Interrupções e Convites
O som insistente do celular continuava ecoando no quarto.
Thomas olhou o nome piscando na tela, respirou fundo e atendeu.
— Bem que o Augusto falou que o seu apelido é empata, Thiago. — resmungou, a voz ainda rouca.
Do outro lado, o riso veio alto e sem culpa.
— Empata? Eu? — fingiu indignação. — Não tenho culpa se você nunca desliga o telefone, parceiro.
Sofia, ainda deitada, cobriu o rosto com as mãos, rindo baixinho.
Thomas balançou a cabeça, entre irritado e divertido.
— Fala logo o que você quer, antes que eu te bloqueie. — disse, tentando disfarçar o sorriso.
— Querer, não. Precisar. — respondeu Thiago, rindo. — Sei que você tá de folga, mas não vai escapar do trabalho hoje. A gente precisa de ajuda pra uma coisa importante.
Thomas suspirou alto, apoiando a mão na cintura.
— Augusto arruma os problemas e sobra pra mim.
— Para de drama, detetive. — provocou Thiago. — E aproveita que tá acompanhado. Pode trazer a dona Sofia também, toda ajuda é bem-vinda.
Thomas arqueou a sobrancelha, olhando pra ela.
Sofia, ainda meio sem jeito, perguntou em voz baixa:
— Eu?
— É, você mesmo. — respondeu ele, com um meio sorriso. — Parece que você foi oficialmente recrutada pra missão Monteiro.
Thiago riu do outro lado.
— Perfeito. Aí sim o dia promete. Vejo vocês em uma hora.
A ligação se encerrou, e por um instante o silêncio voltou a dominar o quarto.
Thomas guardou o celular e olhou para Sofia, que ainda o observava, confusa e curiosa.
— Missão Monteiro? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.
Thomas apenas sorriu, pegando a jaqueta e estendendo a mão pra ela.
— Veste algo confortável, ruivinha.
Hoje, o dia vai ser longo.
___
Eloise entrou em casa com o coração leve.
Na cozinha, o cheiro de café fresco e risadas suaves preencheram o ar.
Parou na porta, sorrindo ao ver a cena:
Carlos e Cláudia lado a lado, rindo de algo bobo, os dois tão à vontade que pareciam um casal há anos.
Ela ficou ali por alguns segundos, observando, sem querer interromper aquele momento bonito.
Cláudia percebeu primeiro.
— Oh, querida… — disse, ajeitando o cabelo, meio sem graça. — Não ouvimos você entrar.
Eloise deu um passo à frente, o sorriso travesso já nos lábios.
— Fica à vontade, Cláudia. — disse, divertida. — O senhor Carlos Nogueira bem que podia assumir logo esse namoro, né?
Carlos se virou, fingindo indignação.
— Olha quem fala! A senhorita Eloise Nogueira, que não assume o próprio!
Eloise fingiu espanto. — O quê? Eu?
Cláudia riu, cruzando os braços.
— Quando é que você vai se desarmar, Eloise?
Augusto te ama, e você sabe disso.
Olha aí, fica toda bobinha só de ouvir o nome dele.
— Cláudia… — tentou protestar, corando.
— Sei que o que ele fez foi errado, nunca vou apoiar a atitude dele — continuou, serena. — Mas ele assumiu o erro e está tentando ser melhor. Isso já diz muita coisa.
Carlos assentiu, concordando.
— Ela tem razão, filha. Você está se fazendo sofrer por nada.
Eloise suspirou, balançando a cabeça e tentando disfarçar o sorriso que teimava em aparecer.
— Tá bom, advogados do Augusto Monteiro. Vou pensar, tá?
Mas agora, com licença, vou arrumar o quarto do meu pai antes que alguém me case à força.
Os três riram juntos, e o clima leve preencheu a cozinha.
O dia correu rápido.
— Onde acha um homem desse, garota? — comentou Patrícia, com um suspiro teatral.
— Casa logo com esse homem, Elô. — disse outra, entre risadas. — Pra nós solteiras, o negócio tá difícil!
O setor inteiro caiu na gargalhada.
Eloise tentou disfarçar o rubor nas bochechas, mas era impossível.
O perfume das flores já dominava o ambiente — doce, leve, impossível de ignorar,
como se o amor dele tivesse encontrado um jeito de estar ali, mesmo à distância.
---
Quando o relógio marcou 17h, Eloise começou a guardar as coisas.
O expediente chegava ao fim, e o sorriso dela aparecia toda vez que olhava o jarro lindo em sua mesa.
O celular vibrou com uma notificação do grupo das meninas:
Emma:
> “Amanhã vocês vão fazer o quê?”
Nathalia:
> “Queria pegar um sol, meninas. Preciso de cor urgente!”
Sofia:
> “Sem compromisso nenhum, tô dentro do que vocês combinarem. Só me digam onde e quando.”
Eloise digitou, confusa:
> “Amanhã ainda é quinta, esqueceram?”
Emma:
> “Sua louca, amanhã é feriado!”
Nathalia:
> “Aniversário da cidade, bebê!”
O grupo explodiu em emojis e risadas.
No fim, o plano ficou decidido: sol, piscina e risadas.
Nenhuma delas sabia que, enquanto faziam planos simples, o destino já preparava algo bem maior.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...