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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 19

Capítulo 19 — Silêncio Antes do Incêndio

O vapor quente ainda pairava no ar quando Eloise enrolou a toalha no corpo e caminhou até o quarto. Os pés descalços contra o chão frio causaram um pequeno arrepio — não de frio, mas de realidade voltando a pressionar a pele.

Ao se aproximar da cama, ela parou.

Sobre os lençóis perfeitamente esticados, repousava uma camisa branca. Masculina. De algodão fino, dobrada com capricho e um certo cuidado silencioso. Era de Augusto.

Ela a tocou com delicadeza, quase com receio. Quando a ergueu, o cheiro dele veio com força — amadeirado, limpo, levemente cítrico. Intenso. Marcante. Aquele aroma que não se esquece. Que fica na pele, na memória, nos pensamentos proibidos.

Vestiu devagar.

A camisa deslizava sobre o corpo nu como um sussurro. Eloise abotoou apenas dois botões, deixando o tecido abrir delicadamente sobre as pernas e os ombros à mostra. Macia, leve... mas ao mesmo tempo carregada de significado.

Ela sabia que ele havia deixado ali.

Pensado nela.

No conforto dela.

E isso mexia mais do que deveria.

Aquela camisa não era só um gesto de gentileza. Era proximidade. Era intimidade não dita. Era ele, mesmo sem estar ali — envolvido em sua pele, em seu perfume, em sua noite.

E ela se permitiu sentir. Só por um instante.

Se permitiu imaginar se o toque dele seria tão preciso quanto o cheiro que agora invadia o seu ar.

Mas, junto com o tecido, vieram também as dúvidas. As dores. Os fantasmas.

Ela deitou. Mas o sono não veio.

Rolava de um lado para o outro, o cheiro dele impregnado no tecido, no travesseiro. Olhou o relógio: 2h da manhã.

Suspiro.

Levantou.

Com passos silenciosos, caminhou até a porta do quarto. Abriu devagar, como se o som pudesse traí-la. Seguiu pelo corredor até a cozinha. A luz da geladeira iluminou seu rosto quando abriu a porta e pegou a garrafa de água.

Foi então que a voz dele veio, grave, baixa, como um trovão ao longe:

Ou... ele estava perto demais.

Ao passar por ele, o ombro roçou no peito dele. O ar ficou denso. O silêncio... carregado.

Ela tentou manter o passo firme.

Mas Augusto não tentou.

Em um impulso contido por noites de tensão, ele segurou o braço dela — firme, mas cuidadoso.

Ela parou. Virou lentamente.

Os olhos dele estavam nela. E não havia mais silêncio.

Havia fogo.

Augusto a puxou pela cintura. O beijo veio como um vendaval — quente, urgente, faminto. Não havia mais máscaras. Nem controle. Apenas desejo acumulado. Um toque que gritava tudo o que os dois passaram noites fingindo não sentir.

Naquele instante, o mundo desapareceu. E só restaram os dois.

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