltou a acender. Uma chamada. O número não estava salvo. Ela atendeu com desdém, mas a voz do outro lado a fez gelar.

— Jogando nas sombras, Thamires? — a voz masculina era grave, arrastada, como se saboreasse cada palavra. — Sem a jogador principal, seu plano não passa de truque barato.

Thamires apertou o celular contra a orelha, os olhos faiscando raiva.

— Você se rendeu aos encontros da secretáriazinha, querido. — provocou, venenosa. — Peça que não se mexe é peça fora do jogo.

Do outro lado, uma risada baixa, inquietante.

— Cuidado… você não sabe do que sou capaz.

Ela cerrou os dentes, perdendo por um instante a pose de controle.

— Fica fora disso, seu louco.

O silêncio que se seguiu foi sufocante. Então a chamada foi encerrada, seco, sem despedida.

Thamires jogou o celular sobre a cama, o peito acelerado. O medo latejou em sua nuca. Aquele homem não era alguém que se podia ter como inimigo… mas tampouco era alguém a quem ela estava disposta a se submeter.

Ela odiava não estar no comando.

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Do outro lado da cidade, Augusto atravessava o saguão da Monteiro Corp quando encontrou Thiago entrando no elevador.

— Por sorte, aquela mulherzinha não está aqui hoje. — disse Thiago, num tom de alívio, referindo-se a Melissa.

Augusto apenas concordou com a cabeça, os olhos ainda pesados de preocupações.

— Vou ao clube. Me acompanha?

Thiago ajeitou a gravata, o meio sorriso denunciando mistério.

— Não, hoje não. Tenho um compromisso muito importante.

Augusto arqueou a sobrancelha, intrigado.

— Mulher, com certeza.

Thiago riu, descontraído, enquanto o elevador subia.

— Não é qualquer mulher. Acho que o seu vírus do amor me contaminou.

O riso ecoou, em segundos as portas do elevador se abriram, Thiago caminhou em direção ao seu carro, deixando Augusto sozinho com seus pensamentos.

E, pela primeira vez em muito tempo, ele se perguntou se aquele “vírus” realmente era uma fraqueza… ou a única salvação que ainda restava.

___

O carro de Thiago cortava as ruas iluminadas da Cidade Norte, os vidros baixos deixando entrar o vento fresco da noite. Emma estava ao lado, mãos entrelaçadas no colo, tentando parecer calma — mas o coração batia em ritmo acelerado.

— Você tá quieta demais. — Thiago comentou, lançando um olhar rápido de canto. — Tá arrependida de ter aceitado o convite?

Emma sorriu de leve, negando com a cabeça.

— Não, não. Só não sou boa com isso.

Ele riu baixo, a expressão descontraída contrastando com os olhos atentos.

— Isso? encontro? Eu ainda tô tentando entender como consegui convencer você a jantar comigo.

Ela desviou o olhar pela janela, sentindo as bochechas esquentarem.

Emma mordeu o lábio, séria.

— Isso não te impede de confiar de novo?

Ele a olhou por alguns segundos, e depois sorriu de canto.

— Não quando vale a pena arriscar.

O silêncio ficou carregado, as velas tremulando entre eles. Thiago estendeu a mão sobre a mesa, roçando de leve os dedos nos dela. Emma congelou, o estômago revirando, mas não recuou.

— Você me deixa… — ele murmurou, buscando as palavras. — curioso, Emma.

Ela tentou brincar para quebrar a tensão:

— Curioso se eu sei lidar com relatórios ou se sei escolher vinho?

Thiago riu baixo.

— Curioso sobre como é beijar você.

Emma perdeu o ar. Olhou para os lados, como se alguém pudesse ouvir, mas o restaurante estava em silêncio. Antes que respondesse, o garçom trouxe os pratos, quebrando o momento.

Jantaram entre risos, Emma relaxando um pouco mais a cada taça de vinho. No fim, ele insistiu em levá-la até em casa. No carro, o clima voltou a pesar.

Parados diante do prédio dela, Thiago desligou o motor, mas não saiu. Apenas virou-se para ela.

— Emma… quero repetir isso. — disse, com firmeza. — Mas da próxima vez, sem desculpas de relatório.

O coração dela disparou. Sorriu tímida, abrindo a porta.

— Então… até a próxima.

Thiago a observou subir, o sorriso satisfeito no rosto. Ele sabia: aquela noite tinha sido só o começo.

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