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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 201

Convite Inesperado

O sol já se punha atrás dos prédios altos quando Eloise saiu do edifício da VisionLab.

O ar fresco do fim de tarde carregava o cheiro da cidade — mistura de café, trânsito e flores vindas do jarro que ela ainda sentia nas mãos, mesmo de longe.

Mal deu dois passos na calçada quando uma voz conhecida a chamou:

— Eloise!

Ela se virou, surpresa.

— Lucas? — arqueou uma sobrancelha. — Não vai me dizer que é coincidência de novo?

Ele riu, coçando a nuca.

— Coincidência? Não dessa vez. — disse, sincero. — Vim te convidar pra jantar.

Eloise piscou, sem entender.

— Jantar?

— Isso mesmo. — respondeu ele, animado. — Abriu um restaurante italiano aqui perto. Eu pensei em te levar pra conhecer.

Ela hesitou.

— Ah, Lucas… não sei. Meu pai acabou de receber alta, eu devia ir pra casa.

— Eu sei. — interrompeu com um sorriso gentil. — Mas é só um jantar, nada demais.

Vi nas suas redes que você ama comida italiana, e esses donos são mesmo italianos. Prometo que você vai adorar.

Eloise cruzou os braços, avaliando.

— Lucas, eu… não quero que você entenda errado.

Ele ergueu as mãos, teatralmente.

— Eu entendo perfeitamente. É um jantar entre amigos.

Nada além disso. — disse, com um sorriso que tentava parecer inocente, mas havia algo mais nos olhos dele — admiração, curiosidade… e algo que Eloise preferiu não nomear.

Por dentro, a intuição dela gritava que não deveria aceitar.

Mas a forma como ele falava, o cuidado em lembrar do que ela gostava, e o esforço visível que teve em aparecer ali… tudo aquilo a fez hesitar.

Não queria ser grosseira.

Nem dar esperança.

Mas também não queria parecer ingrata.

Respirou fundo, rendendo-se ao meio-termo.

— Ok. Mas é jantar entre amigos, entendido?

E não posso demorar.

Lucas sorriu, vitorioso.

— Combinado. Prometo que te deixo em casa cedo.

Ele gesticulou para o carro estacionado logo à frente.

— Vem, o lugar é lindo. E tem um tiramisù que vai te fazer esquecer o nome Monteiro por uma noite.

Eloise riu, balançando a cabeça.

— Boa sorte tentando conseguir isso.

Enquanto o carro se afastava pela avenida iluminada, ela olhou pela janela e tentou ignorar o pressentimento estranho no peito.

Não era medo — era só… algo fora de lugar.

Mas, como sempre, Eloise preferiu acreditar que era apenas cansaço —

e não aquele tipo de pressentimento que avisa quando algo está prestes a mudar.

O destino, no entanto, sabia que não era.

O restaurante ficava em uma rua charmosa, de paralelepípedos e luzes amareladas, o tipo de lugar que parecia feito para histórias românticas — mas Eloise não se sentia parte de nenhuma delas naquela noite.

Lucas puxou a cadeira para ela, atencioso.

— Espero que goste do ambiente. — disse, sorrindo. — O chef é napolitano, veio direto da Itália.

Eloise sorriu de leve. — Parece ótimo.

O garçom trouxe o cardápio e, enquanto ela observava as opções, Lucas não disfarçava o olhar.

— Você parece feliz, sabia? — comentou, num tom suave. — Tem um brilho diferente nos olhos.

Ela o olhou rapidamente, tentando manter o tom neutro.

— É que meu pai tá bem, em casa . Acho que isso muda tudo.

— Imagino. — respondeu ele, sincero. — Família é tudo.

A conversa seguiu leve — viagens, culinária, lembranças de infância.

Mas, por dentro, Eloise se sentia um pouco deslocada.

Não havia nada errado, mas também nada certo.

Lucas era gentil, divertido até.

Mas toda vez que sorria, o rosto dela parecia procurar outro — o de Augusto.

Quando o garçom trouxe o tiramisù, ela riu.

— Está tentando me conquistar pela sobremesa?

— Não. — respondeu, com humor. — Só queria ver esse sorriso de novo.

Ela desviou o olhar, sentindo o desconforto subir como calor.

— É… obrigada, Lucas. Mas acho que preciso ir.

Ele tentou disfarçar a decepção.

— Claro. Eu te levo.

- Não precisa. De verdade, obrigado pelo jantar, a experiência foi agradável.

Eloise sorriu, educada, e não percebeu o olhar que ele lançou quando ela se levantou — aquele tipo de olhar que dura um segundo a mais do que deveria.

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Enquanto isso, do outro lado da cidade, Augusto Monteiro estava debruçado sobre a varanda do novo jardim.

O céu escurecia, e o perfume das flores recém-plantadas misturava-se ao cheiro da terra úmida.

Thiago chegou com duas taças de vinho.

— Nem pense nisso. Vai aproveitar o feriado com as meninas. Eu já tenho planos pro dia.

— Planos? — perguntou Eloise, fingindo desconfiança.

Ele sorriu. — Um café com o pessoal do bairro e uma caminhada leve. Nada demais.

— Aí sim, tio! — disse Nathalia, rindo. — Tá certíssimo!

Todas caíram na gargalhada.

Carlos levantou as mãos, em tom de brincadeira.

— Vão logo, antes que eu mude de ideia e invente uma lista de tarefas pra vocês!

— Sim, senhor! — respondeu Emma, fazendo continência.

E assim, entre risadas, toalhas coloridas e o som da caixa de som tocando no corredor, as quatro saíram animadas em direção à piscina.

O sol as acompanhava lá fora — e, por algumas horas, parecia que o mundo inteiro se resumia àquilo:

amizade, leveza e o gosto doce de estar viva.

O sol de outono ainda aquecia com doçura, misturando luz morna e um vento leve que fazia as folhas dançarem ao redor da piscina.

Era o tipo de dia que parecia ter sido feito sob medida para elas.

O quarteto chegou junto, colorido, confiante, risonho.

Os biquínis, cada um de um estilo, refletiam as personalidades — o clássico elegante de Eloise, o ousado de Nathalia, o delicado de Sofia e o vibrante de Emma.

Emma, sempre organizada, já tinha reservado uma das melhores mesas do clube, com guarda-sol, toalhas, drinks e uma bandeja de frutas cortadas.

— Aqui, minhas deusas. — anunciou, entregando um copo Drink pra cada uma. — Dia de sol, feriado e zero problemas permitidos.

Nathalia tirou os óculos e olhou em volta, avaliando o ambiente movimentado.

— Hm… não tinha dúvida que eles viriam. — comentou, divertida. — Achei até que demoraram demais.

Eloise riu. — Quem?

Antes que pudesse responder, quatro homens atravessaram o pátio do clube. Camisas abertas, risadas altas e olhares que iam direto para a mesa delas.

Emma balançou a cabeça, pegando um morango da bandeja.

— Esses homens estão parecendo cachorro atrás do dono.

Sofia mordeu o lábio, rindo. — Das donas, você quis dizer.

As quatro caíram na gargalhada.

O som ecoou leve, chamando ainda mais atenção — e de repente, metade da piscina parecia observar aquele grupo de mulheres que exalava liberdade e charme sem esforço algum.

— Aposto que eles vão tentar se aproximar antes da gente terminar o primeiro drink. — provocou Nathalia, colocando os óculos de volta.

— Eu aposto que a Emma vai ser a primeira a sorrir. — retrucou Sofia.

— Aposto que a Eloise vai fingir que não percebe. — completou Emma, com uma piscadela.

Eloise ergueu as mãos em rendição. — Eu? Nunca! Sou um anjo da prudência.

— Ah, claro — zombou Nathalia. — O anjo mais observado do clube.

Risos, brincadeiras e o som das taças tilintando.

O sol refletia na água, e o vento leve fazia o cenário parecer de filme — o tipo de tarde que a vida devia repetir em looping.

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