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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 206

O Teatro Era Só Uma Desculpa

O GPS anunciou a próxima curva com sua voz robótica e calma, como se nada de extraordinário estivesse prestes a acontecer.

Eloise olhou pela janela, confusa.

— Emma… — começou, franzindo o cenho. — Tem certeza de que esse é o caminho certo?

— Absoluta. — respondeu Emma, concentrada no volante. — O GPS mandou seguir em frente.

O carro virou para uma rua larga, ladeada por árvores antigas e portões elegantes.

Eloise reconheceu o bairro de imediato.

— Espera aí… isso aqui é um condomínio.

— Eu sei. — respondeu Emma, fingindo surpresa. — O endereço do teatro é esse. Vai entender, né?

Sofia deu um risinho nervoso. — É, bem… talvez o evento não seja no teatro, e a gente se enganou.

— Pode ser. — murmurou Nathalia, olhando em volta de forma teatral. — O bom é que estamos adiantadas.

O carro passou pela portaria, e o segurança abriu o portão com um sorriso discreto.

Eloise, intrigada, observou o visor do GPS piscando.

O destino final se aproximava.

Quando o carro parou diante da casa branca e ampla, ela arregalou os olhos.

— Oxi… — disse Emma, forçando a voz de surpresa. — Essa não é a casa que a gente amou dias atrás?

Nathalia desceu primeiro, olhando para os lados com uma expressão ensaiada de curiosidade.

— Estranho… muito estranho. — murmurou, tentando conter o riso.

A fachada clara da casa estava iluminada por pequenas luzes, e o jardim parecia brilhar com o reflexo dourado do pôr do sol.

Na lateral, uma passagem discreta atraía o olhar — e assim que elas posicionaram Eloise ali, o caminho se acendeu com pequenas luzes no chão, revelando uma trilha encantada.

Eloise parou, o coração acelerando.

O riso das amigas soava distante agora.

— Meninas… — murmurou, olhando ao redor. — O que tá acontecendo?

Mas, em vez de responder, elas correram — na direção oposta do corredor, contornando a casa e entrando pela porta principal, com risadas cúmplices ecoando no ar.

Eloise ficou ali, sozinha, na entrada do corredor iluminado.

O vento de outono soprou suave, e o coração dela batia depressa — como se quisesse avisar que algo estava prestes a mudar.

Respirou fundo e decidiu seguir o caminho de luzes.

Cada passo ecoava suave, e quanto mais avançava, mais o som dos violinos ao fundo ganhava forma.

Quando chegou ao final do corredor, o cenário diante dela tirou-lhe o ar.

Na varanda, sob o brilho suave das luzes e o perfume de flores frescas, estavam Heitor, Thomas, Thiago, as meninas, Cláudia e Carlos.

Todos sorrindo — como plateia de um conto de fadas prestes a se desenrolar diante dos próprios olhos.

E, ao fundo, o som delicado dos violinos se elevou, selando o início do momento que mudaria tudo.

O som dos violinos guiava cada passo de Eloise.

O corredor de luzes terminava em um jardim que parecia saído de um sonho.

Flores em tons de branco, lilás, amarelo e vermelhas se espalhavam ao redor, o perfume suave se misturava ao ar fresco do entardecer, e pequenas luzes pendiam entre as árvores, cintilando como vaga-lumes.

No centro, diante de tudo aquilo, estava ele.

Augusto Monteiro.

De terno azul-marinho, camisa branca impecável e o olhar sereno, ele parecia parte do cenário — ou talvez o motivo de ele existir.

O céu atrás dele tingia-se de dourado e violeta, e o último raio de sol da tarde pousava sobre seus ombros, como se o próprio universo quisesse emoldurar aquele instante.

Eloise parou a poucos passos, o coração disparado, sem conseguir disfarçar o espanto.

Por um momento, o tempo pareceu suspenso entre os dois — silêncio, emoção e respiração presa.

Augusto deu um passo à frente.

O som dos violinos ficou mais suave, quase um sussurro.

— Você chegou. — disse ele, a voz baixa, carregada de sentimento.

— Eu devia ter imaginado…

Eloise soltou um meio sorriso, ainda sem saber o que dizer.

— Que o teatro era só uma desculpa? — completou ele, sorrindo. — É… mas me diga: pelo menos a surpresa valeu?

Ela balançou a cabeça, rindo entre a emoção e a incredulidade.

— Eu devia estar brava, mas não consigo.

— Você é completamente impossível. — sussurrou, entre o riso e as lágrimas.

— E você é a minha exceção. — respondeu ele, dando mais um passo.

Então, com a serenidade de quem sabia exatamente o que estava fazendo, Augusto Monteiro se ajoelhou.

O brilho do anel refletiu as luzes do jardim — e o tempo, por um instante, pareceu prender a respiração.

— Eloise Nogueira… — começou, a voz trêmula, mas firme. — Eu quero dividir contigo os dias bons, os ruins, as discussões, os risos e até o silêncio.

Quero ser o homem que te faz sorrir nas manhãs e te dá paz nas noites.

— Você aceita casar comigo?

As lágrimas desceram antes que ela conseguisse responder.

Eloise balançou a cabeça, rindo entre soluços e lágrimas.

— Sim. — disse, quase sem voz. — Mil vezes sim.

Augusto se levantou, rindo também, e a envolveu num abraço forte.

Ela ainda tremia, e ele a segurava como quem, enfim, tivesse encontrado o próprio lar.

— Tá vendo? — sussurrou ele, encostando a testa na dela. — Eu te disse que esse jardim seria o começo de tudo.

Eloise riu, ainda chorando. — Eu devia desconfiar… Você e suas surpresas.

— Surpresa nenhuma. — respondeu, tirando algo do bolso interno do paletó.

Na palma da mão, uma pequena chave dourada.

Ela o olhou, confusa.

Augusto sorriu, o olhar cheio de ternura.

— Essa casa… é nossa.

É aqui que quero construir o resto da nossa história — o nosso lar, a nossa família.

Eloise o abraçou com força, e por um instante, o mundo inteiro se resumiu àquele toque.

As palmas e risadas vieram logo depois — das meninas, de Carlos, de Cláudia, de todos os que assistiam emocionados à cena.

Mas eles nem ouviram.

Ali, entre flores e da música, Eloise e Augusto finalmente se encontravam — sem máscaras, sem medos, e com o futuro inteiro à frente deles.

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