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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 204

Um Jantar de Casa Cheia

Os rapazes saíram logo depois, animados com a missão de buscar bebidas e sobremesas.

Thiago, é claro, transformou a tarefa em uma competição.

— Quem trouxer o melhor vinho ganha o título de “fornecedor oficial dos Nogueira”! — anunciou Thiago, batendo no volante.

Thomas riu. — E quem escolhe o vencedor?

— A Eloise, é claro. — respondeu Augusto, sem hesitar. — Ela tem bom gosto.

Heitor balançou a cabeça, divertido. — Tá ferrado, então.

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Quando voltaram, a mesa já estava posta e o cheiro irresistível de strogonoff tomava conta da casa.

O jantar começou em meio a risadas, conversas cruzadas e aquele tipo de confusão boa que só existe quando se está entre pessoas queridas.

— Heitor, me passa a salada aí. — pediu Thomas, estendendo o braço.

— Salada? — repetiu Heitor, fingindo espanto. — A gente tá comendo carne, arroz, batata palha… e você me pede salada?

— Equilíbrio, meu caro. — retrucou Thomas, rindo. — Aprendi com a Sofia.

Do outro lado da mesa, Emma levantou o copo. — Alguém quer vinho ou prefere refrigerante?

— Vinho pra mim. — disse Augusto, sem tirar os olhos de Eloise. — É noite de celebração.

Carlos sorriu, satisfeito ao ver a alegria se espalhar.

— Assim eu fico mal-acostumado. Casa cheia, mesa farta… e barulho de gente boa.

Thiago ergueu o garfo. — O melhor strogonoff que eu já comi na vida, seu Carlos. — disse com sinceridade. — E olha que eu sou exigente.

Carlos riu.

Augusto ergueu o copo num brinde discreto. — Meu sogro é um verdadeiro chef de cozinha.

Cláudia, divertida, deu uma risadinha. — Se continuar elogiando assim, vai sair daqui com marmita.

— É o mínimo que eu mereço. — provocou ele, arrancando risadas gerais.

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Depois do jantar, Cláudia e Eloise contaram com a ajuda de todos para recolher os pratos.

A cozinha virou um campo de guerra delicioso — copos, travessas, risadas e o aroma quente de café fresco.

Quando voltaram à sala, a mesa havia se transformado em uma vitrine tentadora: bolos, tortas, pudim e uma caixa inteira de doces artesanais que os rapazes tinham trazido.

Eloise olhou a cena e soltou uma risada, apoiando as mãos na cintura.

— Nossa, vocês são muito exagerados! — disse, balançando a cabeça. — Trouxeram sobremesa pra um mês inteiro.

— Prevenção, senhorita Nogueira. — respondeu Augusto, com fingida seriedade.

Cláudia serviu as xícaras, o aroma de café recém-passado se misturando à doçura das sobremesas.

A conversa seguiu leve, cheia de risadas e provocações.

Por um instante, ninguém lembrava de problemas, contratos ou rivalidades.

Era só isso:

Uma mesa farta, corações cheios e o tipo raro de paz que a vida oferece entre uma gargalhada e outra.

A sala havia ganhado vida.

Eloise se viu apenas observando — como se o tempo tivesse parado, congelado naquela cena simples e perfeita.

Nathalia ria alto, daquele jeito escandaloso que era a marca registrada dela.

Carlos, seu pai, sorria como ela nunca tinha visto antes — um sorriso leve, inteiro, de quem voltou a respirar com tranquilidade.

Ao lado dele, Cláudia o olhava com brilho nos olhos, um carinho silencioso que dizia tudo sem precisar de palavras.

Todos conversavam animados.

Thiago e Emma haviam se jogado no tapete, rindo entre uma piada e outra.

Sofia estava vermelha de tanto gargalhar, e até Thomas — sempre o mais sério — parecia diferente, à vontade, como se aquele lugar também fosse dele.

E então havia Augusto.

O CEO imponente, o homem acostumado a dominar salas e silenciar multidões, agora estava ali… de bermuda, chinelo e o cabelo bagunçado.

Rindo.

Solto.

Humano.

Eloise o observou em silêncio.

Sentiu o calor suave de um conforto raro — aquele que não precisa de explicação.

E foi nesse instante que ela entendeu.

Augusto Monteiro, com todos os seus defeitos e camadas, tinha derrubado as muralhas que ela tentava reconstruir depois da decepção.

Mas, no fundo, Eloise já sabia:

não havia mais por que fugir.

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Lucas reduziu a velocidade ao sair do estacionamento do clube.

À frente, reconheceu o carro das meninas — e, alguns metros atrás, o dos rapazes.

Franziu o cenho.

— O que vocês estão aprontando agora? — murmurou, seguindo-os a distância.

O trajeto terminou diante de uma casa que ele já conhecia bem.

— Eloise Nogueira! — anunciou, empolgado. — A senhora acaba de ser a sortuda do dia!

Ela piscou, confusa.

— Sortuda? Do que você tá falando?

Álvaro levantou um envelope branco, com o logotipo elegante de um spa de luxo.

— Parabéns, você ganhou o sorteio do mês! Um dia inteiro de relaxamento e cuidados no Spa Le Jardin.

Eloise arregalou os olhos. — Eu? Tem certeza? Nem sabia que estava participando de sorteio nenhum!

Álvaro riu, teatral. — Às vezes o universo conspira a favor, Nogueira.

O motorista vai te buscar ao meio-dia. Adianta o que for urgente e depois… deixa o resto para segunda.

Eloise ainda tentou argumentar, mas acabou sorrindo.

— Um dia de spa… por que não? — murmurou, indo até a mesa para terminar o que precisava.

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Enquanto isso, na MonteiroCorp, o clima era o oposto do relaxamento.

Augusto Monteiro estava prestes a incendiar o prédio inteiro com o olhar.

— Quero tudo perfeito! — disse, a voz cortante. — Perfeito, entenderam?

Thiago, encostado à porta, trocou um olhar cúmplice com Nathalia.

Ela entrou na sala com um copo de café e um suspiro cansado.

— Oh, querido… se continuar nesse ritmo, o pedido vai virar velório. O seu, para ser mais exata.

Augusto ergueu uma sobrancelha. — É assim que você acalma alguém, Nathalia?

— Sim. — respondeu ela, com doçura fingida, e completou, mais séria:

— Vai ser perfeito porque vai ser real. Porque vai ter vocês dois.

Se algo der errado, paciência — é o ciclo da vida, Augusto.

Você fez tudo como planejou, nós fizemos nossa parte.

Agora é com o universo. E desse, nem você pode cobrar perfeição.

Thiago levantou a taça de café, sorrindo. — Finalmente, alguém falou o que eu queria dizer.

Augusto respirou fundo, o semblante suavizando aos poucos.

— Obrigado, Nathalia. É isso.

Vai dar tudo certo…

E, se não der, tudo bem.

O importante é que, no fim, estaremos nós dois.

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