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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 149

Início do Caos.

Cláudia caminhava de um lado para o outro na sala de Augusto, os saltos ecoando no mármore com a mesma firmeza de sua voz.

— Neste exato momento, o caos vai começar. — disse, com a calma de quem já previu cada movimento. — Dei ordem para deslocarem toda a equipe da TI para o andar do Marketing. Essa vai ser sua cobertura, Augusto.

Antes que ela pudesse concluir, o telefone em cima da mesa vibrou, o som grave do toque ecoando na sala.

Augusto o pegou de pronto, sem demonstrar surpresa.

— Diga. — sua voz saiu firme, metálica.

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Enquanto isso, no andar de Tecnologia, o inferno se instalava.

O primeiro estalo ecoou pelo teto, metálico, como um aviso. Em seguida, o rompimento seco de um cano fez a água jorrar com força descomunal. Em segundos, o piso liso virou um rio raso. As sirenes dispararam, estridentes, enchendo o ar com o som cortante de emergência.

Corredores inteiros começaram a encharcar. A água caía em cascatas pelas lâmpadas, respingava nas paredes e escorria pelos fios, criando faíscas que faiscavam como pequenas explosões. O cheiro de queimado começou a se misturar ao de mofo e ferrugem.

— Rápido! — um funcionário gritou, puxando a colega pelo braço. — Deixem os cabos, deixem as máquinas!

Alguns saíam correndo apenas com a bolsa ou uma pasta debaixo do braço. Outros ainda tentavam salvar caixas de documentos, tropeçando no piso escorregadio. O caos era absoluto: saltos batendo, gritos, celulares caindo na água.

Lucas surgiu entre a multidão, o rosto sério, encharcado até os joelhos. Segurava o notebook contra o peito, o celular já protegido na outra mão. No caminho, encontrou um colega desesperado, carregando uma pilha de pastas amarradas com correntes, como se cada documento fosse vital.

— Larga isso! — Lucas gritou, a água já batendo nos tornozelos. — Não tem como levar, vamos!

— Mas são os arquivos…! — o rapaz protestou, os olhos arregalados de desespero.

Lucas agarrou o braço dele com força.

— Deixa tudo, se perdermos tempo, vamos afundar aqui dentro. Vamos!

O som de mais um cano estourando ecoou, seguido pelo jato violento que caiu como uma tempestade em pleno corredor. O rapaz hesitou, mas a pressão de Lucas o fez soltar as pastas, que foram levadas pela enxurrada como folhas de papel sem valor.

Os dois correram juntos, os pés espirrando água a cada passo, até alcançarem a saída de emergência. Atrás deles, o caos ainda rugia: sirenes, estalos, gritos. Mas eles sabiam — se tivessem demorado mais alguns segundos, não teriam saído a tempo.

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O barulho das sirenes ainda ecoava, mesmo distante. Funcionários molhados, desesperados, desciam em ondas pelas escadas de emergência. O caos se espalhava como fogo fora de controle.

No alto, na sala ampla de vidro, Augusto mantinha o telefone colado à orelha. Ouvia apenas a respiração ofegante do outro lado da linha e o som abafado da evacuação.

— Senhor, teve um problema. — disse a voz do contato. — O andar de TI está inoperante. Todo o sistema entrou em colapso.

Augusto fechou os olhos por um instante, a tensão marcada nos punhos cerrados.

Nathalia e Emma saíam apressadas da Monteiro Corp quando uma voz as fez parar.

— Oi, meninas. — Lucas apareceu de súbito, ajeitando os óculos. — Desculpem, atrapalhar, vi que estão com pressa.

Nathalia cruzou os braços, o semblante sério.

— Fala logo, Lucas.

Ele respirou fundo, hesitante.

— Fiquei preocupado com a Eloise… mas acho que não é o momento de ir vê-la. Então… pensei em mandar um bolo. — estendeu uma sacola com certo constrangimento. — Vocês poderiam entregar por mim?

Emma trocou um olhar rápido com Nathalia antes de aceitar a sacola.

— Tudo bem, Lucas. A gente entrega.

O alívio estampou-se no rosto dele.

— Obrigado, meninas. — sorriu breve, já se afastando. — Tchau. Não quero atrapalhar mais vocês.

Enquanto ele seguia na direção contrária, Emma apertou a sacola na mão. Nathalia, porém, manteve o olhar desconfiado, sem dizer nada.

Algo no gesto de Lucas parecia doce demais para aquele momento. E Nathalia, que conhecia bem os jogos dentro da Monteiro Corp, não acreditava em coincidências

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