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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 207

O Brinde e a Revelação

A sala agora parecia saída de um sonho — luz, riso e perfume misturados no mesmo respiro.

As luzes suaves refletiam nas paredes brancas, e uma mesa lindamente decorada ocupava o centro do espaço — taças, doces, bolos e uma garrafa de espumante que Thiago insistia em tentar abrir antes da hora.

Augusto passou o braço pela cintura de Eloise, ainda sorrindo, como se o coração não coubesse no peito.

Olhou ao redor, e com a voz suave, disse:

— Se depois quiser mudar algo, fique à vontade.

Essa casa é sua, meu amor.

Eloise o olhou, emocionada. — Nossa casa. — corrigiu, com um sorriso terno.

As meninas se aproximaram, vibrando, rindo, chorando — tudo ao mesmo tempo.

Cláudia, com os olhos marejados, abraçou Eloise com carinho.

— Você merece esse amor, querida. E você, Augusto — disse, olhando para ele —, cuide bem da joia que a vida te deu.

Carlos, por sua vez, estava visivelmente emocionado.

— Eu não sou homem de discursos — começou, com a voz embargada —, mas ver minha filha feliz é o maior presente que eu poderia receber.

Augusto ergueu a taça.

— Obrigado, seu Carlos. Mas… acho que agora posso contar a verdade sobre o hospital.

Eloise o olhou, curiosa. — O hospital?

Ele assentiu, com um sorriso travesso. — Quando você chegou aquele dia e me encontrou lá, eu não estava apenas de visita.

— Eu fui pedir... a sua mão em casamento.

Um murmúrio de surpresa percorreu a sala.

Eloise levou a mão à boca, os olhos brilhando. — Você fez o quê?

— Fui pedir a bênção do seu pai. — respondeu ele, olhando com ternura para Carlos. — Achei que era o mínimo que um homem deveria fazer quando quer dividir a vida com a mulher que ama.

Carlos riu, enxugando discretamente uma lágrima. — E eu quase deixei escapar o segredo, acredita?

Eloise balançou a cabeça, rindo. — Eu devia ter desconfiado!

Thiago, claro, não perdeu a oportunidade.

— E eu achando que o hospital era só pra medir a pressão dele! — exclamou, arrancando gargalhadas gerais. — O homem tava era pedindo a filha do outro em casamento!

Nathalia ergueu a taça. — Aí está o verdadeiro diagnóstico: amor em estágio avançado.

Todos riram, e Augusto fingiu um olhar sério. — E sem cura, espero.

Cláudia serviu o espumante, as taças tilintaram no ar.

— Um brinde — disse ela, com o sorriso leve. — À nova casa, à nova fase… e ao amor que, apesar de tudo, floresceu do jeito mais bonito.

As taças se tocaram.

Risos, abraços, promessas.

Eloise olhou em volta — a mesa farta, as pessoas que amava, o homem que a fazia sentir segura e livre ao mesmo tempo.

Pela primeira vez em muito tempo, ela sentiu que estava exatamente onde devia estar.

No lar que o destino tinha preparado.

No amor que ela, enfim, escolheu viver.

As risadas ainda ecoavam pela casa.

O som das taças, o cheiro doce das flores e o riso de Eloise enchiam o ar como uma trilha perfeita de felicidade.

Mas, do lado de fora, a noite caía silenciosa — e, como sempre, o destino preparava o próximo movimento.

O celular de Thomas vibrou sobre a mesa.

Ele pegou o aparelho ainda sorrindo, mas o sorriso desapareceu aos poucos conforme ouvia a voz do outro lado da linha.

— O quê? — perguntou, a expressão mudando. — Tem certeza disso?

Augusto percebeu o tom repentino na voz dele e se aproximou, atento.

Thomas desligou lentamente, o olhar distante.

— Nathalia! — exclamou Eloise, rindo, corando.

— Aproveita o fim de semana, vaca! — completou ela, piscando, arrancando gargalhadas de todos.

Eloise balançou a cabeça, divertida.

Um pouco mais distante da agitação, Augusto e Cláudia conversavam em voz baixa, perto da varanda.

— Cláudia… Daniel morreu na cadeia. — disse ele, sério. — Por enquanto, só sabemos isso.

Cláudia levou a mão à boca, chocada. — Meu Deus...

Augusto respirou fundo. — O ideal seria cancelar a viagem, mas isso levantaria suspeitas, se alguém estiver nos observando.

Fez uma pausa. — Mas é prudente não deixar o Carlos sozinho.

Cláudia assentiu, firme.

— Não se preocupe. Ele não pode saber de nada — o coração não aguentaria. Mas eu fico com ele. Não vai estar sozinho nem por um segundo.

Augusto segurou a mão dela em gratidão.

— Obrigado, Cláudia. Sei que posso confiar em você.

Ela sorriu de leve. — Vai. E faz ela feliz, Augusto. Ela merece.

Pouco depois, o casal se despediu de todos.

O carro preto os levou até o aeroporto, onde o jatinho particular já os esperava, iluminado sob o céu estrelado.

Eloise olhou pela janela, o coração leve e ansioso.

Augusto, ao lado dela, entrelaçou seus dedos e sussurrou:

— Agora é só a gente, meu amor.

O avião ganhou altitude, desaparecendo entre as nuvens.

Mas, lá embaixo, sob a calma aparente da noite,

o mistério por trás da morte de Daniel Santos apenas começava a despertar.

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