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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 199

Promessa e Provocação

O carro parou diante da casa sob o céu de fim de tarde.

O sol, já alaranjado, desenhava reflexos suaves nas janelas e fazia o jardim parecer ainda mais vivo.

Carlos desceu primeiro, com o cuidado de quem ainda se recuperava, e Cláudia logo o acompanhou, segurando uma das sacolas.

— Obrigado, Augusto. — disse Carlos, sincero. — Um dia você ainda vai jantar aqui conosco, sem essa pressa toda.

— É só marcar. — respondeu ele, com um meio sorriso. — Tenho certeza de que o strogonoff da casa é famoso.

Carlos riu. — Vou cobrar isso.

Cláudia trocou um olhar cúmplice com Augusto antes de seguir para dentro.

— Venha mesmo, Augusto. — disse ela, piscando discretamente. — E você, Eloise, trate de descansar um pouco.

Assim que o portão se fechou atrás deles, o ar pareceu mudar.

Silêncio, brisa suave, e uma tensão que já se tornara familiar.

Eloise virou-se para ele, ainda sorrindo. — Obrigada por tudo. De verdade. Você não precisava ter vindo.

Augusto deu um passo à frente, o olhar escurecendo.

— Não me agradeça. Só estou cumprindo meu papel de futuro marido.

Ela piscou, surpresa. — Augusto Monteiro...

Ele inclinou o rosto, a voz rouca e provocante.

— Senhorita Nogueira... aceite logo o destino.

Porque, cedo ou tarde, você vai ser Eloise Monteiro.

Antes que ela pudesse reagir, ele envolveu sua cintura, puxando-a devagar contra o próprio corpo.

O gesto foi firme, mas cheio de controle — como se cada movimento fosse ensaiado.

O perfume dele a envolveu; o calor da proximidade, também.

Eloise tentou dizer algo, mas o ar parecia ter desaparecido dos pulmões.

Augusto aproximou o rosto, o hálito quente roçando-lhe a pele.

— Sinto sua falta. — murmurou, quase num sussurro.

A voz grave vibrava contra o pescoço dela, e a respiração acelerou — não apenas a dela.

Por um instante, o tempo parou.

O toque dele dizia tudo o que as palavras não podiam.

Depois, Augusto roçou os lábios na curva do pescoço dela, subindo até a bochecha.

Um beijo leve, mas que incendiou tudo por dentro.

— Cuide-se, amor. — disse, enfim, com o tom sereno de quem sabe o poder que tem.

Augusto se afastou e Eloise ficou parada, o coração descompassado, sem saber se respirava ou sorria.

Ele entrou no carro, ligou o motor e, antes de partir, abaixou o vidro.

— Ah… — disse, olhando diretamente pra ela. — Não precisa voltar ao trabalho hoje. Já falei com o Heitor. Está tudo resolvido.

— O quê? Mas... — tentou argumentar, mas o carro já se afastava, deixando apenas o eco suave do motor e um perfume amadeirado no ar.

Eloise suspirou, encostando-se ao portão.

O coração batia rápido demais.

Nem sabia explicar o que estava sentindo — só que, de algum modo, Augusto Monteiro sempre encontrava um jeito de deixá-la em chamas… mesmo quando dizia apenas boa noite.

___

Não era só na casa de Eloise que o fogo ganhava forma.

Em outro canto da cidade, o calor também nascia — discreto, silencioso, mas prestes a consumir tudo.

A tarde caía quando Thomas estacionou a caminhonete diante do prédio.

O portão se abriu devagar, e Sofia, sentada ao lado dele, sentiu o coração bater um pouco mais rápido — talvez por nervosismo, talvez por algo que nem ela entendia direito.

Ele riu, achando a reação dela absurdamente encantadora, som grave e contido e antes que ela pudesse reagir, o espaço entre os dois desapareceu.

O ar entre eles se condensou. O perfume de Sofia, misturado ao calor do corpo dele e ao suor sutil da viagem e da antecipação, inebriou-o. O desejo que ele sentia por ela não era novidade, mas ali, naquele quarto silencioso, parecia explodir em mil fagulhas.

Sem quebrar o contato visual, Thomas trouxe o rosto para perto do dela. O primeiro beijo foi lento, hesitante, uma promessa. Ele aprofundou o toque, o ritmo se intensificou, tornando-se mais urgente, mais faminto. Thomas se aproximou ainda mais, eliminando qualquer espaço entre seus corpos, a mão dele pousando na cintura dela, apertando-a contra si.

O calor que emanava dele incendiou Sofia, que sentiu o corpo inteiro estremecer em resposta. A entrega era mútua.

Guiados por um desejo mudo, Thomas foi caminhando, recuando lentamente, ainda beijando Sofia, em direção à cama. Seus lábios se separaram apenas quando as pernas dela tocaram o colchão.

Antes de deitá-la, Thomas sussurrou em seu ouvido, a voz grave e controlada, uma última chance de recuo, um respeito que ela valorizava mais do que tudo:

— Se em algum momento quiser parar… é só dizer, ruivinha.

Sofia apenas balançou a cabeça, os olhos fechados, a respiração ofegante. Não havia mais volta, nem desejo de ter.

Com uma delicadeza que contrastava com a intensidade do seu desejo, Thomas a jogou suavemente na cama e se colocou entre as pernas dela. Começou a beijar a pele macia do pescoço, descendo para o colo, explorando a clavícula com a língua e os lábios.

Ele agarrou ambas as mãos dela, levando-as para cima da cabeça, onde as segurou firmemente com uma mão apenas. Thomas a olhou profundamente nos olhos, uma conexão intensa de dar vertigem, antes de beijá-la novamente. Com a mão livre, apertou o seio de Sofia por cima da roupa. O choque e o prazer a fizeram arquear-se na cama, um gemido abafado morrendo na boca dele.

E naquele instante, ela entendeu que não havia mais volta.

Já estava totalmente rendida — ao toque, ao olhar, ao perigo doce de sentir demais.

Mas o destino, caprichoso como sempre, decidiu lembrar que o mundo ainda existia.

O celular de Thomas vibrou sobre a cômoda — insistente, quase cruel, rasgando o silêncio como uma lâmina.

Primeiro uma vez. Depois outra. E mais uma.

Ele suspirou, encostando a testa na dela por um breve segundo.

— Parece que até o universo tá com ciúmes da gente. — murmurou, rouco.

Sofia soltou um riso nervoso, o coração ainda em disparada.

Thomas estendeu a mão e pegou o celular, o olhar mudando assim que viu o nome piscando na tela.

O clima mudou.

A respiração ainda presa no ar, o calor ainda nos corpos — mas o mundo, de repente, lembrava que existia lá fora.

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