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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 152

Entre Risos e Sushi

O apartamento de Nathalia estava cheio de almofadas, pijamas coloridos e o som baixo de uma playlist animada. Eloise, ainda sensível, começava a relaxar no meio das amigas, quando o celular de Emma vibrou sobre a mesa.

— Olha o retrovisor aí! — Nathalia se adiantou, pegando o aparelho antes que Emma pudesse. O nome piscava na tela: Thiago. — Hmmmm, eu shipo! — cantarolou, rindo.

— Eu também acho vocês um casal fofo. — Sofia completou, mordendo um pedaço de chocolate.

Emma arrancou o celular da mão de Nathalia, vermelha.

— Ih, ih! Silêncio, suas fofoqueiras. Deixa eu atender!

Atendeu com a voz tentando soar neutra:

— Oi, boa noite.

Do outro lado, a voz grave e suave de Thiago:

— Oi, Emma… tudo bem?

— Tudo sim, e você?

— Melhor agora. — ele sorriu, a voz denunciando. — Queria saber se você topava sair pra comer alguma coisa comigo hoje.

Emma respirou fundo, o coração acelerado, mas manteve o tom firme:

— Hoje não dá, Thiago. É noite das meninas… combinamos uma festa do pijama. Me desculpa.

Houve um breve silêncio, antes dele responder:

— Tudo bem, eu entendo. Não vou competir com as meninas. — e então, num tom casual — Onde vocês estão?

— No apê da Nathalia. — respondeu sem pensar. — Por quê?

— Nada não. Só curiosidade. — disfarçou rápido. — Beijo, Emma. Se cuida. E beijos pras meninas também.

Ela sorriu sem querer.

— Boa noite, Thiago.

Antes de desligar, a voz dele veio mais baixa, carregada de intenção:

— Mas o seu beijo… é diferente.

A ligação caiu. Emma ficou paralisada por um segundo.

Foi o suficiente para as amigas explodirem em euforia:

— AAAAAA! — Nathalia gritou, batendo palmas. — Isso foi uma indireta de amor, minha filha!

— Você devia ter aceitado! — Eloise disse, ainda com os olhos brilhando de emoção. — Ele tá na sua, Emma!

— E tá muito na sua. — Sofia acrescentou. — Eu já até ouvi os sinos de casamento.

Emma escondeu o rosto com as mãos, rindo nervosa.

— Vocês não existem…

— Existe sim! — Nathalia riu, já abraçando Emma pelos ombros. — E chama Thiago Albuquerque!

O clima leve tomou conta da sala, com risos e provocações.

Trinta minutos depois, o interfone tocou. As quatro se entreolharam. Nathalia foi até o aparelho, desconfiada.

— Alô? … Como assim entrega pra mim? Tá bom, pode subir.

Minutos depois, Nathalia entrou no apartamento carregada de sacolas. Os olhos dela brilharam, e um sorriso maroto surgiu.

— Meninas… Thiago arrasou! Sushi e pizza pra nossa noite de pijama!

Todas se levantaram rápido, surpresas. Eloise riu pela primeira vez de verdade no dia:

— Emma, você disse não, mas ele não aceitou!

Emma pegou a sacola maior e abriu. Entre caixas de sushi bem embaladas, um pequeno bilhete estava dobrado. Ela leu em silêncio, o coração acelerado:

“Você me disse que sushi ajudava a aliviar os dias ruins. Espero que aproveite com as meninas esta noite.

Beijo, Princesa.”

As mãos dela tremeram. As meninas olharam curiosas.

— O que tá escrito? — Sofia cutucou.

Emma sorriu sozinha, dobrando o bilhete com cuidado.

— Nada demais… — tentou despistar.

Nathalia arqueou a sobrancelha, desconfiada.

— Nada demais? Emmaaaa… esse homem tá se declarando em sashimi!

Todas riram alto, o clima leve preenchendo o apartamento. Pela primeira vez em dias, Eloise também gargalhou, contagiada pelo momento.

Naquela noite, entre pizza, sushi, chocolate e risadas, o peso parecia mais leve.

Ainda sonolenta, Nathalia apertou o botão.

— Pode deixar subir, obrigada. Depois levo café da manhã pro senhor também.

— Agradeço, senhora. — o porteiro respondeu antes de desligar.

Nathalia deu um pulo, animada.

— Emma, minha filha, o Thiago tá gamadão! — cantarolou.

As meninas caíram na gargalhada.

— Madrinhas, Eloise! — Sofia vibrou, teatral, como se já estivesse em um altar. — Isso é super romântico.

Emma revirou os olhos, rindo e corando.

— Vocês exageram, ele só quis ser atencioso…

— Atencioso nada, exagerado sim. — Nathalia retrucou, divertida. — Mas eu amei!

As brincadeiras continuaram até que a campainha tocou. As quatro se entreolharam antes de Nathalia ir abrir.

Na porta, dois homens altos, musculosos, boné cobrindo parte do rosto, camisas de manga comprida e máscaras cobrindo a boca. Cada um segurava uma cesta farta e várias sacolas.

— Entrega para a senhora Nathalia. — disse um deles, a voz grave.

Nathalia agradeceu e fez sinal para entrarem.

Eloise, porém, congelou. Um dos entregadores ergueu os olhos para ela e sustentou o olhar fundo demais. O castanho diferente daqueles olhos trazia algo inquietante… era como se já o tivesse visto antes. Mas, ao mesmo tempo, havia algo de perigoso ali, que a fez gelar por dentro.

O outro, enquanto entregava as sacolas, ficou encarando Sofia. A menina corou na mesma hora, desviando o olhar.

Por alguns segundos, o clima ficou pesado. Um silêncio tenso pairou no ar.

Nathalia, desconfortável, limpou a garganta.

— Obrigada, rapazes. Podem deixar aí.

Assim que eles se retiraram e a porta se fechou, Nathalia falou, rindo nervosa:

— Gente, que foi isso? Estranho demais.

As quatro se reuniram em volta das cestas. O cheiro de café fresco, pães, frutas e doces logo se espalhou pela sala. Mas o que fez o coração de Eloise disparar foi o bilhete preso a uma das alças.

“Café é sua refeição favorita. Aproveita. — Do seu Ogro.”

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