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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 138

Missão de Amigas.

O dia correu sem grandes sobressaltos para Eloise. A manhã inteira mergulhada em relatórios, reuniões rápidas e ligações. Ao meio-dia, escapou até o hospital, onde almoçou ao lado do pai, ainda em recuperação. Era uma rotina que lhe trazia conforto, um jeito de renovar forças antes de voltar ao caos da Monteiro Corp.

Enquanto arrumava a bolsa para voltar ao escritório, o celular vibrou.

> Notificação: Nathalia criou um grupo

Nome: Meninas — só fofocas

Eloise riu ao ler a descrição.

— Essa não perde tempo. — murmurou.

Emma foi a primeira a responder:

“Adorooooo 😂✨”

Eloise digitou rápido:

“Vocês duas ainda vão acabar com meu juízo kkkk”

O dia correu até o fim em ritmo intenso. Às 17h, Eloise saiu às pressas, despedindo-se das colegas de trabalho com um sorriso apressado. Uma missão secreta a aguardava.

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Na saída, seus olhos cruzaram com uma cena inesperada: Sofia, a doce atendente da cafeteria, estava sentada na escadaria próxima ao prédio, o rosto escondido entre as mãos.

— Sofia? — Eloise se aproximou, preocupada. — O que houve?

A jovem ergueu os olhos marejados, fungando.

— Tirei nota baixa… — murmurou, a voz trêmula. — E tô com medo de contar pros meus pais. Eles… eles sempre esperam tanto de mim.

Eloise se sentou ao lado dela, passando um braço pelos ombros.

— Ei… — disse, em tom doce. — Uma nota não define você. Errar faz parte.

Sofia balançou a cabeça, nervosa.

— Mas eles vão ficar decepcionados. Eu sempre fui a “certinha”… a que tira boas notas, a que não dá trabalho. E se eu falhar agora?

Eloise suspirou fundo, sentindo a dor dela como se fosse sua.

— Eu vejo você todos os dias se esforçando, Sofia. — disse, com firmeza. — Você é dedicada, responsável, sempre corre atrás. Essa perfeição que você acha que precisa ter… não existe. É só um peso que você mesma colocou nos ombros.

Sofia enxugou as lágrimas com pressa, mas sua voz ainda tremia:

— É que… parece que nunca é suficiente.

— Talvez valha a pena conversar com seus pais sobre isso. — Eloise sugeriu com suavidade. — Às vezes, a gente acha que a cobrança vem deles… mas, na verdade, vem da nossa própria cabeça. Você não precisa ser perfeita para ser amada.

Os olhos da jovem marejaram outra vez, mas havia um brilho diferente agora, um alívio tímido diante das palavras.

— Você acha mesmo? — perguntou, como quem precisava de confirmação.

Eloise sorriu, acariciando os cabelos dela com carinho.

— Tenho certeza.

Houve um momento de silêncio, em que as duas apenas respiraram juntas. Então, Eloise respirou fundo e tentou mudar o clima, apertando de leve o ombro da menina, com um sorriso cúmplice.

— Agora… — disse, levantando-se e estendendo a mão para ela. — Vem comigo. Eu sei exatamente como animar a sua noite.

Sofia franziu o cenho, confusa:

— Como assim?

— Confia. — Eloise riu baixinho. — Uma missão importante está a caminho.

Pegou o celular e digitou para Nathalia:

“Quase chegando. Tô levando a Sofia. Chegar explico.”

A resposta veio em segundos:

“Reforço são bem-vindos kkkkk”

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Minutos depois, Emma chegou ao prédio quando parou, surpresa: Eloise, Nathalia e Sofia estavam juntas, rindo, ainda na entrada.

— Meninas?! — Emma arregalou os olhos. — O que vocês estão fazendo aqui?

Nathalia ergueu o queixo, dramática como sempre:

— Missão enlouquecer Thiago.

Emma levou a mão à testa, incrédula.

— Vocês são loucas. — mas não conteve a risada.

Todas riram juntas, a gargalhada ecoando pelo hall.

Emma arregalou os olhos.

— Vermelho? Não é demais?

— Demais é ir de calça social. — Nathalia rebateu, rindo. — Esse vestido é a medida certa entre “sou séria” e “vou acabar com a sua paz, Thiago”.

Todas caíram na gargalhada.

Ela respirou fundo, foi até o quarto e voltou alguns minutos depois.

Emma com passos lentos, os saltos ecoando pelo piso. O vestido vermelho abraçava suas curvas no ponto certo, o cabelo em ondas reluzia sob a luz amarela da sala, e a maquiagem realçava cada traço do rosto.

As três ficaram em silêncio por alguns segundos, boquiabertas.

— Meu Deus… — Eloise murmurou, abrindo a boca. — Que gata!

— Arrasou. — completou Nathalia, batendo palmas como quem via um desfile de moda.

Sofia, tímida, mas com os olhos brilhando, deixou escapar em um sussurro admirado:

— Ele vai pirar.

Emma corou, mas o sorriso era impossível de esconder.

— Vocês são malucas… mas obrigada. — murmurou. — Sem vocês eu nunca teria coragem.

As quatro se entreolharam e em um brinde todas falaram.

— Missão “enlouquecer Thiago”: concluída.

Nathalia, então, ergueu um dedo em alerta, com a cara mais séria que conseguiu fazer:

— Pode flertar à vontade, mas segura essas pernas bem fechadas, ouviu?

A sala explodiu em gargalhadas. Emma jogou uma almofada nela, Eloise riu até chorar, e até Sofia, a mais tímida, quase caiu da cadeira de tanto rir.

Por alguns minutos, eram apenas quatro amigas, cúmplices, rindo de tudo e de nada.

As risadas que preenchia o apartamento e faziam elas esquecer o mundo lá fora — cheio de intrigas, segredos e dores — isso tudo parecia distante demais para atrapalhar.

Minutos depois, Emma saiu do apartamento com a bolsa no ombro e o coração acelerado. As três a acompanharam até a porta.

— Vai lá, mulher! — Nathalia incentivou. — E lembra: se der ruim, manda sinal de fumaça que a gente invade o restaurante.

Emma deu uma última risada, fez um tchau nervoso e desapareceu entrando em um carro.

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