O Brinde e a Revelação
A sala agora parecia saída de um sonho — luz, riso e perfume misturados no mesmo respiro.
As luzes suaves refletiam nas paredes brancas, e uma mesa lindamente decorada ocupava o centro do espaço — taças, doces, bolos e uma garrafa de espumante que Thiago insistia em tentar abrir antes da hora.
Augusto passou o braço pela cintura de Eloise, ainda sorrindo, como se o coração não coubesse no peito.
Olhou ao redor, e com a voz suave, disse:
— Se depois quiser mudar algo, fique à vontade.
Essa casa é sua, meu amor.
Eloise o olhou, emocionada. — Nossa casa. — corrigiu, com um sorriso terno.
As meninas se aproximaram, vibrando, rindo, chorando — tudo ao mesmo tempo.
Cláudia, com os olhos marejados, abraçou Eloise com carinho.
— Você merece esse amor, querida. E você, Augusto — disse, olhando para ele —, cuide bem da joia que a vida te deu.
Carlos, por sua vez, estava visivelmente emocionado.
— Eu não sou homem de discursos — começou, com a voz embargada —, mas ver minha filha feliz é o maior presente que eu poderia receber.
Augusto ergueu a taça.
— Obrigado, seu Carlos. Mas… acho que agora posso contar a verdade sobre o hospital.
Eloise o olhou, curiosa. — O hospital?
Ele assentiu, com um sorriso travesso. — Quando você chegou aquele dia e me encontrou lá, eu não estava apenas de visita.
— Eu fui pedir... a sua mão em casamento.
Um murmúrio de surpresa percorreu a sala.
Eloise levou a mão à boca, os olhos brilhando. — Você fez o quê?
— Fui pedir a bênção do seu pai. — respondeu ele, olhando com ternura para Carlos. — Achei que era o mínimo que um homem deveria fazer quando quer dividir a vida com a mulher que ama.
Carlos riu, enxugando discretamente uma lágrima. — E eu quase deixei escapar o segredo, acredita?
Eloise balançou a cabeça, rindo. — Eu devia ter desconfiado!
Thiago, claro, não perdeu a oportunidade.
— E eu achando que o hospital era só pra medir a pressão dele! — exclamou, arrancando gargalhadas gerais. — O homem tava era pedindo a filha do outro em casamento!
Nathalia ergueu a taça. — Aí está o verdadeiro diagnóstico: amor em estágio avançado.
Todos riram, e Augusto fingiu um olhar sério. — E sem cura, espero.
Cláudia serviu o espumante, as taças tilintaram no ar.
— Um brinde — disse ela, com o sorriso leve. — À nova casa, à nova fase… e ao amor que, apesar de tudo, floresceu do jeito mais bonito.
As taças se tocaram.
Risos, abraços, promessas.
Eloise olhou em volta — a mesa farta, as pessoas que amava, o homem que a fazia sentir segura e livre ao mesmo tempo.
Pela primeira vez em muito tempo, ela sentiu que estava exatamente onde devia estar.
No lar que o destino tinha preparado.
No amor que ela, enfim, escolheu viver.
As risadas ainda ecoavam pela casa.
O som das taças, o cheiro doce das flores e o riso de Eloise enchiam o ar como uma trilha perfeita de felicidade.
Mas, do lado de fora, a noite caía silenciosa — e, como sempre, o destino preparava o próximo movimento.
O celular de Thomas vibrou sobre a mesa.
Ele pegou o aparelho ainda sorrindo, mas o sorriso desapareceu aos poucos conforme ouvia a voz do outro lado da linha.
— O quê? — perguntou, a expressão mudando. — Tem certeza disso?
Augusto percebeu o tom repentino na voz dele e se aproximou, atento.
Thomas desligou lentamente, o olhar distante.
— Nathalia! — exclamou Eloise, rindo, corando.
— Aproveita o fim de semana, vaca! — completou ela, piscando, arrancando gargalhadas de todos.
Eloise balançou a cabeça, divertida.
Um pouco mais distante da agitação, Augusto e Cláudia conversavam em voz baixa, perto da varanda.
— Cláudia… Daniel morreu na cadeia. — disse ele, sério. — Por enquanto, só sabemos isso.
Cláudia levou a mão à boca, chocada. — Meu Deus...
Augusto respirou fundo. — O ideal seria cancelar a viagem, mas isso levantaria suspeitas, se alguém estiver nos observando.
Fez uma pausa. — Mas é prudente não deixar o Carlos sozinho.
Cláudia assentiu, firme.
— Não se preocupe. Ele não pode saber de nada — o coração não aguentaria. Mas eu fico com ele. Não vai estar sozinho nem por um segundo.
Augusto segurou a mão dela em gratidão.
— Obrigado, Cláudia. Sei que posso confiar em você.
Ela sorriu de leve. — Vai. E faz ela feliz, Augusto. Ela merece.
Pouco depois, o casal se despediu de todos.
O carro preto os levou até o aeroporto, onde o jatinho particular já os esperava, iluminado sob o céu estrelado.
Eloise olhou pela janela, o coração leve e ansioso.
Augusto, ao lado dela, entrelaçou seus dedos e sussurrou:
— Agora é só a gente, meu amor.
O avião ganhou altitude, desaparecendo entre as nuvens.
Mas, lá embaixo, sob a calma aparente da noite,
o mistério por trás da morte de Daniel Santos apenas começava a despertar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...