Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 155

O Preço da Jaula

As fotos não demoraram a chegar ao destino.

No celular de Augusto, a tela acendeu, revelando uma sequência de imagens que incendiaram seu sangue.

Eloise… com Lucas.

Rindo. Comendo.

Aceitando o guardanapo dele, provando sua sobremesa, os olhos suavizados como se aquele fosse um jantar íntimo.

A mandíbula de Augusto se contraiu com tanta força que chegou a doer.

Uma fera. Era isso que ele se tornava só de olhar.

O whisky em sua mão tremeu, a vontade era esmagar o copo contra a parede.

Mas, por dentro, algo o segurou.

A lembrança dela, no corredor, as lágrimas rolando enquanto ele a destruía com as próprias mãos.

E, junto, o peso da promessa silenciosa que fizera a si mesmo: no momento certo, ouviria a versão dela. A verdadeira.

Porque toda história tinha dois lados.

E a de Eloise, ele precisava escutar dos lábios dela.

Respirou fundo, o olhar verde faiscando.

A raiva continuava latejando, mas junto dela crescia uma determinação ainda mais perigosa:

descobrir quem havia armado o cenário perfeito para separá-los de vez.

___

Naquela madrugada, mais surpresas estavam prestes a se revelar.

Um Mercedes-Benz preto, blindado, estava estacionado discretamente na lateral de um hotel cinco estrelas. O motor desligado, mas as luzes internas permaneciam acesas, iluminando o rosto de um homem de presença imponente.

Ele ajustou os punhos da camisa branca, simples, mas impecável. No painel, uma garrafa de vinho fechada refletia o brilho dos postes da rua. Pegou o celular, discou um número e esperou.

Do outro lado da linha, a voz de Carla ecoou, carregada de surpresa:

— Senhor Antônio… não esperava a sua ligação.

A resposta veio seca, metálica:

— O que foi fazer em minha casa hoje?

Carla se sobressaltou, mas tentou disfarçar:

— Nada demais. Uma conversa com sua esposa. O senhor sabe… assuntos de casa. Ela sempre deixa tudo em ordem.

— Não me faça de idiota, Carla. — a voz de Antônio cortou, fria. — Sei exatamente o que você tem em mãos.

O silêncio pesou. Carla tragou o ar antes de responder:

— E o que exatamente você acha que eu tenho?

Antônio inclinou-se para frente, os olhos fixos na noite além do vidro.

— Você acha que pode usar minha esposa como moeda de troca para casar sua filha com meu filho? Eu conheço suas jogadas, Carla. Sempre quis o poder. E agora acha que encontrou a brecha.

Carla riu baixo, mas a tensão era nítida:

— Eu não trabalho com suposições, senhor Antônio. Eu trabalho com fatos. E os fatos… não favorecem a sua senhora perfeita.

— Eu não ligo para a reputação da Márcia. — ele retrucou, ríspido. — Se esse escândalo vier à tona, não terei nada a perder.

— Foi ele quem me procurou... assuntos antigos, nada mais.

Antônio riu baixo, um som que gelava.

— Nada mais? — repetiu, aproximando-se até a respiração dele bater contra o rosto dela. — Você acha que eu não sei quem é você, Márcia? Acha que eu não conheço cada podridão que tenta esconder?

Ela ergueu o queixo, tentando sustentar a pose.

— Eu sei me cuidar, Antônio. Não preciso da sua permissão.

Foi a faísca. Num movimento brusco, ele arrancou a taça da mão dela e a atirou contra a parede. O cristal se espatifou, o vinho escorrendo como sangue pelo mármore branco.

— Você é minha esposa! — rugiu. — E vai obedecer.

Márcia ofegou, os olhos marejando de fúria e humilhação. O tapa veio rápido, estalando no ar, seguido por outro empurrão que a fez cair sobre o sofá.

— Achou que podia me fazer de idiota. — ele cuspiu as palavras, as mãos tremendo de raiva. — Mas não se esqueça: desde o dia em que se casou comigo, não foi você quem me prendeu. Foi eu quem acorrentou você.

Ela tentou se recompor, mas a voz falhou.

— Você… você é um monstro.

Antônio se inclinou sobre ela, o rosto a centímetros do dela.

— E você achou que podia manipular um monstro. — sussurrou, cruel. — Você se deitou na cama que preparou, Márcia.

Os olhos dela ardiam de ódio, mas também de impotência. No fundo, sabia que estava presa. Sempre estivera.

Antônio se afastou por fim, ajeitando o paletó como se nada tivesse acontecido.

— Vou banhar, espero você na cama.

E saiu, deixando para trás o som do choro contido e o vinho escorrendo no mármore como cicatrizes impossíveis de apagar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário