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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 145

Jogada Arriscada.

Eloise chegou no Halls de entrada do andar do RH. Caminhando no corredor os olhares a seguiam como lâminas: alguns disfarçavam, outros encaravam sem pudor. O murmúrio das fofocas parecia crescer a cada passo, como uma onda prestes a engolir.

Emma a viu e quase deixou cair os papéis que segurava.

— Eloise? O que você tá fazendo aqui? — perguntou, a voz carregada de surpresa e nervosismo.

— Recebi um e-mail do RH. — explicou, erguendo o celular para mostrar. — Disseram que eu precisava resolver umas pendências de documentação.

Emma arregalou os olhos, balançando a cabeça.

— Amiga… não é um bom dia pra você estar aqui. — murmurou, baixando a voz.

Mal terminou a frase e uma voz alta, carregada de desprezo, ecoou do fundo da sala.

— Olhem só! — um funcionário apontou, atraindo atenção. — Essa não é a secretária que tentou dar o golpe no senhor Augusto? Quando não conseguiu, foi lá e vendeu o projeto milionário!

O burburinho explodiu. Outro se ergueu, gesticulando.

— Eu ouvi dizer que a empresa vai ter que cortar funcionários por causa dela!

As vozes se sobrepunham, cada frase mais cruel que a outra:

— Vendeu por migalhas…

— Traiu a confiança da Monteiro…

— E ainda tem coragem de aparecer aqui?

O corredor virou um campo de batalha, todos contra uma. Eloise respirou fundo, mas sentiu o coração disparar. O ar parecia rarefeito, o chão fugia sob os pés.

Emma tentou intervir, mas o alvoroço já era maior do que qualquer defesa.

O burburinho aumentava como fogo em palha seca. Eloise tentava se manter firme, mas cada cochicho, cada olhar acusatório parecia arrancar um pedaço de sua dignidade.

Emma segurou o braço dela com força.

— Ignora, Eloise. Não dá corda.

Mas o corredor já era um tribunal.

___

No último andar, a atmosfera era outra. Augusto e Thiago estavam trancados na sala de reuniões, documentos espalhados sobre a mesa, a tensão densa no ar.

Thiago esfregava a testa, cansado.

— Se esses acessos forem confirmados, temos um traidor dentro da empresa.

Augusto não respondeu. Apenas folheava a pasta entregue por Pedro mais cedo, cada página aumentando a sombra em seus olhos.

A porta se abriu devagar. Melissa entrou, elegante, o batom vermelho intacto, mas a voz carregava falsa urgência:

— Senhor Monteiro… — ela pausou de propósito, dramatizando. — Há uma confusão no andar de baixo. É sobre a… sua secretária.

Thiago ergueu a cabeça de imediato.

— Eloise? O que aconteceu?

Melissa fez uma pausa calculada, saboreando o momento.

— Os funcionários estão em alvoroço. Aparentemente… descobriram que ela vendeu o projeto. É o burburinho que correu na empresa hoje.

A caneta que estava nas mãos de Augusto partiu-se em dois. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

___

Mas ninguém escutava. As risadas irônicas e os cochichos eram mais altos.

E então, o ding metálico do elevador cortou o ar.

As portas se abriram, e os passos largos de Augusto Monteiro ecoaram pelo corredor. Thiago e Nathalia vieram logo atrás, mas não foi preciso: a simples presença dele bastou.

Como um comando silencioso, todos se calaram. Os olhares se voltaram para ele. A postura ereta, o terno impecável, a aura imponente. O CEO havia chegado.

E o silêncio que se instalou foi mais ensurdecedor do que todo o caos que antecedeu.

O silêncio pesava, até que a voz grave de Augusto cortou o ar.

— O que está acontecendo aqui?

Um dos funcionários mais antigos — conhecido por bajular chefes e ser sempre o primeiro a falar alto — se adiantou. O suor brilhava em sua testa, mas o tom foi seguro, quase triunfante.

— Senhor Monteiro… nós descobrimos acessos suspeitos no sistema. Houve e-mails enviados, dados compartilhados. — ergueu um papel teatral, como se segurasse uma prova irrefutável. — Tudo ligava a conta dessa mulherzinha. Pedro ficou responsável por lhe entregar as provas.

O acusador terminou a fala, o dedo em riste apontando para ela.

Eloise sentiu as pernas tremerem. O silêncio pesou.

Então, Augusto ergueu lentamente os olhos verdes para ela. O olhar que antes a fazia sentir-se segura agora a atravessava como gelo.

E naquele instante, Eloise percebeu: o pior ainda estava por vir.

Pedro, pálido, estava ao lado, segurando uma pasta.

— O relatório…Que eu entreguei — murmurou, com a voz quase falhando.

O bajulador aproveitou a hesitação dele e avançou ainda mais, apontando diretamente para Eloise:

— Sabemos que foi ela. Vendeu o seu projeto, senhor Monteiro. Ajudou a concorrência a colocar milhões no bolso! Traidora!

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